Água

 

Importante:  Nao deixe de assistir o vide anexado no fninal deste estudo.

 

Propriedades físicas e químicas da água:

 

A água é a molécula mais abundante na superfície da Terra, cobrindo, somente em sua forma líquida, cerca de 71% desta, além de estar presente em abundância na atmosfera terrestre, como vapor, e nos polos, como gelo.

Densidade: 1.000,00 kg/m³

Massa molar: 18,01528 g/mol

Ponto de ebulição: 99,98 °C

Fórmula: H2O

Ponto de fusão: 0,0 °C

Temperatura de ponto triplo: 0,01 °C

IUPAC: Water, Oxidane

Água  1


O que é, fórmula, importância, racionamento, poluição, consumo e economia, tipos de água

 


Água: um bem precioso da natureza

 

Introdução

A água é um composto químico formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio.

 Sua fórmula química é H2O.

 Porém, um conjunto de outras substâncias como, por exemplo, sais minerais juntam-se a ela.

Nos oceanos, por exemplo, existe uma grande quantidade de sal misturada a água. 

A água pura não possui cheiro nem cor.

Ela pode ser transformada em gelo (solidificação) quando está numa temperatura de zero grau Celsius.

 A água ferve quando atinge a temperatura de 100 graus Celsius (no nível do mar).

Cerca de três quartos da superfície do
planeta Terra é coberto por água.

 Em função deste aspecto, nosso planeta, visto do espaço, assume uma cor azulada.

Sem este líquido precioso o ser humano não teria se desenvolvido neste planeta.

Basta dizer que o corpo do ser humano é quase totalmente formado por água.

A água também é fundamental para a vida dos outros animais e plantas do nosso planeta.

A água é extremamente importante para o homem.

Na antiguidade, por exemplo, as grandes civilizações se desenvolveram às margens de rios.

 Os egípcios, por exemplo, dependiam das águas do rio Nilo para quase tudo.

A civilização da Mesopotâmia também utilizou este recurso natural dos rios Tigre e Eufrates.



Consumo de água e racionamento

A água é um bem precioso que deve ser consumido de forma racional.

Estudiosos apontam que, futuramente, a água poderá se tornar rara caso continue ocorrendo desperdício.

Em algumas regiões do mundo, principalmente nas mais pobres, já ocorre a falta de água.



Dicas de racionamento e tratamento de água no dia-a-dia:

- Não use água para lavar carros e calçadas;
- Ao escovar os dentes, feche a torneira;
- Tome banhos mais curtos, ensaboando o corpo antes de ligar o chuveiro;
- Acabe com os vazamentos em canos residenciais;
- Para quem tem piscina, evite trocar a água constantemente. Use procedimentos de
tratamento de água;
- Ao tomar conhecimento de vazamento de água nas ruas, comunique imediatamente a empresa de água responsável ou a prefeitura.
- Junte uma boa quantidade de roupas antes de coloca-las na máquina de lavar;
- Ajude a combater a
poluição das águas. Não jogue lixo nos rios e córregos. Não jogue óleo de cozinha no encanamento, pois este produto irá contaminar as águas.

 Um litro de óleo de frituras pode contaminar até um milhão de litros de água.

Lembre-se: se todos economizarem a água não vai faltar. Racionando, podemos ajudar o meio ambiente e economizar dinheiro. Ganha-se duas vezes.

 

Distribuição de água na Hidrosfera

- Oceanos: 97,2%
- Geleiras e calotas de gelo: 2,15%
- Água presente no subsolo: 0,62% (aproximadamente)
- Águas da superfície (rios, lagos, biomassa): 0,029% (aproximadamente)
- Água presente na atmosfera: 0,001% (aproximadamente)

fonte: U.S. Geological Survey

         

Você sabia?

- A Unesco estabeleceu que 2013 é o Ano Internacional da Cooperação pela Água.

A ideia é incentivar as pessoas, governos e empresas a agirem de forma sustentável no acesso e uso da água.

- Somente 0,5% da água doce (em estado líquido) do planeta está acessível na superfície.

- Cerca de 70% da água doce disponível no Brasil está na Bacia Amazônica.

- As indústrias do Brasil consomem cerca de 100 mil litros de água por segundo.

- Cerca de 70% da água doce é consumida pelo setor agrícola.

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

Água (H2O)
Alerta sobre risco à saúde

 

Nome IUPAC

Água

Outros nomes

Ácido hidroxílico
Hidróxido de hidrogênio
Óxido de hidrogênio
Monóxido de dihidrogênio

Propriedades

Fórmula molecular

H2O

Densidade

1000 kg·m³, líquida (4°C)
917 kg·m³, sólida

Ponto de fusão

0 °C, 32°F (273,15 K)1

Ponto de ebulição

100 °C, 212 °F (373,15 K)1

Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob
condições PTN
Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

 

A água é uma substância química composta de hidrogênio e oxigênio, sendo essencial para todas as formas conhecidas de vida na Terra.2

É frequente associar a água apenas à sua forma ou estado líquido, mas a substância também possui um estado sólido, o gelo, e um estado gasoso, designado vapor de água.

Embora pequenas quantidades de água pareçam transparentes a olho nu, a água é um composto químico de coloração levemente azulada. Ao contrário da ideia popular, a água possui uma cor intrínseca que se deve ao espectro seletivo de absorção da luz.

A água cobre 71% da superfície da Terra. Na Terra, ela é encontrada principalmente nos oceanos, de acordo com Paulo Carvalho de Noronha. 1,6% encontra-se em aquíferos e 0,001% na atmosfera como vapor, nuvens (formadas de partículas de água sólida e líquida suspensas no ar) e precipitação. Os oceanos detêm 97% da água superficial, geleiras e calotas polares detêm 2,4%, e outros, como rios, lagos e lagoas detêm 0,6% da água do planeta. Uma pequena quantidade da água da Terra está contida dentro de organismos biológicos e de produtos manufaturados.

A água na Terra se move continuamente segundo um ciclo de evaporação e transpiração (evapotranspiração), precipitação e escoamento superficial, geralmente atingindo o mar. A evaporação e a transpiração contribuem para a precipitação sobre a terra.

A água é essencial para os humanos e para as outras formas de vida. Ela age como reguladora de temperatura, diluidora de sólidos e transportadora de nutrientes e resíduos por entre os vários órgãos. Bebemos água para ajudar na diluição e funcionamento normal dos órgãos para em seguida ser eliminada pela urina e por evaporação nos poros, mantendo a temperatura corporal e eliminando resíduos solúveis, como sais e impurezas. As lágrimas são outro exemplo de eliminação de água.

Na indústria ela desempenha o mesmo papel de diluidora, transportadora e resfriadora nos vários processos de manufatura e transformações de insumos básicos em bens comerciais.

O acesso à água potável tem melhorado continuamente e substancialmente nas últimas décadas em quase toda parte do mundo. Existe uma correlação clara entre o acesso à água potável e o PIB per capita de uma região. No entanto, alguns pesquisadores estimaram que em 2025 mais de metade da população mundial sofrerá com a falta de água potável. A água desempenha um papel importante na economia mundial, ja que ela funciona como um solvente para uma grande variedade de substâncias químicas, além de facilitar a refrigeração industrial e o transporte. Cerca de 70% da água doce do mundo é consumida pela agricultura

Propriedades físicas e químicas

 

 

O impacto de uma gota de água provoca uma repercussão "para cima" circular rodeado por ondas capilares.

 

 

Uma característica incomum da água é a sua dilatação anômala.

Ela se contrai com a queda de temperatura, mas a partir de 4°C recomeça a se expandir, voltando a se contrair após sua solidificação.

Isso explica porque a água congela primeiro na superfície, pois a água que atinge a temperatura de 0 °C se torna menos densa que a água a 4 °C, consequentemente ficando na superfície.

 Esse fenômeno também é importante para a manutenção da vida nas águas frias, pois faz com que a água a 4 °C fique no fundo e mantenha mais aquecidas as criaturas que ali vivem junto.

Cerca de dois terços da superfície da Terra está coberta por água.

Os cinco oceanos contêm 97,2% da água do planeta.

O aglomerado de gelo do Antártico (região mais a sul do globo) contém cerca de 90% de toda a água potável existente no planeta.

 A água em forma de vapor pode ser vista nas nuvens, contribuindo para o albedo da Terra.

A água possui muitas propriedades incomuns que são críticas para a vida, nomeadamente é um excelente solvente e possui alta tensão superficial (0,07198 N m-1 a 25 °C). A água pura tem sua maior densidade a 3,984°C (999,972 kg/m³) e tem valores de densidade menor ao arrefecer que ao aquecer.

Por ser uma substância estável na atmosfera, desempenha um papel importante como absorvente da radiação infravermelha, crucial na atenuação do efeito estufa da atmosfera. A água também possui um calor específico peculiarmente alto (75,327 J mol-1 K-1 a 25 °C), que desempenha um importante papel na regulação do clima global.

A água dissolve vários tipos de substâncias polares e iônicas, como sais e açúcares, facilitando as interações químicas entre as diferentes substâncias fora e dentro dos organismos vivos, principalmente nos de metabolismo complexo.

Apesar disso, algumas substâncias não se misturam bem com a água, entre elas os óleos, podendo ser classificadas como insolúveis e, em alguns casos, hidrofóbicas. As membranas celulares, compostas por lipídios e proteínas, levam vantagem das propriedades hidrofóbicas para controlar as interações entre os seus conteúdos e o meio externo.

A água é um composto polar pois os elétrons deslocam-se para perto do oxigênio (devido a sua alta eletronegatividade), portando o próton de hidrogênio (pouco eletronegativo) fica exposto.

Exposição de cargas negativas perto do oxigênio e positivas perto do hidrogênio, fazendo assim a criação de polos.

E devido ao somatório de suas cargas, a água é considerada polar sem carga, apesar de apresentar a distribuição de cargas igual.

 

Fases

Água em três estados: líquido (mar), sólido (gelo) e vapor (invisível no ar).

As nuvens são a acumulação das gotículas condensadas do vapor.

A água pode ser encontrada na natureza sob a forma sólida, líquida e gasosa (vapor de água).

Este último, pode ser encontrado na atmosfera, proveniente da evaporação de mares, rios e lagos.

A água pode mudar de estado físico como, por exemplo, ir do estado sólido para o estado líquido.

Um exemplo disso é quando deixamos o gelo (estado sólido da água) fora da geladeira e ele derrete passando a líquido.

A mudança de estado sólido para líquido recebe o nome de fusão, enquanto que a do estado líquido para o sólido de solidificação.

Do estado líquido para a forma vapor, temos o fenômeno de vaporização e, da forma de vapor para a líquida, de condensação ou liquefação.

A evaporação da água no seu ciclo natural ocorre à temperatura ambiente e é lenta.

O ponto de ebulição da água está relacionado à pressão atmosférica

 

 

Distribuição de água na natureza

Água no universo

Grande parte da água do universo pode ser um subproduto de formação estelar. O nascimento das estrelas é acompanhado por um forte vento de gás e poeira. Quando esse fluxo de material impacta o gás circundante, as ondas de choque que são criadas comprimem e aquecem o gás, produzindo água. A água tem sido detectada em nebulosas na nossa galáxia, a Via Láctea. Provavelmente existe água em abundância em outras galáxias porque os seus elementos, hidrogênio e oxigênio, estão entre os mais abundantes no universo. Por vezes, nuvens interestelares condensam em nébulas solares e sistema solares como o nosso.

 

Distribuição na Terra

 

A água cobre 71% da superfície da Terra, os oceanos contêm 97,2% da água da Terra.

A camada de gelo da Antártida, que contém 90% de toda água doce da Terra, é visível na parte inferior.

 A água condensada na atmosfera pode ser observada como nuvens, contribuindo para o albedo da Terra.

A hidrologia é o estudo do movimento, distribuição e qualidade da água em toda a Terra.

O estudo da distribuição de água é a hidrografia.

 O estudo da distribuição e circulação de águas subterrâneas é hidrogeologia, das geleiras é glaciologia, das águas interiores é limnologia e da distribuição dos oceanos é a oceanografia.

A ecohidrologia é o estudo dos processos ecológicos relacionados com hidrologia.

O coletivo de massa de água encontrado sobre e abaixo da superfície de um planeta é chamado de hidrosfera.

O volume aproximado de água na Terra é de 1 360 000 000 km³.

