Modos educados para corrigir alguém

 

 

 

Seja educado ao corrigir as pessoas

 

 

As pessoas tendem a cometer erros em todas as fases de sua vida. Intencionalmente ou não, esses erros podem muitas vezes ser bastante perceptíveis se eles ocorrem em um ambiente público. Caso o erro seja grosseiro demais para ser ignorado, você pode se sentir obrigado a corrigir o indivíduo. A tentativa de corrigir os erros é uma situação complicada que pode causar mais mal do que bem. Aprenda medidas cuidadosas, para educadamente corrigir a pessoa sem ofendê-la.

 

 

 

Modo correto

 

 

Antes de tentar corrigir alguém, considere o tempo e o local do incidente. Tentar corrigir um indivíduo em um lugar público em torno de outras pessoas talvez não seja apropriado, poderá ser mais adequado esperar até que vocês dois possam encontrar-se em um lugar mais privado. No entanto, se o evento ocorre num local de trabalho, talvez seja mais benéfico corrigir um erro de imediato, com a finalidade de proporcionar maior clareza para si mesmo e para os outros empregados.

 

 

Avaliação

 

 

Avalie os motivos que você deseja corrigir alguém. Se é para constranger publicamente o ofensor, então abstenha-se de corrigi-los. Além disso, analise o erro que a pessoa fez. Se é um pequeno contratempo ou não foi intencional, uma correção não é provavelmente necessária. Depois de uma minuciosa avaliação da importância de corrigir o erro, fale com o indivíduo sobre o problema.

 

 

Tom e linguagem

 

 

Fale com a pessoa em um tom suave e humilde. Nunca levante a voz ou use uma linguagem condescendente. Peça desculpas por ter que levantar a questão, e use palavras que ajudam a amenizar qualquer constrangimento percebido. Tenha certeza de que tudo que você diz sobre o erro é construtivo, e ajude a pessoa a entender seu erro. Exponha os passos para a pessoa poder resolver o problema.

 

Reação

 

 

Mesmo se você corrigir educadamente o indivíduo, você não pode controlar a forma como ele vai reagir. Algumas pessoas irão se ofender a sua correção devido ao sentimento orgulhoso e de constrangimento. Outros simplesmente não aceitam críticas construtivas. Se você tiver tomado as medidas necessárias para ser tão educado possível, então não se sinta frustrado ou chateado se a sua correção faz com que o indivíduo se amargue. Depois de perceber o próprio erro, a pessoa pode até agradecê-lo mais tarde.

 

 

Oito dicas para corrigir uma pessoa

 

 

Como corrigir uma pessoa sem ofendê-la nem desanimá-la

com algumas pessoas, pode ser que uma abordagem direta funcione melhor. Os passos a seguir podem ajudá-lo a ser mais objetivo e eficaz sem ser ofensivo.

 

 

Escute primeiro

 

 

Não comece a dar lições de moral ou a criticar as atitudes de alguém sem antes lhe perguntar por que agiu de tal maneira. Verifique se ele tem noção das consequências de suas atitudes. Deixe que se explique e até mesmo se desculpe. Você pode se surpreender com o que vai ouvir.

 

 

Aconselhe de maneira a encorajar; nunca a desanimar comece levantando a autoestima da pessoa, ajude-a a perceber o que ela tem de bom.

 

 

Fale de suas qualidades e de seus acertos. Ponha em destaque o que ela fez de positivo. Depois, ajude-a a detectar o erro, corrija-a e aconselhe-a. Então, reafirme a sua confiança na capacidade que ela tem de agir bem. Encoraje-a.



 

Ofereça apoio

 

 

Esclareça suas intenções. Diga o quanto a estima, o quanto deseja vê-la acertar e que, justamente por isso, está ali para apoiá-la a agir bem.

 

 

Não force nem fique insistindo para que siga seus conselhos

 


Permita que a pessoa se decida a fazer o que é certo, porque está convencida disso, não porque se sentiu apanhada em flagrante e agora não tem outro recurso senão agir de outro modo.

As pessoas amadurecem e se tornam melhores quando são persuadidas a abandonar o erro, mas ficam ressentidas e se tornam obstinadas quando agem por constrangimento.


 

Se a pessoa mostrar abertura, ajude-a a encontrar a solução

 


Não assuma ares de mestre ou de salvador da pátria. Isso coloca os outros na defensiva. Seja simples e humilde ao dar sua opinião e ajude o outro a encontrar uma saída. Reconheça que já errou e também precisou ser ajudado. Se possível, use exemplos do que foi feito em outras ocasiões para resolver um problema semelhante. Assim que a pessoa descobrir uma solução viável, mostre sua aprovação e incentive-a a agir o quanto antes.


 

Seja discreto

 


Ninguém gosta de ver a própria incompetência, os erros ou as maldades apontados publicamente. As pessoas se sentem julgadas quando são corrigidas diante de outras pessoas. Portanto, converse em particular e ponha o acento mais na solução do que no problema.

 

 

Peça um feedback

 


Deixe que o outro faça uma avaliação daquele momento de diálogo e diga como se sentiu com a conversa, o que entendeu do que ouviu, o que pretende fazer a partir de então e como está se sentindo em relação a você. É a sua chance de eliminar qualquer mal-entendido.