A água subterrânea e doce são úteis ou potencialmente úteis para os seres humanos como recursos hídricos.

A água líquida é encontrada em corpos de água, como oceanos, mares, lagos, rios, riachos, canais, lagoas ou poças.

A maioria da água na Terra é do mar.

A água também está presente na atmosfera no estado sólido, líquido e gasoso.

Também existem águas subterrâneas nos aquíferos.

A água é importante em muitos processos geológicos. As águas subterrâneas são onipresentes nas rochas e a pressão da água subterrânea afeta os padrões de falhas geológicas.

A água no manto é responsável pela fusão que produz vulcões em zonas de subducção.

 Na superfície da Terra, a água é importante em ambos os processos químicos e físicos de meteorização.

A água, tanto no estado líquido, como, em menor escala, no estado sólido (gelo), é também responsável pelo transporte de uma grande quantidade de sedimentos que ocorre na superfície da terra.

 A deposição de sedimentos transportados formam muitos tipos de rochas sedimentares, que compõem o registro geológico da história da Terra.

 

 

Ciclo hidrológico

 

Esquema do Ciclo Hidrológico (ou ciclo da água).

O ciclo da água, conhecido cientificamente como o ciclo hidrológico, refere-se à troca contínua de água na hidrosfera, entre a atmosfera, a água do solo, águas superficiais, subterrâneas e das plantas.

A água se move perpetuamente através de cada uma destas regiões no ciclo da água constituíndo os seguintes processos de transferência: Evaporação dos oceanos e outros corpos de água no ar e transpiração das plantas terrestres e animais para o ar.

A maior parte do vapor de água sobre os oceanos retorna aos oceanos, mas os ventos transportam o vapor de água para a terra com a mesma taxa de escoamento para o mar, a cerca de 36 t por ano.

Sobre a terra, a evaporação e transpiração contribuem com outros 71 t de água por ano.

 A chuva, com uma taxa de 107 t por ano sobre a terra, tem várias formas: mais comumente chuva, neve e granizo, com alguma contribuição em nevoeiros e orvalho.

A água condensada no ar também podem refratar a luz solar para produzir um arco-íris.

 O escoamento das águas, muitas vezes recolhe mais de bacias hidrográficas que correm para os rios.

Um modelo matemático utilizado para simular o fluxo de um rio ou córrego e calcular os parâmetros de qualidade da água é o modelo de transporte hidrológico.

Parte da água é desviada para irrigação.

Rios e mares são importantes para viagens e para o comércio.

 Através da erosão, o escoamento molda o ambiente criando vales e deltas fluviais que fornecem um solo rico para o estabelecimento de centros de população.

Uma inundação ocorre quando uma área de terra, geralmente de baixa altitude, é coberta com água; acontece quando um rio transborda das suas margens ou o mar invade a costa.

A seca é um período de meses ou anos durante o qual uma região registra uma deficiência no seu abastecimento de água.

 Isto ocorre quando precipitação de uma região recebe níveis sistematicamente abaixo da média.

 

 

Água e os seres vivos

 

 

A hidrosfera, o conjunto de locais onde a água fica na Terra, permite a existência de vida e influi no equilíbrio do ecossistema.

Todas as formas conhecidas de vida precisam de água. Os humanos consomem "água de beber" (água potável, ou seja, água compatível com as características de nosso corpo).

No corpo humano a água é o principal constituinte (entre 70% a 75%) e sua quantidade depende de vários fatores estabelecidos durante a vida do indivíduo, entre eles a idade, o sexo, a massa muscular, o aumento ou perda de peso, o tecido adiposo, e até mesmo a gravidez ou lactação. A água é um componente essencial para o bom funcionamento geral do organismo, ajudando em algumas funções vitais, tais como o controle de temperatura do corpo, por exemplo.

 

 

Água na religião

 

 

A ablução hindu, tal como praticada no estado de Tamil Nadu.

A água é considerada como purificadora na maioria das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Xintoísmo e Wicca. O exemplo do batismo nas igrejas cristãs é praticado com água, simbolizando o nascimento de um novo ser, purificado com remissão dos pecados. Verifica-se que, nas mitologias politeístas, os deuses vinculados à água — Yemanjá, Vishnu, Enki e Poseidon (Netuno), para citar alguns exemplos —, em regra, possuem mais seguidores, gozam de maior prestígio ou ocupam graduação mais elevada em relação às demais divindades representantes de outros fenômenos naturais. Seguindo um princípio semelhante, em outras religiões, incluindo o Judaísmo e o Islamismo, é ministrado aos mortos um banho de água purificada, simbolizando a passagem para a nova vida espiritual eterna. Ainda no Islão, os fiéis apenas podem praticar as cinco orações diárias após a lavagem do corpo com água limpa, no ritual de ablução denominado abdesto (ou wudu). No Xintoísmo e na Wicca, a água é usada em quase todos os rituais de limpeza dos praticantes. Na Nova Versão Internacional da Bíblia, o termo "água" é mencionado 442 vezes. Na mitologia Celta, Sulis é a deusa das nascentes termais. No Hinduísmo, o rio Ganges é personificado como uma deusa, enquanto que Sarasvati é referida como a deusa dos Vedas. A água é também um dos tatvas (cinco elementos básicos da natureza segundo o Hinduísmo, onde se incluem o fogo, a terra, o akasha e o ar). Em outras tradições, deuses e deusas são mencionados como patronos locais de nascentes, rios ou lagos, como no exemplo da mitologia grega e romana, onde Peneus era o deus do rio. Na religião Wicca a água é tida como um dos símbolos da Grande-Deusa, assim como o cálice e o caldeirão.

 

Água e filosofia

O antigo filósofo grego Empédocles, defendia que a água era um dos quatro elementos da natureza básicos, em conjunto com o fogo, terra e ar, sendo respeitada como a substância básica do Universo, denominada ylem. Nas antigas tradições chinesas, a água era um dos cinco elementos, em conjunto com a terra, o fogo, a madeira e o metal. Nas religiões neopagãs, como é o caso da Wicca, também existe a crença na existência de cinco elementos constituintes do Universo, sendo eles: o fogo, o ar, a água e a terra e o akasha(a manifestação da energia divina).

 

 

Poluição e contaminação

 

 

Poluição hídrica de um córrego em uma das favelas indianas

A poluição da água prejudica o seu uso, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, higiene pessoal, lavagem de roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação agrícola. Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de micro-organismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde da recolha nos rios até à chegada nas residências urbanas ou rurais. A água é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez micro-organismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifoide, hepatite, leptospirose, poliomielite). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve evitar-se sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais ou sedimentos provenientes da erosão.

Sobre a contaminação agrícola há a considerar os resíduos do uso de agrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitas vezes desnecessária ou intensiva nos campos, que envia grandes quantidades de substâncias tóxicas para os rios através das chuvas, o mesmo ocorrendo com a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. No primeiro caso, há o uso de adubos, muitas vezes exagerado, que acabam por ser carregados pelas chuvas aos rios, acarretando o aumento de nutrientes nestes pontos; isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactérias decompositoras que consomem oxigênio, contribuindo para diminuir a concentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás de cheiro muito forte que é tóxico quando a concetração é elevada. Isso também afeta as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam o oxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que são impedidas de decompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumo de oxigênio.

Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas podem ser sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. As impurezas geradas pelas cidades, como resíduos, entulhos e produtos tóxicos são carregados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos podem carregar poluentes orgânicos que, em pequena quantidade, são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos. As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido outro resíduo chamado chorume, um líquido que requer segundo tratamento e controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo resíduos e pelo esgoto.

A poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica (descarga de efluentes as altas temperaturas), poluição física (descarga de material em suspensão), poluição biológica (descarga de bactérias patogênicas e vírus), e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e também eutrofização. A eutrofização é causada por alguns processos de decomposição que fazem aumentar o conteúdo de nutrientes, aumentando a produtividade biológica, permitindo proliferações periódicas de algas, que tornam a água turva e com isso podem causar deficiência de oxigênio pelo seu apodrecimento, aumentando sua toxicidade para os organismos que nela vivem (como os peixes, que aparecem mortos junto a espumas tóxicas). A poluição de águas nos países ricos é resultado da forma como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida.[parcial]

Quanto maior é a qualidade da água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de conscientização da população a Educação Ambiental) , melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Novas técnicas vem sendo desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público.

A água da distribuição pública em países desenvolvidos é tratada, sendo por isso normalmente muito boa para consumo e até mais controlada que a água engarrafada, sendo uma fonte mais ecológica e muito mais barata. Por vezes nalguns países a própria água engarrafada provém da torneira, sendo apenas filtrada. No entanto, normalmente nalguns países com problemas de poluíção ou sem fácil acesso a água potável, pode suceder ser contaminada por substâncias químicas tóxicas ou por microorganismos prejudiciais à saúde pública. Mesmo algumas substâncias, consideradas indispensáveis ao consumo, podem ser tóxicas se a sua concentração for excessiva, como é o caso do flúor, que pode causar a fluorose. Pode ocorrer excesso de concentração cloro, flúor ou outras substâncias utilizadas no tratamento. No entanto, devido às baixas dosagens utilizadas no tratamento e ao controle do processo de tratamento esse tipo de ocorrência tende a ser pequeno.

As formas mais comuns de contaminação decorrem da presença de poluentes ou de microorganismos despejados nos mananciais. Esse tipo de contaminação é mais frequente em localidades que não possuem tratamento de água, mas em alguns casos, podem ocorrer mesmo em água tratada, devido a falhas no processo de abastecimento ou pela presença de poluentes que não possam ser removidos pelo processo de tratamento normal. Em muitos casos os contaminantes podem estar presentes mesmo em águas minerais engarrafadas — as fontes de água mineral podem encontrar-se em regiões sujeitas à presença de poluentes que se infiltram no lençol freático e, mesmo após a filtração das rochas, podem ainda estar presentes no ponto de coleta.

Entre os contaminantes, podem ser encontradas bactérias, protozoárioss e fungos patogênicos, toxinas produzidas por algas ou por decomposição de animais ou resíduos (chorume) como os nitratos. Além disso, toda a espécie de compostos químicos que são agressivos à vida, decorrentes de despejos industriais, podem ocorrer, tais como fenóis, compostos clorados utilizado na indústria papeleira, hidrocarbonetos presentes em solventes e tintas e muitos outros. Enfim também podem ser encontrados Metais pesados dissolvidos na água, formando íons como crômio(VI), que são altamente cancerígenos e compostos de chumbo e de mercúrio, que podem provocar diversos tipos de doenças.

Embalagens de plástico

O plástico tem como matéria-prima o petróleo e o gás natural, dois recursos não renováveis. Para além disso, são usadas mais de 1,5 milhões de toneladas de plástico só para fabricar garrafas de água.

O plástico liberta algumas toxinas e, contrariamente ao que muitos pensam, algumas substâncias podem ser mais difíceis de controlar na garrafa do que na torneira, uma vez que estas se armazenam durante períodos mais longos e a temperaturas mais altas, aumentando até níveis tóxicos a concentração de microorganismos que em pequenas concentrações não são prejudiciais à saúde. Quando as garrafas de plástico não são recicladas, podem ir para aterros sanitários. O mundo está cheio de aterros sanitários e, como as garrafas de plástico se decompõem a uma velocidade muito baixa, permanecerão nos aterros por muitas centenas de anos. Atualmente o processo de reciclagem de resíduos movimenta uma grande indústria, evitando que este problema se acentue. Há, no entanto, deposição de garrafas de água em zonas mais inacessíveis à sociedade ocidental, o que se revela um problema de poluição grave.

 

 

Transporte e o problema ambiental

 

Um quarto da água engarrafada em todo o mundo é consumida fora do país de origem. O seu transporte é geralmente feito por caminhões e veículos de combustão interna através de rodovias. Esse tipo de transporte agrava o problema das emissões de dióxido de carbono. Os gases emitidos encontram-se entre as causas do aquecimento global e do efeito estufa. Ainda assim, cerca de 75% da água produzida é consumida à escala regional, limitando essas emissões nocivas.

Apesar do plástico ser um elemento reciclável, tanto a sua produção como até mesmo a sua reciclagem são poluentes, provocando danos no ambiente32 e sendo preferível evitar a sua utilização, exceto em situações necessárias, isto é, zonas sem água potável.

 

Ver também

A água é um elemento composto por dois átomos de hidrogênio (H) e um de oxigênio (O), formando a molécula de H2O. É uma das substâncias mais abundantes em nosso planeta e pode ser encontrada em três estados físicos: sólido (geleiras), líquido (oceanos e rios), e gasoso (vapor d’água na atmosfera).

Aproximadamente 70% da superfície terrestre encontra-se coberta por água. No entanto, menos de 3% deste volume é de água doce, cuja maior parte está concentrada em geleiras (geleiras polares e neves das montanhas), restando uma pequena porcentagem de águas superficiais para as atividades humanas. A água está distribuída da seguinte forma no planeta Terra:

- 97,5% da disponibilidade da água do mundo estão nos oceanos, ou seja, água salgada.
- 2,5% de água doce e está distribuída da seguinte forma:
- 29,7% aquíferos;
- 68,9% calotas polares;
- 0,5% rios e lagos;
- 0,9% outros reservatórios (nuvens, vapor d’água etc.).

O Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1992, sendo comemorado no dia 22 de março.

A água é de fundamental importância para a vida de todas as espécies. Aproximadamente 80% de nosso organismo é composto por água. Boa parte dos pesquisadores concorda que a ingestão de água tratada é um dos mais importantes fatores para a conservação da saúde, é considerada o solvente universal, auxilia na prevenção das doenças (cálculo renal, infecção de urina, etc.) e proteção do organismo contra o envelhecimento.

Porém, está havendo um grande desperdício desse recurso natural, além de seu uso ser destinado principalmente para as atividades econômicas. Atualmente, 69% da água potável é destinada para a agricultura, 22% para as indústrias e apenas 9% usado para o consumo humano.
A poluição hídrica é outro fator agravante, os rios são poluídos por esgotos domésticos, efluentes industriais, resíduos hospitalares, agrotóxicos, entre outros elementos que alteram as propriedades físico-químicas da água.

Ciclo da água

O ciclo da água, também conhecido como ciclo hidrológico, consiste no processo dinâmico de diferentes estágios da água. Para melhor compreensão deste ciclo podemos iniciar sua explicação através da evaporação da água dos oceanos. O vapor resultante das águas oceânicas é transportado pelo movimento das massas de ar. Sob determinadas condições, o vapor é condensado, formando as nuvens, que por sua vez podem resultar em precipitação. A precipitação pode ocorrer em forma de chuva, neve ou granizo. A maior parte fica temporariamente retida no solo, próxima de onde caiu, e finalmente retorna à atmosfera por evaporação e transpiração das plantas. Uma parte da água resultante, escoa sobre a superfície do solo ou através do solo para os rios, enquanto que a outra parte infiltra profundamente no solo e vai abastecer o lençol freático.

Água no Brasil

O Brasil é um país privilegiado com relação à disponibilidade de água, detém 53% do manancial de água doce disponível na América do Sul e possui o maior rio do planeta (rio Amazonas). Os climas equatorial, tropical e subtropical que atuam sobre o território, proporcionam elevados índices pluviométricos. No entanto, mesmo com grande disponibilidade de recursos hídricos, o país sofre com a escassez de água potável em alguns lugares. A água doce disponível em território brasileiro está irregularmente distribuída: aproximadamente, 72% dos mananciais estão presentes na região amazônica, restando 27% na região Centro-Sul e apenas 1% na região Nordeste do país.

Outro fator agravante é a ausência de saneamento básico nas residências da população brasileira. Atualmente, 55% da população não tem água tratada nem saneamento básico. Políticas públicas devem ser desenvolvidas para reverter esse quadro. Pesquisas indicam que para cada R$ 1,00 investido em saneamento, o governo deixa de gastar R$ 5,00 em serviços de saúde, ou seja, são investimentos que proporcionam qualidade de vida para a população e economia aos cofres públicos em curto prazo.

Possíveis atitudes para reduzir o desperdício de água:

- Aproveitar as águas da chuva, armazenado-as de maneira correta;

- Fechar a torneira enquanto escova os dentes;

- Reaproveitar o papel. Isso é muito importante, pois para produzir papel gasta-se muitos litros de água;

- Acabar com o pinga-pinga da torneira. Uma torneira gotejando, gasta, em média, 46 litros de água por dia;

- Reduzir o consumo doméstico de água potável;

- Não contaminar os cursos d’água;

- Agir como consumidores conscientes e exigir que as empresas produzam detergentes e produtos de limpeza que diminuam a poluição do meio ambiente (biodegradáveis);

- Evitar o desperdício, cuidando dos vazamentos de água, e não lavar as calçadas utilizando água potável;

- Ao tomar banho, devemos desligar o chuveiro ao ensaboar, pois uma ducha chega a gastar mais de 16 litros de água por minuto.

Todas essas mudanças de hábitos são pequenas, no entanto, geram grandes diferenças. Faça você a sua parte, contribua para a preservação do bem mais valioso da Terra.

 

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia

 

 

Água 2

 

 

Água, o principal elemento para a vida

A água é um elemento essencial para a vida de todas as espécies, sendo responsável pelo transporte de nutrientes em nosso organismo, regulador da temperatura corporal, participa de todas as reações químicas no nosso organismo, entre tantos outros fatores importantes para a vida. No entanto, mesmo sabendo de todos esses aspectos benéficos proporcionados por esse recurso natural, o homem, através de suas atividades econômicas e industriais, está alterando drasticamente a quantidade e, principalmente, a qualidade da água disponível na Terra. A poluição hídrica, ou poluição das águas, é causada pelo lançamento de efluentes industriais, agrícolas, esgoto doméstico e resíduos sólidos nos cursos d’água, ou seja, procedimentos oriundos das atividades humanas. Esses lançamentos sem o devido tratamento alteram a composição química da água, comprometendo sua qualidade. Os impactos gerados atingem as águas superficiais e subterrâneas. O lençol freático (água subterrânea) também é afetado, pois ocorre a infiltração de águas poluídas no solo, comprometendo a sua qualidade. A eutrofização é um fenômeno causado principalmente pelo lançamento de esgotos domésticos nos rios, uma vez que os mesmos possuem muita matéria orgânica, fato que possibilita o crescimento exagerado de algas. Essa grande concentração de algas impede a entrada de luz e oxigênio, além de liberarem substâncias tóxicas nas águas, comprometendo sua qualidade e promovendo a morte de muitas espécies aquáticas.

 

 

O lançamento de esgoto sem o devido tratamento

As águas subterrâneas são aquelas que ocupam os espaços existentes entre as rochas do subsolo e se movem pelo efeito da força da gravidade, formando o lençol freático. A quantidade de água subterrânea é 100 vezes mais do que as águas doces superficiais, encontradas nos rios, lagos, pântanos, água atmosférica e umidade do solo. Elas são de fundamental importância no ciclo natural da água, sendo responsáveis pela alimentação de rios e lagos.
As atividades humanas são as principais responsáveis pela degradação e redução da água. Para se ter uma ideia da quantidade de água utilizada na produção industrial, confira os dados abaixo:
Produto / Quantidade de água utilizada para a produção
Microchip (2 g): 32 litros.
Xícara de café (125 g): 140 litros.
Folha de papel A4 (80 g/m2): 10 litros.
Camiseta de algodão (250 g): 2.000 litros.
Par de sapatos de couro: 8.000 litros.
1 kg de batata: 160 litros.
1 kg de arroz: 1.500 litros
1 Kg de pão: 150 litros
1 litro de leite: 1.000 litros.
A poluição das águas também é promovida pelo homem. O lixo pode levar centenas de anos para se decompor na água. Confira a quantidade de tempo que alguns objetos levam para desaparecerem nos corpos d’água.
Jornais: 2 a 6 semanas.
Embalagens de papel: 1 a 4 meses.
Cascas de frutas e guardanapos de papel: 3 meses.
Ponta de cigarro e fósforos: 2 anos.
Chicletes: 5 anos.
Náilon: 30 anos.
Garrafas de plástico (PET): 100 anos.
Latas de alumínio: 200 anos.
Luvas de algodão: 5 meses.
Fralda descartável: 450 anos.
Vidro - tempo indeterminado.
Pedaço de madeira pintada: 13 anos.
Copo Plástico: 50 anos.
Preservativo: 300 anos.

 

Águas subterrâneas


Águas subterrâneas emergindo para a superfície

O mundo enfrenta grandes problemas relacionados à escassez de água. Nesse século, segundo diversos pesquisadores, a falta de água será um dos maiores problemas que a humanidade deverá enfrentar.
A maior parte do planeta Terra é composta por água, no entanto, é muito restrito o percentual que oferece condições para consumo, tendo em vista que uma enorme parte é de água salgada, outras estão poluídas, além das geleiras, subsolo, solo e atmosfera.
Grande parte das águas contidas em terras emersas se encontra no subsolo, ou seja, águas subterrâneas, além é claro, dos rios, que respectivamente oferecem água aos humanos e outros seres vivos.
As águas subterrâneas são identificadas de duas formas, a primeira chamada de zona não-saturada onde a água se encontra espalhada entre ar, solo e rochas. A segunda é denominada de zona saturada, nesse caso a água se encontra armazenada em grande quantidade, formando uma espécie de rio subterrâneo.
Além dessa classificação, existem dois tipos de águas subterrâneas, o freático e o artesiano. O primeiro está situado na zona não-saturada, fica nas proximidades da superfície, diante disso as águas ficam propícias à contaminação. O segundo se encontra na zona-saturada, um pouco afastado da superfície, em virtude dessas características se faz necessária a construção de poços artesianos para retirar água desses locais.

 

A Era Apocalíptica 01

Água: essencial para a vida no planeta. E está acabando.
Sem água, sem vida. Simples assim.



GUERRA SERÁ?

A Terra é azul porque três quartos da sua superfície está coberta de água. Pena que 97,5% pertença aos oceanos. Da pequena parcela que corresponde à água doce, 90% está estocada nos pólos e no subsolo. O resultado final é que somente 0,26% de toda água existente está disponível para consumo humano. Não é de admirar que estejamos à beira de uma grande crise e que em regiões de mais intensa escassez como no Oriente Médio se fale em guerras pela água, o bem mais precioso.
Mesmo no Brasil, onde estão 12% das reservas planetárias de água doce, a distribuição e o acesso são desiguais. Kyoto, Osaka e Shiga, onde vivem quase 6 milhões de japoneses, sediaram o 3º Fórum Mundial da Água ocorrido entre o dia 16 e 23 de março de 2003 com a participação de 180 países e 24 mil delegados, assistindo a intensos debates sobre como levar à prática resoluções já tomadas em mega-reuniões anteriores da ONU, como a Rio + 10 de Joanesburgo em 2002 e a que originou a Declaração do Milênio no ano 2000, onde se prevê reduzir à metade até 2015 a proporção de pessoas sem acesso a água potável e segura (e a serviços de saneamento básico). Para que tais metas se concretizem, será preciso aplicar nos países em desenvolvimento e em transição (Europa Oriental) 180 bilhões de dólares anualmente, ao longo dos próximos 25 anos. Hoje, os gastos anuais são de 80 bilhões.
"Embora o País tenha muita oferta de água, a distribuição não é ideal, tem muitas discrepâncias", diz o coordenador da área de meio ambiente da Unesco no Brasil, Celso Schenkel. Num ranking da Unesco envolvendo 180 países sobre a quantidade anual de água disponível per capita, o Brasil aparece na 25ª posição - com 48.314 m³.
O mais pobre em água é o Kuwait (10 m³ anuais por habitante, seguida pela Faixa de Gaza (52m³) e Emirados Árabes Unidos (58m³). Na outra ponta, excetuando-se a Groenlândia e o Alasca, a Guiana Francesa é o país com maior oferta (812.121 m³), seguida por Islândia (609.319 m³), Guiana (316.698 m³) e Suriname (292.566 m³).
Em todo o mundo, as mudanças climáticas serão responsáveis por 20% do aumento da falta d’água, diz o relatório. Não somente nas zonas propensas à seca, mas também nas áreas tropicais e subtropicais as chuvas devem ser menos intensas e menos freqüentes.
Seis mil crianças com menos de cinco anos morrem por dia em todo o mundo em razão de doenças relacionadas a impurezas da água consumida. O informe alerta que a escassez nos reservatórios será resultado do crescimento populacional, da poluição e das mudanças climáticas. A previsão é de que a disponibilidade de água por pessoa vai cair um terço nos próximos 20 anos.
O relatório foi uma das mais importantes contribuições levadas ao 3º Fórum Mundial da Água, em Kyoto. O trabalho da Unesco destaca ainda que, até 2050, dois milhões de pessoas de 48 países enfrentarão problemas de escassez de água. Isso numa projeção otimista. Numa avaliação pessimista, a crise poderá afetar sete milhões de pessoas em 60 países. Os países mais pobres em oferta de água são: o Kuait, com dez metros cúbicos de água por pessoa ao ano, a Faixa de Gaza, com 52 metros cúbicos, e os Emirados Árabes, com 58 metros cúbicos. O país com a melhor oferta de água no mundo é a Groelândia.
O relatório das Nações Unidas é o maior já produzido sobre a disponibilidade e a qualidade da água no mundo.
O diretor do Programa Mundial de Água da Unesco, agência da ONU responsável pelo relatório, Gordon Young, afirmou à agência Reuters que não existe água em condições higiênicas e sanitárias adequadas para cerca de 40 % da população mundial. "Este fato é uma tragédia absoluta", disse ele.
O diretor da Unesco ressaltou que os líderes mundiais não demonstram disposição em resolver a queda no abastecimento de água.
Para Gordon Young, os políticos atuais gastam muitos recursos na construção de armamentos e, por isso, não sobra dinheiro para a implementação de projetos para melhorar a qualidade e aumentar a quantidade de água disponível.
De acordo com o relatório da ONU, cerca de seis milhões de toneladas de lixo são despejadas por dia em rios, lagos e canais.
Grande parte da água limpa no mundo é utilizada em irrigação. Para a ONU, a economia seria maior se a água suja fosse tratada e utilizada na colheita de alimentos.
A ONU incluiu no documento um ranking de países no que se refere ao tratamento da água. Finlândia, Canadá, Nova Zelândia e Grã-Bretanha apresentaram os melhores desempenhos. A Bélgica ficou atrás de países como Índia e Marrocos.
O relatório das Nações Unidas alerta também para o risco de conflitos por causa da escassez de água, principalmente no Oriente Médio.