 

 

 

Crie entusiasmo

 


Entusiasmar é inspirar o desejo de viver bem. As pessoas passam por períodos da vida em que se sentem desacreditadas, perdidas, desanimadas e inseguras. Não têm o entusiasmo necessário para romper os sentimentos que as prendem e as impedem de fazer todo o bem que poderiam e gostariam de realizar. Então, valorize, elogie, incentive, faça festa e vibre cada vez que um amigo seu aceitar um conselho e se dispuser a mudar, a corrigir um vício, a se tornar um ser humano melhor.

 

 

Bíblia, educação e cristianismo

 

 

Os gregos chamavam a educação de ‘paideia’, aquilo que se devia proporcionar às crianças (‘paides’, de onde: pedagogia). Mas era geralmente algo que só existia sistematicamente nas famílias abastadas, que confiavam essa tarefa a algum escravo bem preparado. Por isso, os educadores hoje não devem estranhar por serem tratados como escravos...

Na Antiguidade bíblica, disciplina, educação e sabedoria andavam de mãos dadas. Era o que a Bíblia visava com a instrução ou ‘torah’. A Torá, de fato, não são apenas os cinco livros da Lei atribuídas a Moisés, e que contêm muitas outras coisas que não as leis: parábolas, oráculos, hinos, histórias instrutivas, informações sobre o povo de Israel e as ‘gentes’ (as outras nações)... A Torá, que geralmente, pelos cristãos, é lembrado como uma lei opressora, na realidade não é outra coisa que a educação do povo, e essa educação encontra-se em todos os livros da Bíblia e na tradição dos escribas judeus, o Talmude. Para os cristãos, a parte cristã da Bíblia, ou seja, o Novo Testamento, desempenha o mesmo papel: ensinar o povo fiel a viver.

Na tradição bíblica e cristã, a educação não pode ser considerada um privilégio, nem é confiada a escravos. É a base do povo. Desde alguns séculos antes da era cristã, os judeus liam a Bíblia para o povo todo, na sinagoga, e o apostolo Paulo insiste em que se continue esse bom costume. Em 2 Timóteo 3,16 escreve: “Toda escritura é inspirada é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça”, e isso não se refere ao Novo Testamento, mas ao Antigo (as escrituras de Israel), pois o Novo ainda não fora escrito no tempo de Paulo ¬– as suas cartas é que se tornariam os primeiros escritos do Novo Testamento. Os cristãos continuaram com o costume judaico de ler as Escrituras na liturgia, e não é mera coincidência o fato de que, depois da barbárie no fim do Império Romano, as primeiras escolas da Idade Média surgiram em torno às igrejas e mosteiros. Ensinar e educar o povo faz parte do legado bíblico e cristão.

É verdade que, com a Modernidade e a Revolução Francesa, a educação foi assumida pelo Estado, não sem conflitos com a Igreja. É verdade também que hoje devemos considerar outras tradições que não a judaica e cristã, e essas outras tradições têm também suas práticas de educação popular. É uma razão de alegria, pois toda boa educação colabora para o bem que é a meta da tradição judaica e cristã.

Mas o que os herdeiros desta tradição – e das outras tradições culturais e religiosas -- não podem admitir é o colapso da educação que estamos presenciando. E esse colapso não afeta apenas a transmissão de dogmas e ritos religiosos, mas da arte de viver humanamente. Muitos humanistas ateus estão de acordo com os esforços cristãos de manter uma sólida tradição de ensino e educação, porque é um bem para a humanidade. Por outro lado, e precisamente por esta mesma razão, o ensino nas escolas de inspiração cristão não deve ser, de per si, doutrina especificamente ou confessionalmente cristã. Muitas vezes, as escolas cristãs -- por exemplo, as universidades católicas -- prestam à sociedade um serviço de humanidade, e se a sociedade aceita esse serviço, convém que o facilite e até o subsidie por bolsas e outros incentivos, se for o caso. O fomento da fé especificamente cristã deverá então acontecer num espaço além do estritamente acadêmico. Por exemplo, na pastoral universitária. Claro, o ensino nessas instituições não pode contradizer a compreensão cristã do mundo, mesmo se deve colocar os estudantes em contato com outras mundivisões. Equilíbrio delicado.

O que é fundamental nesse campo é a consciência do valor e da vocação da criatura humana.

 

 

 O exemplo da leitura bíblica na sinagoga e na igreja nos mostra que a educação é para todos e contribui para a ‘glória de Deus’, pois na perspectiva da criação, o ser humano, mulher e homem, é ‘imagem e semelhança de Deus’, representante (imagem) de Deus e participante de sua obra (semelhança). “A terra, Ele a confiou aos filhos dos homens” (Salmo 115,16).

 



A educação é uma missão divina e prioridade absoluta de toda sociedade que se preze, ainda que seja laica, não confessional. Pois trata-se de um bem da humanidade, e como sentimos falta dele!

 

 

 

Estudo realizado por Pastor Rogério Costa

Caxias do Sul – 24/07/14

 

 

 

Ministério Igualdade Independente

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Projeto Plantar

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