O Alarmismo

O relatório anual das Nações Unidas faz terríveis projeções para o futuro da humanidade. A ONU prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. Segundo dados estatísticos existem hoje 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem acesso à água doce. Estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco mais de 40 anos, quando a população atingir a cifra de 10 bilhões de indivíduos.
A partir destes dados projeta-se que a próxima guerra mundial será pela água e não pelo petróleo.



Qual o volume de água potável disponível?

· Os dados que são utilizados pela mídia mundial são: De toda a água disponível na terra 97,6% está concentrada nos oceanos (tabela 1.1). A água fresca corresponde aos 2,4% restantes. Você acha 2,4% pouco? Então ouça isso: destes 2,4% somente 0,31% não estão concentrados nos pólos na forma de gelo. Resumindo: de toda a água na superfície da terra menos de 0,02% está disponível em rios e lagos na forma de água fresca pronta para consumo.
Assustado? A realidade não é tão terrível quanto estes números parecem apontar. Em sua grande maioria estes números estão sendo manipulados, por alguns, de forma a criar uma verdadeira histeria coletiva em relação a água.

 


O que está sendo feito em relação a isso?

· Em decorrência das notícias alarmistas vários países já começam a se preparar para a venda de grandes volumes de água, pensando em lucrar em cima da necessidade dos outros. No Canadá, por exemplo, a preocupação já é com a legislação que não permite a venda de grandes volumes como é feito com o petróleo.
· A população se prepara para tempos ruins, onde o consumo de água deverá ser significativamente reduzido. Existe uma tendência mundial de culpar e perseguir aqueles que, mesmo pagando, consomem mais.
Neste relatório iremos fornecer alguns dados, cientificamente embasados, que irão adicionar uma nova perspectiva àquela gerada pelas projeções catastróficas acima.



As reservas mundiais de água

 

 

Em primeiro lugar é importante falar que nós Brasileiros, no que diz respeito a água, estamos muito bem, obrigado. O Brasil, Rússia, China e Canadá são os países que basicamente "controlam" as reservas de água fresca mundial.
A distribuição da água no Mundo é muito desigual e, uma grande parte do planeta está situada em regiões com carência de água. No momento cabe a estes países, em caráter de urgência, desenvolver tecnologias que permitam a captação, armazenamento e preservação da água e seus mananciais.
Antes de nos aprofundarmos nesse assunto é muito importante dizer que apesar de termos a impressão de que a água está desaparecendo, a quantidade de água na Terra é praticamente invariável há centenas de milhões de anos. Ou seja a quantidade de água permanece a mesma o que muda é a sua distribuição e seu estado.



       CICLO HIDROLÓGICO

 

O causador deste fenômeno é um processo chamado Ciclo Hidrológico, através do qual as águas do mar e dos continentes se evaporam, formam nuvens e voltam a cair na terra sob a forma de chuva, neblina e neve.

Depois escorrem para rios, lagos ou para o subsolo formando os importantes aquíferos subterrâneos, e aos poucos correm de novo para o mar mantendo o equilíbrio no sistema hidrológico do planeta (clique na foto para detalhes).
A água somente passa a ser perdida para o consumo basicamente graças à poluição e à contaminação, nunca devido ao assoreamento como muitos dizem.

São estes fatores que irão inviabilizar a reutilização, causando uma redução do volume de água aproveitável da Terra.
O Brasil é altamente privilegiado em termos de disponibilidade hídrica global.

Nós temos um volume médio anual de 8.130 km3, que representa um volume per capita de 50.810 m3/hab.ano.

Estes números devem ser encarados com uma certa reserva pois a distribuição de água no Brasil, como veremos adiante, também é bastante irregular.

A Amazônia, o lugar mais rico em água potável superficial de todo o Planeta está distante dos grandes centros urbanos nacionais.
Conclusão 1: O gerenciamento da água é que deve ser considerado o grande problema e não seu "desaparecimento".

Desta forma quando o Governo tenta culpar o usuário pelo consumo excessivo de água está, na realidade, confessando a sua incapacidade em suprir este excesso de água no presente e, possivelmente, no futuro. O cidadão pode e deve evitar perdas desnecessárias do produto, mas não deve, sob hipótese nenhuma, ser responsabilizado pela falta de água.

A única forma de inviabilizar a água para o consumo é a contaminação da mesma por poluentes.

Portanto cabe, mais uma vez as autoridades criar leis severas que punam exemplarmente aqueles que poluem e contaminam as águas.


 

Como é consumida a água?

 

 

"A rã não bebe toda a água do tanque onde mora" - Provérbio indígena norte-americano
Existem diferentes cálculos sobre a quantidade diária de água que um ser humano necessita para viver adequadamente.

Alguns levam em consideração apenas o imprescindível para matar a sede, cozinhar e tomar banho; outros incluem o necessário para a limpeza de roupas e espaços.
Esses cálculos variam de 25 litros a 50 litros diários, o que indicam volumes de 9.125 litros a 18.250 litros por pessoa ao ano.
Ocorre que o volume de reserva de água doce por pessoa vem diminuindo com o passar do tempo, conforme podemos observar na tabela abaixo:

 

 

A realidade, entretanto, exige mais água: para cultivar uma horta, para o trato de animais domésticos, para o cuidado especial de doentes, para a limpeza pública e de locais de trabalho...

E o desenvolvimento tecnológico cria novas necessidades, como as máquinas de lavar roupas e louças ou os automóveis.

Veja, abaixo, a média do consumo em litros de água para algumas atividades do cotidiano:

 

 

Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) classificou os países em cinco categorias. Para isso levou em consideração o volume de água renovável dividido pelo tamanho da população, começando por um mínimo de 1 milhão de litros para cada uma.
Na categoria escassez, estão os países nos quais há menos de 1 milhão de litros por pessoa anualmente — são os que se encontram em pior situação. Na categoria “água no limite” estão os países que possuem entre 1 milhão e 1,7 milhão de litros por pessoa ao ano.
O Brasil está no melhor grupo, com mais de 10 milhões de litros de água doce disponível por habitante anualmente, mas as maiores reservas estão no norte, longe das grandes cidades.
Atualmente, entre os 6 bilhões de habitantes do mundo, 500 milhões já vivem no pior grupo, em países do norte da África (como o Egito, a Líbia e a Argélia) e na Península Arábica (como a Arábia Saudita, a Síria e a Jordânia).
A Índia, com cerca de 1 bilhão de habitantes, está no grupo de “água no limite”, e a China, com mais de 1 bilhão, no grupo de “água insuficiente”.
A ONU calcula que, no ano 2050, o mundo terá uma população de 8,9 bilhões de pessoas, das quais 4 bilhões viverão em países com escassez crônica de água, o pior grupo. Nesses países, a escassez de água poderá provocar problemas graves na saúde pública e inviabilizar o crescimento da economia e a geração de empregos.
Para conseguir abastecer-se de água, os países que sofrem com a escassez utilizam diferentes métodos: o transporte por caminhões, por navios tanques e também em gigantescos sacos plásticos arrastados por navios.
O consumo de água no planeta é que ditará as políticas de gerenciamento da água.
O consumo de água per capita varia de país para país e de lugar para lugar. Alguns exemplos abaixo.

 


 

Na tabela acima observamos que o consumo é significativamente maior nos países desenvolvidos quando comparados ao Brasil. No Brasil o maior consumo per capita é observado no Distrito Federal que é ainda 33% menor que o consumo médio do Canadá.
O principal uso de água é, sem dúvida nenhuma, na agricultura. As águas públicas, que precisam tratamento e transporte tem uma distribuição diferente. Aproximadamente 60% desta água será usada para fins domésticos, 15% para fins comerciais e 13% em indústrias. O restante para fins públicos e outras necessidades.

 

 

No Brasil o consumo de água per capita multiplicou-se por mais de dez ao longo do século 20. Mesmo assim existem milhões de cidadãos sem acesso a água de qualidade. Da mesma forma milhões de casas não tem rede de esgotos.
É necessário um investimento significativo, por parte das autoridades, neste setor. Se este investimento não for efetuado, em pouco tempo teremos o caos social derivado pela falta d'água. Neste caso o grande culpado será, mais uma vez, a falta de previsão e de investimentos do setor público e não o cidadão.
Já, nos outros países onde além do problema de gerenciamento existe a falta de reservas de água o problema poderá ser, realmente, gravíssimo no futuro próximo.
A tecnologia mais promissora é a dessalinização da água dos mares e lagos salgados, que pode ser feita por meio da filtragem ou da destilação da água em usinas. De 1980 ao ano 2000, o preço do metro cúbico de água do mar dessalinizada diminuiu de 5,50 dólares para 55 centavos de dólar, e este parece ser o método que será o mais adotado.
Outras soluções são a cobertura de encostas e áreas com plásticos para a captação de orvalho e chuva e seu armazenamento em cisternas, além do tratamento da água usada para ser reutilizada, a chamada água de reúso.

 


A água no Brasil

 

 

O nosso país, conforme dito, é privilegiado. Temos gigantescas reservas de água praticamente em todos os Estados com exceção dos situados no semi-árido do Nordeste.
Isso não é nenhuma novidade!
O que a maioria não sabe é que existem reservas simplesmente gigantescas, maiores ainda que aquelas contidas nos rios e lagos de superfície. São as reservas dos aquíferos subterrâneos.
O Brasil detém 11,6% da água doce superficial do mundo. Os 70% da água disponível para uso estão localizadas na Região Amazônica, que representa apenas 7% da população do País.

 Enquanto que os 30% restantes distribuem-se desigualmente pelo País, para atender os 93% restantes. Estima-se que 51% do abastecimento de água no Brasil são feitos por captações subterrâneas através de 200.000 poços tubulares e mais de 1 milhão de poços/cacimbas.

A ausência de controle sobre as diversas atividades do homem (práticas domésticas, agrícola e comercial) modificadoras dos mecanismos de reposição natural da água, principalmente dos recursos hídricos subterrâneos, denotam a importância da regulamentação e controle sobre os nossos recursos.
No Brasil, 92,7% das residências têm rede da água potável segundo dados do Ministério das Cidades. "Mas no nordeste o sistema de abastecimento não consegue garantir água todo dia", diz o diretor da Agência Nacional de Águas, Benedito Braga. No que diz respeito à rede de esgoto, a situação é oposta. Apenas 37,7% dos domicílios estão ligados à rede de coleta.

O resto é lançado nos rios e no mar. É essa poluição - somada aos dejetos industriais - que está na base da crise da água.

Atualmente, estima-se que haja 120 mil km³ de água contaminada no mundo - uma quantidade maior do que o total existente nas dez maiores baciais hidrográficas do planeta. Se o ritmo de contaminação não se alterar, o número pode chegar aos 180 mil km³ em 2050. Segundo a ONU, um litro de água com dejetos contamina oito litros de água pura.

"De todas as crises sociais e naturais que os seres humanos devem enfrentar, a dos recursos hídricos é a que mais afeta a nossa própria sobrevivência e a do planeta", afirma o diretor geral da Unesco, Koichiro Matsuura.

 

 

A grande reserva Brasileira de água: os aquíferos subterrâneos



Lembre-se que no ciclo hidrológico, uma parte da água superficial penetra nas rochas permeáveis formando vastos lençóis freáticos também chamados de aquíferos.
O maior aqüífero conhecido do mundo, O AQÜÍFERO GUARANI, está localizado em rochas da Bacia Sedimentar do Paraná e ocupa uma área de mais de 1,2 milhões de km2. Este super-aquífero estende-se pelo Brasil, (Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com 840.000 Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina, (255.000 Km²).
Este aqüífero pode conter mais de 40 mil quilômetros cúbicos de água o que é superior a toda a água contida nos rios e lagos de todo o planeta. Somente este fato poderia significar que o abastecimento de água Brasileiro estaria garantido , sem reciclagem e reaproveitamento por milhares e milhares de anos...imagine então se fizermos uma reciclagem, tratamento e reaproveitamento eficientes...teremos água para todo o sempre.
Estima-se que por ano o Aquífero Guarani receba 160 quilômetros cúbicos de água adicional vindas da superfície. Este é um ponto que pode ser considerado um problema ou uma solução. Se estas águas superficiais estiverem contaminadas o aquífero será terrivelmente atingido.
A água do Guarani já abastece muitas comunidades nos Estados do Sul-Sudeste do País.
Reservatórios subterrâneos de água potável são conhecidos em todos os terrenos e regiões do Brasil. Mesmo no semi-árido do Nordeste existem gigantescos reservatórios. Somente um deles possui um volume de 18 trilhões de metros cúbicos de água disponível para o consumo humano, volume este suficiente para abastecer toda a atual população brasileira por um período de, no mínimo, 60 anos isso sem reciclagem ou reaproveitamento desta água.
O potencial de descoberta de novos aquíferos, inclusive maiores do que o próprio Guarani é muito grande. É só lembrar que 3/4 dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície Brasileira correspondem a Bacias Sedimentares como a do Paraná. Todas estas bacias contém unidades sedimentares porosas e permeáveis que podem formar excelentes aquíferos de dimensões continentais.
Em sondagens profundas (>400m) na Bacia do Amazonas (PA) podemos constatar esta verdade. Intersectamos um gigantesco aqüífero com artesianismo que até hoje fornece água ininterrupta à comunidade da Transamazônica. Este reservatório, ainda não mapeado, foi intersectado em poucos furos distantes dezenas de quilômetros o que dá uma idéia de seu volume.
Mais interessante ainda é que os aquíferos tem uma água pura, sem poluentes ou contaminantes podendo ser utilizada diretamente para consumo. Em outras palavras uma água barata e pura que não necessita de tratamento.
Conclusão 2: O Brasil tem, provavelmente, as maiores reservas de água do mundo. Estas reservas estão distribuídas em todo o Território Nacional. O mapeamento dos principais mananciais subterrâneos do Brasil deve ser uma prioridade. Mais ainda é fundamental que seja monitorada a qualidade da água que penetra nos aquíferos evitando, por intermédio de pesadas multas, a poluição e contaminação desta água o que pode comprometer um dos maiores bens do País.


 

Reservas alternativas de água

 

 

A única maneira de acabar com a água da Terra é acabando com o planeta.
A água está presente em praticamente todos os ambientes conhecidos. Na atmosfera, na superfície, nos aquíferos subterrâneos, nos seres vivos, nas emanações vulcânicas e também na maioria das rochas.
As rochas da crosta terrestre são ricas em minerais hidratados. Se alguém tiver interesse em calcular a quantidade de água encerrada na estrutura de minerais formadores de rocha verá que o volume é simplesmente imenso. É lógico que , nas condições atuais essas reservas são apenas teóricas, já que o custo da extração desta água será muito elevado e anti-econômico. No entanto esta tecnologia poderá ser útil na conquista de planetas com pouca água como Marte.



Soluções mais óbvias que estão sendo ou serão praticadas em breve são:


Dessalinização: A dessalinização das águas do mar e de aquíferos subterrâneos com salinidade elevada será a solução para vários países que tenham o capital, a tecnologia e o acesso à água salgada. Infelizmente a água potável gerada por estas usinas ainda será um produto caro e, naturalmente inacessível a muitos.
Tratamento de águas servidas: No processo de gerenciamento de águas este é um ponto fundamental. Os países mais desenvolvidos estão investindo pesado nesse campo. No Brasil cidades como Brasília estão se destacando no tratamento e reaproveitamento dessas águas.
Captação das águas da chuva: Em países com estações chuvosas é possível maximizar os reservatórios e estoques de água pelo uso inteligente da água de precipitação.
Por exemplo: somente a água que é precipitada na Grande S. Paulo durante os meses de janeiro a março é superior em volume a todo o consumo desta cidade em um ano. Este exemplo é válido para quase todos os locais onde existem estações chuvosas.

Precipitação média mensal (mm) em São Paulo no período 1961-1990
Conclusão final: A água da terra não está acabando. Na realidade a água da superfície terrestre pode estar aumentando pela adição de água vulcânica. O valor da água deverá aumentar consideravelmente pois existem países carentes que terão que utilizar tecnologias caras ou importar água de países ricos. O Brasil não deverá ter problema de falta de água se os governantes investirem adequadamente no gerenciamento, armazenagem, tratamento e distribuição das águas. Evitar a poluição das águas deve ser considerada a prioridade número um dos Governantes.

 

 

A Era Apocalíptica - 2

 

 

ÁGUA: muita procura e pouca oferta


Tudo o que fazemos hoje de certo ou errado terá uma conseqüência no futuro. Refletir sobre isso, principalmente, no que se refere à preservação da água doce do planeta.
Até quando o planeta poderá suportar o ritmo atual de exploração dos recursos de água doce?
A água, fonte de vida, é um recurso de valor econômico e uso coletivo, que deve ser gerido de maneira a não provocar conflitos ou desequilíbrios. O desperdício da água e seu uso indisciplinado trazem conseqüências desastrosas e expõem terras frágeis à desertificação.
PROBLEMA GLOBAL No estudo científico "Vital Signs", de 1993, editado pelo Worldwatch Institute, os pesquisadores Lester Brown, Hal Kane e Ed Ayres chegaram a uma conclusão assustadora: a capacidade da Terra em fornecer o suprimento de água necessário à vida da população terrestre está se esgotando.
Os problemas de água atingem hoje principalmente o Oriente Médio, o Norte da África, a Ásia Central e a África subsaariana. Mas também há escassez na China Ocidental, no Oeste e Sul da Índia, no Oeste da América Latina e em grandes regiões do Paquistão e do México. "
As guerras do século XX foram por petróleo. As do século XXI serão por água", previu o vice-presidente do BIRD (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Ismail Serageldin. A possibilidade de conflitos bélicos pelo controle dos recursos hídricos se justifica pela simples razão de que cerca de 220 grandes reservas de água na Terra ficam em regiões de fronteira (dados da Unesco).
Segundo relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento, nos próximos 10 anos, serão necessários 800 bilhões de dólares em investimentos para evitar que o mundo sofra uma seca sem precedentes. Os recursos disponíveis não passam de 40 bilhões.
Pesquisas da Organização Mundial da Saúde comprovam que 1,2 bilhão de pessoas não dispõem de água potável para uso doméstico; 80% das doenças e 30% dos óbitos registrados são causados por água contaminada. No total, 26 nações possuem menos de 1.000m³ de água potável por habitante/ano (segundo a Organização das Nações Unidas), o que coloca uma população de 255 milhões de pessoas à beira do colapso. Segundo a Unesco, o consumo de água no planeta, de 1900 para 1995, aumentou de 6 a 7 vezes, mais que o dobro do crescimento da população no período. Conseqüentemente, a água disponível caiu de 12.900m³/pessoa/ano, em 1970, para 7.600m³, em 1995.
Para eliminar as disparidades e proteger a água, a água fresca precisa ser reconhecida, em nível internacional, como bem e herança comum. Esse conceito, que enfatiza a importância do compartilhamento, é também uma contribuição para a paz. Porque a água, cada vez mais vital, tornou-se também uma questão estratégica. No mundo, 261 bacias fluviais são divididas entre Estados diferentes, o que gera o risco de "guerras pela água". A comunidade internacional precisa impedir que conflitos sobre a alocação da água tornem-se mais ruidosos do que o diálogo, por meio de instrumentos legais sólidos, especialmente nas áreas onde a escassez se alia a tensões políticas.
Nos últimos 20 anos o consumo per capita de água dobrou no Brasil e a expectativa é de que dobre outra vez nos próximos vinte anos. Mas a disponibilidade de água per capita atualmente é três vezes menor do que em 1950. Segundo a OMS (dados de 1998), 72 brasileiros em cada 100 contam com sistema de abastecimento de água.

 


Disponibilidade da água na terra

 

 

A provisão de água doce está diminuindo a nível mundial. Uma pessoa em cada cinco não terá acesso a água potável.
A água é cada vez mais um bem escasso no planeta. Seu volume total não está se reduzindo, porque não há perdas no ciclo de evaporação e precipitação; o que caracteriza a escassez é a poluição. Muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável. O Brasil é um país privilegiado, pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontram o maior rio do mundo - o Amazonas - e parte do maior reservatório de água subterrânea do planeta - o Sistema Aqüífero Guarani.

No entanto, essa água está mal distribuída: 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país. Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.
Mas, ainda assim, não se chega nem próximo à situação de países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, onde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos. Em todo o mundo, domina uma cultura de desperdício de água, pois ainda se acredita que ela é um recurso natural ilimitado. O que se deve saber é que apesar de haver 1,3 milhão de km3 livre na Terra, segundo dados do Ministério Público Federal, nem sequer 1% desse total pode ser economicamente utilizado, sendo que 97% dessa água se encontra em áreas subterrâneas, formando os aqüíferos, ainda inacessíveis pelas tecnologias existentes.
A água dos continentes concentra-se praticamente nas calotas polares, glaciais e no subsolo, glaciais e no subsolo, distribuindo-se a parcela restante, muito pequena, por lagos e pântanos, rios, zona superficial do solo e biosfera.
A água do subsolo representa cerca de metade da água doce dos continentes, mas a sua quase totalidade situa-se a profundidade superior a 800 m. A biosfera contém uma fração muito pequena da água dos continentes: cerca de 1/40.000.
A quase totalidade da água doce dos continentes (contida nas calotas polares, glaciais e reservas subterrâneas profundas) apresenta, para além de dificuldades de utilização, o inconveniente de só ser anualmente renovável numa fração muito pequena, tendo-se acumulado ao longo de milhares de anos.
As perspectivas para o próximo século indicam um cenário de escassez da água até o ano 2050 (revista Veja dez/98):

 

Previsões:

1999

2050

População Mundial

6.0 bilhões

9.4 bilhões

Suficiência

92%

58%

Insuficiência

5%

24%

Escassez

3%

18%

 

 

 

 

Exaustão do lençol freático: ameaça oculta à segurança alimentar?
A alimentação disponível em muitos países em vias de desenvolvimento depende dos lençóis freáticos utilizados para a irrigação. Se não for feita uma gestão mais sustentável deste recurso, algumas das regiões mais densamente povoadas do globo podem sofrer uma crise grave num futuro próximo.
O primeiro estudo global do IWMI sobre a escassez de água, publicado em 1998, identificou a exaustão incontrolada dos lençóis freáticos como uma ameaça séria à segurança alimentar em muitos países em vias de desenvolvimento.
Nestes países, os lençóis freáticos emergiram como o pilar da economia agrícola alimentar. Mas este precioso recurso não está a ser utilizado de modo sustentável. Nos países que dependem dos lençóis freáticos para a irrigação, o bombeamento excessivo está a provocar a queda das superfícies de água doce para níveis alarmantes. O futuro da segurança alimentar de muitos dos países mais populosos do mundo - China, Índia, Paquistão e quase todos os países do Médio Oriente e da África do Norte – dependerá amplamente da forma como os responsáveis gerem hoje os seus recursos aqüíferos subterrâneos.
As conseqüências da não gestão deste problema são potencialmente catastróficas, especialmente para as populações mais pobres, que são as mais afetadas pela escassez de água. O objetivo do estudo sobre os lençóis freáticos do IWMI é identificar e promover meios de gerir melhor este recurso.
A utilização dos lençóis freáticos põe três problemas:
· a exaustão conseqüente à exploração excessiva,
· a saturação do solo pela água e
· a salinização, causadas por drenagem insuficiente e a poluição, derivada da intensa atividade agrícola, industrial e humana.
Há países que já estão a sofrer as consequências da utilização excessiva dos lençóis freáticos.
Em Henan, província de 2 milhões de hectares no Norte da China, cerca de 52% das terras irrigadas são servidas por poços tubulares. Os dados de controle da superfície dos lençóis freáticos relativos a 358 poços mostram que a superfície dos lençóis freáticos diminuiu de 0,75 a 3,68 metros entre 1975 e 1987.
Na bacia do rio Fuyang do Norte da China, a superfície dos lençóis freáticos caiu de 8 para 50 metros nos últimos 30 anos, à medida que foi aumentando o número de agricultores que recorreram à irrigação a partir de lençóis freáticos para compensar o decréscimo das águas de superfície disponíveis.
Em muitas zonas da Índia e do Paquistão, as superfícies dos lençóis freáticos estão a descer à taxa de 2 a 3 metros por ano, devido ao número crescente de poços de irrigação – cerca de um milhão por ano.
Em dois Punjabs, Haryana e Rajasthan Ocidental, a salinidade é a principal conseqüência da utilização excessiva dos lençóis freáticos. No Norte de Gujarat e no Rajasthan Meridional, o problema é a contaminação pelo flúor.
Todos estes problemas enfraquecem a capacidade destes países de fornecerem alimentos à sua população. Alguns peritos prevêem que a exaustão dos lençóis freáticos pode pôr em risco 25% das colheitas da Índia.
Não há solução simples
O estudo sobre os lençóis freáticos do IWMI incide na problemática da pobreza e tenta compreender e resolver o leque de problemas resultantes dos níveis dos lençóis freáticos. Em zonas de lençóis freáticos abundantes, os cientistas do IWMI estão a examinar em que medida as aglomerações e as aldeias se podem organizar para fazerem a gestão e a partilha ideais da água de irrigação. Em zonas que sofrem da exploração excessiva dos lençóis freáticos, o trabalho do IWMI procura definir o alcance do problema utilizando meios como a cartografia dos recursos dos lençóis freáticos e o desenvolvimento de novas abordagens para a gestão sustentável dos lençóis freáticos. Estas incluem a utilização combinada das águas subterrâneas e de superfície, a recolha de águas pluviais, a recarga dos lençóis freáticos, as instituições locais e a irrigação de precisão para uma utilização mais eficaz da água.
Água já rende mais que petróleo e gás
Jean-Marie Messier perdeu bilhões de euros ao transformar a maior empresa de abastecimento de água do mundo no conglomerado de entretenimento Vivendi Universal. Deveria ter ficado com a água. A falta de água potável no mundo a tornou mais valiosa do que o petróleo. O índice Bloomberg World Water Index, de 11 empresas do setor, registrou o rendimento anual de 35% desde 2003, em relação aos 29% das ações de petróleo e gás e aos 10% do índice Standard & Poor’s 500.
Do gestor de fundos de hedge T. Boone Pickens ao especialista em compras de empresas Guy Hands, os maiores investidores do mundo estão escolhendo a água como o produto básico que poderá se valorizar mais nas próximas décadas. As Nações Unidas calculam que até 2050, mais de 2 bilhões de pessoas de 48 países sofrerão com a escassez de água.
"Há apenas uma direção para os preços da água na atualidade, e é para cima", diz Hans Peter Portner, que administra o Water Fund, de US$ 2,9 bilhões, na Pictet Asset Management, de Genebra. O fundo aumentou 26% no ano passado, e Portner prevê rentabilidade anual da água de 8% até 2020.
Jeffrey Immelt, presidente da General Electric (GE), diz que a "escassez" de água potável em todo o mundo aumentará mais que o dobro a receita a ser obtida com o tratamento e a purificação de águas, para US$ 5 bilhões até 2010. "Este será um mercado grande e em expansão por um longo período", à medida que os governos lutam para levar água para 4 bilhões de pessoas que moram nas áreas de grave escassez, disse Immelt na assembléia anual da empresa em Filadélfia, EUA, em abril.
Albert Frère, o homem mais rico da Bélgica, tem investimentos de € 2,7 bilhões (US$ 3,4 bilhões) em água e energia por meio de cota mantida na Suez, segunda proprietária mundial de empresas de água, depois da Veolia Environnement, separada pela Vivendi em 2000.
Os indícios do abastecimento de água cada vez menores são evidentes em todo o mundo. A maioria dos restaurantes já não estão oferecendo um copo de água grátis aos seus comensais e as cidades restringem o seu uso em piscinas privadas e jardins. Mais de 98% da água do mundo é salgada e a maior parte do restante está congelada nos pólos.
Os lagos, rios e riachos do mundo representam só 1% da água doce. Os cientistas dizem que qualquer redução dos calotas polares agravaria o problema do abastecimento ao elevar os níveis da água salgada. "A qualidade da água, a sua disponibilidade e as disputas em torno dos recursos aqüíferos vão piorar", disse Peter Gleick, presidente do Pacific Institute, grupo de pesquisa de Oakland, na Califórnia, em entrevista concedida por telefone.
O custo da água geralmente é estabelecido pelas agências governamentais e pelas autoridades locais do setor. A água não é cotada em bolsas de valores. Pictet monitora as tendências dos preços na Califórnia, o estado mais populoso dos Estados Unidos, país em que os aumentos ficaram em média 6,3% ao ano entre 1989 e 2005. O petróleo aumentou em média nesse período, segundo contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias de Nova York.
Desafios do Fórum das Águas de Kyoto
As atenções internacionais da área ambiental e de saneamento estavam voltadas, entre 16 e 23 de março, para o III Fórum Mundial das Águas, que foi realizado em Kyoto, no Japão. O Fórum deu seqüência a uma série de encontros promovidos pelo sistema da Organização das Nações Unidas (ONU), no sentido de responder aos enormes desafios representados pela crítica situação mundial dos recursos hídricos.
Os 11 principais desafios, que deram o tom das discussões em Kyoto, foram reunidos pelo Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP em inglês), que engloba os esforços de 23 órgãos do Sistema das Nações Unidas. O Programa publicou oficialmente, durante o Fórum de Kyoto, o primeiro Informe Mundial sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, com dados globais sobre a situação da água. Em resumo são estes os 11 grandes desafios, indicados pelo WWAP:
Atender às necessidades básicas - Trata-se do grande desafio, o de permitir o acesso à água doce, a toda população mundial, em quantidade e qualidade suficientes para atender às necessidades básicas dos seres humanos. O Informe Mundial do WWAP vai indicar que, na pior das hipóteses, nada menos do que 7 bilhões de pessoas, ou 80% da população mundial, abrangendo 60 países, sofrerão com a falta de água ou com problemas de saneamento até metade do século 21. O melhor cenário previsto indica que 2 bilhões de pessoas, em 48 países, sofrerão com a escassez de água em meados desse século. Hoje já são 2 bilhões de pessoas com escassez de águas e problemas de saneamento básico.
Assegurar o abastecimento de alimentos - Outro grande desafio, considerando que o aumento da população mundial vai implicar em uso ainda maior de água doce para a produção de alimentos. Atualmente 70% das águas são usadas na irrigação. As estimativas são de que a produção de uma tonelada de grãos demanda 1.000 toneladas de água. Em 2050 a população mundial será de cerca de 9 bilhões de habitantes, três a mais do que os atuais 6 bilhões.
Proteger os ecossistemas - Trata-se de garantir que a retirada de água dos rios e dos lençóis freáticos, para atender as necessidades humanas, não implique em prejuízos para os ecossistemas e, portanto, para a complexa teia biológica no planeta. As espécies animais e vegetais também necessitam de água para sobreviver e se multiplicar.
Compartilhamento dos recursos hídricos - O desafio é o de assegurar um sistema de gestão que dê respostas adequadas aos múltiplos conflitos associados ao uso da água, envolvendo os diferentes tipos de usuários.
Gestão dos riscos - O sistema de gestão também deve dar resposta apropriada aos diversos riscos ligados aos recursos hídricos, como a erosão, as inundações, a contaminação, as secas e as tempestades. É um desafio que implica o uso eficiente da ciência e da tecnologia em benefício da gestão adequada das águas.
A valorização das águas - É uma questão polêmica, pois se trata de dar um valor econômico a um bem natural. Mas existe uma tendência internacional de pagamento pelo uso da água, exatamente como forma de garantir o seu uso racional e sustentável. O desafio é fazer com que a valorização da água nestes termos não agrave a exclusão de amplos setores da população aos serviços de água potável.
Gestão integral da água - Trata-se das formas de gestão da água no âmbito público, garantindo-se a ampla participação popular nas decisões e a observação a princípios como a descentralização, a gestão por bacias, a cooperação e a solidariedade.
Melhorar o conhecimento básico - O desafio é a construção de sistemas de informação cada vez mais eficientes, dinâmicos e ágeis sobre os recursos hídricos. Os sistemas de informação construídos dessa forma podem ajudar, por exemplo, a prevenir episódios que coloquem em risco o abastecimento público de água.
Água para uso energético - É uma questão sensível. Hoje cerca de 2 bilhões de pessoas não têm acesso a energia elétrica confiável. São pessoas que moram nas regiões do planeta onde a população deve crescer ainda mais nos próximos anos. E as fontes hidráulicas continuam sendo muito importantes para a produção energética. O desafio é fazer com que os interesses do setor elétrico não sejam colocados em primeiro plano, em detrimento de outros usos da água essenciais para a comunidade humana.

 

 

Água para uso industrial - Atualmente as indústrias consomem cerca de 22% da água doce do planeta. O desafio é garantir o acesso das indústrias à água, mas sem que isso signifique o comprometimento do uso dos recursos hídricos para abastecimento público. Do mesmo modo, é fundamental que a água usada pelas indústrias retorne em condições adequadas para a natureza. Por isso é importante o avanço do reuso da água.
Água para as cidades - A urbanização é irreversível. Em 2030 cerca de 60% da população mundial estarão morando nas cidades, onde o consumo de água é maior. Como evitar um apartheid hídrico nas cidades, e sobretudo nas áreas metropolitanas?
Estes são os grandes desafios, que darão o tom dos debates em Kyoto. Em termos da participação dos representantes governamentais no Fórum Mundial da Água, três principais preocupações tomarão conta das atenções dos delegados. São preocupações indicadas na Conferência Internacional da Água, realizada em nível ministerial, em Bonn, Alemanha, em dezembro de 2001. São elas:
Governança - Trata-se da construção do sistema de gestão que responda aos desafios associados aos recursos hídricos. A responsabilidade pela gestão é dos governos, mas os diversos setores sociais são convocados a participar. A participação privada é considerada importante, mas desde que não signifique a privatização dos recursos hídricos, conforme indicou a Declaração de Bonn.
Financiamento - Trata-se da discussão das formas de financiamento das obras necessárias nas áreas de recursos hídricos e financiamento. O papel dos organismos multilaterais, do setor público e privado.
Cooperação internacional - Trata-se do debate sobre como deve ser a cooperação internacional para assegurar o uso sustentável dos recursos hídricos. Envolve a cooperação científica, tecnológica e em termos de gestão e financiamento.
Uma preocupação especial, indicada na Conferência de Bonn, também está presente em Kyoto. Trata-se de como garantir uma maior participação das mulheres na gestão das águas, como meio de se alcançar o uso sustentável dos recursos hídricos.
Em termos gerais, o Fórum Mundial das Águas, em Kyoto, vei seguir o roteiro dos eventos do sistema das Nações Unidas. Houveram encontros oficiais, das delegações governamentais, e também eventos promovidos pela sociedade civil. É de se lembrar que, de forma paralela ao Fórum de Kyoto, foram promovidos no Brasil (Cotia, SP), Florença (Itália) e Nova York fóruns das águas alternativos, realizados pela sociedade civil. São os Fórum Sociais das Águas, uma atividade impulsionada pelo "espírito do Fórum Social Mundial" de Porto Alegre. Não por acaso, o Fórum de Kyoto vem sendo caracterizado pelos organizadores dos fóruns alternativos como a "Davos das Águas", pela forte presença empresarial no evento sediado na cidade japonesa.
Tudo indica, em resumo, que o Fórum de Kyoto foi, literalmente, um "divisor de águas" no debate mundial sobre o estado e o futuro dos recursos hídricos. A exemplo do que aconteceu com o debate, na mesma cidade japonesa, em 1997, sobre a Convenção das Mudanças Climáticas e que resultou no controverso Protocolo de Kyoto, hoje fonte de muita polêmica na agenda ambiental mundial.
A água e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
Como afirmou Nitin Desai, secretário-geral da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, não é possível melhorar a difícil situação dos pobres do mundo sem fazer alguma coisa em relação à qualidade da base de recursos de que dependem: as terras e os recursos hídricos. Melhorar a utilização dos recursos hídricos é decisivo para todas as outras dimensões do desenvolvimento sustentável. Para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a água é um ponto de partida catalítico nos esforços para ajudar os países em desenvolvimento na luta contra a fome e a pobreza, na salvaguarda da saúde humana, na redução da mortalidade infantil e na gestão e proteção dos recursos naturais.
Durante a Conferência do Milênio, promovida pela Organização das Nações Unidas em setembro de 2000, 191 países — a maioria dos quais representados na conferência por seus chefes de estado ou governo — subscreveram a Declaração do Milênio, que estabeleceu um conjunto de objetivos para o desenvolvimento e a erradicação da pobreza no mundo, os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Os oitos objetivos fixados pela Conferência do Milênio foram:
* A erradicação da pobreza e da fome
* A universalização do acesso à educação primária
* A promoção da igualdade entre os gêneros
* A redução da mortalidade infantil
* A melhoria da saúde materna
* O combate à AIDS, malária e outras doenças.
* A promoção da sustentabilidade ambiental
* O desenvolvimento de parcerias para o desenvolvimento
Dada esta lista de oito objetivos internacionais comuns, 18 metas e mais de 40 indicadores foram definidos, tendo em vista possibilitar entendimento e avaliações uniformes dos ODM, nos níveis global, regional e nacional. A meta 10 visa reduzir pela metade, até 2015, a parcela da população sem acesso seguro e duradouro a água potável.
“Nenhuma medida poderia contribuir mais para reduzir a incidência de doenças e salvar vidas no mundo em desenvolvimento do que fornecer água potável e saneamento adequado a todos”. Essa afirmação do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, define de forma categórica o papel fundamental que a água e o saneamento desempenham na erradicação da pobreza e para assegurar o desenvolvimento humano sustentável.
No contexto dos ODM, a água desempenha um papel central devido à sua importância para promover o crescimento econômico e reduzir a pobreza, propiciar segurança alimentar, melhorar as condições da saúde ambiental e proteger os ecossistemas. A expansão do acesso ao fornecimento doméstico de água e aos serviços de saneamento contribuirá para o alcance de vários Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, visto que a água está intrinsecamente ligada a eles. É difícil imaginar como pode haver avanços significativos sem primeiro assegurar que as pessoas tenham um fornecimento duradouro e confiável de água e instalações sanitárias adequadas.
O acesso à água e saneamento é uma questão ética
A crise da água vem aumentando, mesmo com alguns avanços obtidos para atingir os objetivos estabelecidos em 2000. O Projeto do Milênio das Nações Unidas foi estabelecido em 2002 para desenvolver um plano de ação que habilite os países em desenvolvimento a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a reverter o massacre da pobreza, da fome e das doenças que atinge bilhões de pessoas. As equipes das dez forças-tarefas do Projeto Milênio, congregando 265 especialistas de todo o mundo, foram desafiadas a diagnosticar os principais impedimentos ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a apresentar recomendações de como superar os obstáculos, colocando as nações no caminho certo para atingir as metas até 2015.
No início de 2005, a força-tarefa sobre Água e Saneamento recomendou ações críticas para minorar a crise global de água e saneamento e promover a gestão adequada dos recursos aquáticos. Entre essas ações estão:
Governos nacionais e outras partes envolvidas devem assumir o compromisso de definir a crise do saneamento como prioridade máxima em suas agendas. Investimentos em água e saneamento devem ser ampliados e devem focalizar a provisão sustentável de serviços, em vez de apenas construir instalações.
Governos e agências doadoras devem fortalecer as comunidades locais com a autoridade, recursos e capacidade profissional necessários para a gestão do fornecimento de água e a provisão de serviços de saneamento.
Dentro do contexto das estratégias nacionais de redução da pobreza, os países devem elaborar planos coerentes de desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos.
A inovação deve ser incentivada para acelerar o progresso, e assim alcançar diversos Objetivos de Desenvolvimento simultaneamente. Por exemplo, o desenvolvimento de novas formas de reutilização da água recuperada na agricultura poderia aumentar o rendimento das colheitas e reduzir a fome, melhorando também o saneamento.
Mecanismos de coordenação devem ser implementados para melhorar e avaliar o impacto das atividades financiadas por agências internacionais no âmbito nacional.
Estas recomendações mostram claramente que, após cinco anos, a ONU continua conclamando os países a assumir o acesso seguro à água potável como prioridade máxima em suas agendas. O mais grave é o fato de que as metas estabelecidas para 2015 não visam a eliminar, e sim reduzir, a tremenda injustiça social da falta de acesso seguro à água e ao saneamento básico para todos os habitantes da Terra. De acordo com a força-tarefa, expandir a cobertura de água e saneamento não requer somas colossais de dinheiro (10), nem descobertas científicas inovadoras. Quatro em cada dez pessoas no mundo não têm acesso nem a uma simples latrina de fossa não-asséptica e são obrigadas a defecar a céu aberto. Obviamente, o conhecimento, as ferramentas e os recursos financeiros estão disponíveis para pôr fim a esta infâmia.
Como afirma Mohamed Bouguerra (11), o fornecimento de água para a humanidade articula-se estreitamente às prioridades estabelecidas pelos homens. Os usos que damos à água refletem, no fim das contas, os nossos valores mais profundos. “A água é, primeiramente, uma questão política e ética. Nenhuma outra questão merece mais atenção por parte da humanidade. Ela determina a paz universal e o futuro de todos os seres vivos”. A posição de Wally N'Dow (12) , para quem grande parte dos conflitos políticos e sociais no futuro deixarão de ter como causa o petróleo e serão provocados pelas disputas em torno da água, é hoje praticamente um consenso.
O alerta feito por Bouguerra não pode ser ignorado. Necessitamos, hoje, da formulação de uma política global para a água, fundada sobre o plano da ética, e que sirva de guia para definir uma partilha equilibrada dos recursos. “Dessa maneira se poria fim aos embates indignos que os detentores do poder e alguns grupos de pressão exercem sobre este recurso. Se a política da água precisa ser integrada à viabilidade econômica, não é menos indispensável que ela englobe também a solidariedade social, a cooperação com os países mais desprovidos, a responsabilidade ecológica e a utilização racional desse recurso, para não comprometer as necessidades das gerações atuais e futuras e dos demais seres vivos que partilham conosco a água do globo”.

O Brasil na mira
Por iniciativa da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip) foi lançada, num debate em São Paulo, a cartilha “Água, um direito ameaçado”. O evento marcou o início de um movimento mais amplo. “Creio ser possível dar-lhe dimensão nacional, multiplicá-lo em várias capitais e promover também atos simbólicos, com presença do mundo da cultura”, disse o sociólogo Luís Fernando Garzón, integrante do ATTAC, membro do grupo de trabalho sobre Serviços da Rebrip e um dos articuladores da campanha.
A cartilha mostra que, ao tratarem a água como simples mercadoria, o Banco Mundial e o FMI favorecem políticas que resultam em exclusão. No ano de 2000, por exemplo, nada menos que doze, dos 40 empréstimos concedidos pelo Fundo Monetário a diversos países continham exigências quanto à privatização de serviços públicos de água.
O texto aponta também os riscos à soberania dos países causados por acordos comerciais como o Nafta e a ALCA, que dão sinal verde para que empresas transacionais tenham livre acesso às reservas de água dos signatários. No caso do Brasil, há perigo iminente. Além de concentrar 12% da água doce superficial do mundo, o país tem acesso a parte do Aqüífero Guarani -- a maior reserva subterrânea de água potável do planeta, que se estende pela Argentina, Paraguai e Uruguai.
O material da Rebrip expõe ainda o fracasso de experiências de privatização em outros países. Há destaque, por exemplo, para o sistema pré-pago de água implantado no Reino Unido e África do Sul, já em teste no Brasil. Ele funciona como os telefones celulares alimentados por cartões, o que anula, na prática, o princípio jurídico segundo o qual não pode haver interrupção no fornecimento de serviços essenciais. Quando a cota de água paga pelo usuário se esgota, o suprimento é cortado automaticamente. Na maior parte dos lugares onde o sistema foi introduzido, a população acabou sofrendo com a falta de água e proliferação de doenças, por não ter dinheiro para comprar os cartões.



DADOS SOBRE A ÁGUA:

· Do total de água no mundo, 97,6% é salgada e apenas 2,4% é doce; 0,8% é considerada potável;
· A quantidade de água doce produzida pelo ciclo hidrológico é a mesma de 1950 e deverá ser a mesma em 2050, quando o consumo de água atingirá o chamado ponto de equilíbrio, ou seja sua quantidade será suficiente apenas para atender às necessidades da população; se houver desperdício, vai faltar;
· Em 2050, 4,2 bilhões de pessoas (mais de 45% do total mundial) estarão vivendo com menos de 50 litros de água por dia para suas necessidades básicas;
· Hoje, 1,1 bilhão de pessoas já não têm acesso a água limpa;
· Atualmente, 54% das reservas de água doce são utilizadas por ano; em 2025, a taxa deve subir para 70%, só com o crescimento populacional;
· Nos países em desenvolvimento, até 95% dos esgotos e 70% dos rejeitos industriais são simplesmente despejados em cursos d'água sem tratamento;
· Apenas 50% do esgoto paulistano é tratado, de acordo com o Instituto Ambiental Vidágua, de Bauru.
Fontes: ONU, Unicef, Greenpeace, Unesco, SOS Mata Atlântica, Sabesp e Cetesb.
· 70% do nosso corpo composto por água, coincidentemente, a mesma composição do nosso planeta.
· 1 kg de agrotóxico é suficiente para contaminar bilhão de litros de água.
· Entre 1900 e 1990 a demanda mundial de água aumentou em seis vezes.
· Cerca de 80% das doenças e 30% dos óbitos no mundo são causados por águas contaminadas.
Fonte: Cartilha Agua – Governo do Pará 24/1/2006 11:28 Page 20

 

Assista também este vídeo do Dr. Lair Ribeiro

Água ou Refrigerantes ?

http://www.youtube.com/watch?v=1eiGYfupXQw

 

 

O líquido que é o principal constituinte de toda matéria viva.

Deus é a Fonte deste líquido (Ap 14:7) tão essencial à vida do homem, dos animais e da vegetação sobre a terra. (Êx 17:2, 3; Jó 8:11; 14:7-9; Sal 105:29; Is 1:30) Ele a provê e pode controlá-la. (Êx 14:21-29; Jó 5:10; 26:8; 28:25; 37:10; Sal 107:35) Deus fornecia água aos israelitas, até milagrosamente quando necessário (Êx 17:1-7; Ne 9:15, 20; Sal 78:16, 20; Is 35:6, 7; 43:20; 48:21); deu-lhes uma terra que tinha abundância de água (De 8:7); e prometeu abençoar sua reserva de água enquanto obedecessem a ele (Êx 23:25).

Jeová era responsável pela rega original do solo, mediante uma neblina que subia da terra, e estabeleceu as leis que governam a evaporação da água e sua precipitação como chuva. (Gên 2:5, 6; Jó 36:27; Am 5:8) No segundo dia criativo, Deus produziu uma expansão, por fazer com que certa quantidade de água permanecesse na terra, enquanto elevava grande quantidade dela bem acima do globo; as águas acima da expansão sem dúvida supriram a água pela qual os iníquos foram mais tarde destruídos no Dilúvio dos dias de Noé. — Gên 1:6-8; 7:11, 17-24; Is 54:9.

A Lei dada no monte Sinai proibia fazer imagens de coisas “nas águas abaixo da terra”, evidentemente referindo-se às criaturas aquáticas nas águas da terra, as quais estão abaixo do nível da terra seca. Estas incluiriam rios, lagos, mares e águas subterrâneas. — Êx 20:4; De 4:15-18; 5:8.


I. Usos Ilustrativos e Figurados.

Há numerosas referências ilustrativas e figuradas a água nas Escrituras. As pessoas, em especial as massas inquietas, alienadas de Deus, são simbolizadas por águas. Babilônia, a Grande, em seu domínio por toda a terra, é mencionada como estando sentada “sobre muitas águas”. A visão de João sobre a grande meretriz explica que tais águas “significam povos, e multidões, e nações, e línguas”. — Ap 17:1, 15; compare isso com Is 57:20.

Devido ao poder da água como agente destruidor (provocando afogamentos, enxurradas ou efeitos similares), ela é frequentemente empregada como símbolo de alguma força destrutiva. (Sal 69:1, 2, 14, 15; 144:7, 8) É usada como símbolo de força militar em Jeremias 47:2.

A água era usada no tabernáculo tanto para a limpeza física como em sentido simbólico. Na investidura no sacerdócio, os sacerdotes eram lavados com água, e, simbolicamente, espargia-se “água purificadora de pecado” sobre os levitas. (Êx 29:4; Núm 8:6, 7) Os sacerdotes lavavam-se antes de ministrar no santuário de Yehowah e antes de se chegar ao altar da oferta queimada. (Êx 40:30-32) Usava-se a água para lavar sacrifícios (Le 1:9) e em purificações cerimoniais. (Le 14:5-9, 50-52; 15:4-27; 17:15; Núm 19:1-22) A “água santa” usada em casos de ciúme, quando a esposa era suspeita de adultério, evidentemente era água pura, fresca, na qual se punha pó procedente do tabernáculo antes de ela bebê-la. — Núm 5:17-24.


II. Água vitalizadora.


Yehowah é a ‘fonte de água viva’. Apenas dele e mediante seu Filho, Jesus Cristo, o Agente Principal da vida, podem os homens obter vida eterna. (Je 2:13; Jo 17:1, 3) Jesus disse a uma mulher samaritana, junto a uma fonte perto de Sicar, que a água que ele daria tornar-se-ia em seu recebedor “uma fonte de água que borbulha para dar vida eterna”. — Jo 4:7-15.

O apóstolo João registra sua visão de “um novo céu e uma nova terra” em que viu um “rio de água da vida” fluir do trono de Deus. De cada lado deste rio havia árvores que produziam fruto, as folhas das árvores sendo usadas para curar as nações. (Ap 21:1; 22:1, 2) Depois de se completar este aspecto da visão, Jesus falou a João sobre o objetivo de ele enviar seu anjo com tal visão. Daí, João ouviu a proclamação: “E o Espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’ E quem ouve diga: ‘Vem!’ E quem tem sede venha; quem quiser, tome de graça a água da vida.” Evidentemente, este convite seria feito pelos servos de Deus para que os sedentos começassem a beber as provisões de Deus para a obtenção da vida eterna mediante o Cordeiro de Deus. (Jo 1:29) Poderiam tomar o que se acha agora disponível dessa água da vida. O convite deve ser feito a todos os que possam ser alcançados, não com intuito de lucro comercial, por vender a água, mas grátis, para todos que a desejarem. — Ap 22:17.

Antes da morte e da ressurreição de Jesus, ele falou a respeito de seus seguidores que receberiam espírito santo, a partir de Pentecostes de 33 EC, afirmando que de seu mais íntimo “manarão correntes de água viva”. (Jo 7:37-39) O registro das Escrituras Gregas Cristãs fornece evidência abundante de que, impelidos pela força ativadora do espírito de Deus, os apóstolos e os discípulos realizaram maravilhas em levar as águas vitalizadoras a outras pessoas, começando em Jerusalém e expandindo-se por todo o mundo então conhecido.

III. Nutrir a palavra plantada.

Usando uma figura de linguagem diferente ao escrever à congregação em Corinto, o apóstolo Paulo comparou a obra do ministro cristão à dum lavrador, que primeiro planta a semente, rega-a e cultiva-a, e depois espera que Deus faça a planta atingir a madureza. Paulo levara as boas novas do Reino aos coríntios, plantando a semente no “campo” coríntio. Apolo veio depois, e por seu ensino adicional nutriu e cultivou a semente plantada, mas Deus, pelo seu espírito, causou o crescimento dela. Paulo usou esta ilustração para salientar o fato de que nenhum humano individual é em si mesmo importante, mas todos são ministros, cooperando como colaboradores de Deus. Aquele que é importante é Deus, e ele abençoa tal trabalho altruísta e unificado. — 1Co 3:5-9.

IV. A palavra da verdade de Deus.


A palavra da verdade de Deus é comparada à água que purifica. A congregação cristã é limpa à vista de Deus, como uma noiva casta para Cristo, o qual a purificou “com o banho de água por meio da palavra”. (Ef 5:25-27) Em um uso similar, Paulo fala a seus concristãos, que têm a esperança de ser subsacerdotes de Cristo nos céus. Referindo-se ao tabernáculo, em que se exigia que os sacerdotes se lavassem com água antes de entrar no santuário, para ali servir, ele diz: “Visto que temos um grande sacerdote [Jesus Cristo] sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com corações sinceros na plena certeza da fé, tendo . . . os nossos corpos banhados com água limpa.” (He 10:21, 22) Esta limpeza envolve não só o conhecimento da palavra de Deus, mas também a aplicação deste na sua vida diária.


V. A água do batismo.

Jesus explicou a Nicodemos: “A menos que alguém nasça de água e espírito, não pode entrar no reino de Deus.” (Jo 3:5) Jesus, pelo que parece, falava da água do batismo, quando a pessoa se arrepende de seus pecados e se desvia de seu anterior proceder na vida, apresentando-se a Deus para o batismo no nome de Jesus Cristo. — Veja Ef 4:4, 5, que fala de “um só batismo”.

O apóstolo João escreveu mais tarde: “É este quem veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo . . . Porque são três os que dão testemunho: o espírito, e a água, e o sangue, e os três estão de acordo.” (1Jo 5:5-8) Quando Jesus entrou “no mundo”, isto é, quando começou sua atuação ministerial e sacrificial como o Messias de Deus, ele se dirigiu a João, o Batizador, para ser imerso em água (não em arrependimento de pecados, mas em apresentação de si mesmo a Deus, para cumprir a vontade de Deus para ele). (He 10:5-7) Depois disto, desceu sobre ele o espírito de Deus, em testemunho de que ele era Filho de Deus e o Messias. (Lu 3:21, 22) É a água do seu batismo que está em harmonia com o sangue do seu sacrifício, e com o espírito de Deus, em atestar unanimemente esta grande verdade messiânica.

VI. Outros usos figurativos.

Davi disse com respeito aos iníquos: “Que se dissolvam como em águas que seguem seu caminho.” (Sal 58:7) Davi talvez tivesse presente os vales de torrente, comuns na Palestina, muitos dos quais ficam cheios duma torrente avolumante, ameaçadora, durante uma súbita tromba-d’água. Mas a água escorre rápido e desaparece, deixando seco o vale.

Quando os israelitas atacaram a cidade de Ai, eles enviaram uma pequena força, que foi derrotada. Isto teve um efeito desmoralizador sobre os israelitas, porque o relato diz que o coração do povo de Israel “começou a derreter-se e ficou como água”, querendo dizer que eles sentiam ter incorrido de alguma forma no desagrado de Yehowah e não dispunham da sua ajuda. Josué ficou muito transtornado, evidentemente porque Israel, o exército de Yehowah, havia fugido com medo diante dos seus inimigos, lançando assim vitupério sobre o nome de Deus. — Jos 7:5-9.

 

 

A Bíblia e o Aquecimento Global

Joseph Farah


Certamente, consigo entender o motivo por que pagãos modernos como Al Gore acreditam, apesar da esmagadora evidência científica ao contrário, que o catastrófico aquecimento global produzido pelo homem é a ameaça mais grave ao planeta.
O que não consigo entender é o motivo por que as pessoas que afirmam crer na Bíblia como a infalível e inspirada Palavra de Deus estão acreditando no aquecimento global. Ainda mais difícil de compreender é a razão por que alguns evangélicos se deixaram prender pela idéia de que o governo e ações internacionais são os métodos adequados para se combater essa ameaça imaginária.
Primeiramente, Gênesis 8:22 relata que Deus promete jamais usar de novo águas de dilúvio como meio de destruir a vida na Terra. Nessa promessa, a Bíblia explicitamente declara: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.” (Gn 8:22 ACF)

Em outras palavras, não haverá mais dilúvios catastróficos — o resultado que Al Gore promete no futuro próximo como conseqüência do aquecimento global. O que é tão importante é que há outra promessa ali de que frio e calor não hão de cessar. O que isso significa?   Significa que Deus, não o homem, controla a temperatura do mundo. Deus, não o homem, controla o clima. Deus, não o homem, controla o “ecossistema” da terra. Deus, não o homem, controla nosso meio-ambiente.
É muita presunção e arrogância crentes e descrentes igualmente pensarem que o homem controla o destino do planeta que Deus criou para nós. Se fosse assim, ele não nos avisaria? Com todas as profecias da Bíblia, não deveríamos encontrar declarações de que tais questões estão realmente debaixo do nosso controle? Por que, afinal, lemos declarações exatamente opostas na Bíblia inteira?
Não que a Bíblia não nos diga que não há conseqüências para nossas ações no planeta. Aliás, a Bíblia diz com bastante clareza. Mas o que Deus abomina não é a produção de dióxido de carbono. Ele abomina os pecados que as pessoas cometem. Em parte alguma da Bíblia Deus sugere, nem uma única vez, que é pecado produzir CO2. Tenha em mente que o CO2 não é um poluente. É um gás que ocorre naturalmente — tal qual o oxigênio. Deus, não o homem, criou o CO2. E o Deus da natureza ainda produz muito mais CO2 do que o homem. Em Isaías 49, numa passagem que os evangélicos crêem que representa as palavras do próprio Jesus, há outra promessa: de que os que O seguirem jamais pereceriam por causa do calor do sol.

Nunca terão fome, nem sede, nem o calor, nem o sol os afligirá; porque o que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas.” (Is 49:10 ACF)


Se o catastrófico aquecimento global representasse uma ameaça real para os crentes, Deus teria feito tal promessa por meio de Isaías? Isso não significa que o calor jamais será usado como instrumento de juízo. Aliás, de acordo com a Bíblia, isso realmente ocorrerá. Lemos em Apocalipse 16:9: “E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória”. O que isso significa é que o calor escaldante será usado como juízo contra os descrentes e, o que é mais importante, que Deus — e exclusivamente Deus — tem o poder sobre tais calamidades.

Sim, haverá uma época em que a Terra será destruída — e o mecanismo de destruição que Deus vai empregar será exatamente o calor intenso. Mas não estamos falando de aumento de alguns graus durante os séculos. Estamos falando de calor tão forte que vai derreter os elementos que compõem a Terra. Esse acontecimento virá numa época que se parece muito com a época em que vivemos. O evento vem descrito em 2 Pedro 3:

(3) Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,
(4) E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. (5) Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. (6) Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio,
(7) Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. (8) Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. (9) O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. (10) Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
(11) Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, (12) Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? (13) Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. (14) Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.

Muitos evangélicos de hoje concordam com os mundanos que a maior ameaça à humanidade é representada pelo catastrófico aquecimento global produzido pelo homem. Será que esses evangélicos são imaculados e irrepreensíveis? É burrice e egoísmo puro o homem crer que ele controla o destino da criação de Deus. Mas é ainda mais vergonhoso quando aqueles que afirmam crer em Sua Palavra pregam um falso evangelho de aquecimento global que contradiz diretamente as Escrituras.



Joseph Farah
Traduzido e adaptado por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br ;


 

 

Estudo realizado por Pastor Rogério Costa

Caxias do Sul – RS – 23/11/2013

 

 

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