Os 12 Apóstolos de Jesus

 

 

PEDRO, JOÃO, TIAGO, FELIPE, BARTOLOMEU, MATEUS, TOMÉ, ANDRÉ, JUDAS, SIMÃO, TIAGO II, TADEU.

Os doze discípulos/apóstolos originais estão listados em Mateus 10:2-4: “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu”. A Bíblia também lista os 12 discípulos/apóstolos em Marcos 3:16-19 e Lucas 6:13-16.

Na tradição cristã, os apóstolos, também chamados de discípulos de Jesus, foram os judeus enviados (como indicado pela palavra grega ἀπόστολος, apóstolos) por Jesus para pregar o Evangelho, inicialmente apenas aos judeus e depois também aos gentios, em todo o mundo antigo. Eram em total doze pessoas.

Segundo o Evangelho de Lucas, "Ele chamou para si os seus discípulos, e deles escolheu doze, a quem ele chamou de apóstolos" (Lucas 6:13).

Vemos, entretanto, que, logo após a ressurreição de Jesus, outros homens foram comissionados (enviados) como apóstolos da igreja cristã, ultrapassando o número inicial dos 12 apóstolos.

O termo apóstolo é designado para um trabalho específico dentro da estrutura de cargos da igreja. Prioritáriamente, este serviço seria o de expandir a mensagem do evangelho para novas localidades, organizando a vida cristã entre os fiéis. A função é responsável pela fundamentação de questões doutrinárias, em consonância com os ensinamentos de Deus.

 

 

Biografia dos Apóstolos

 

 

Apóstolo é uma palavra derivada do grego que significa enviado. Inicialmente Jesus escolheu doze apóstolos e os enviou para diversos lugares para pregarem a chegada da Boa Nova ou do Evangelho. Jesus também tinha para ajudá-lo em vida, além dos doze apóstolos, cerca de 70 discípulos, palavra derivada do latim que significa aluno. Nos seus doze homens, originalmente um era coletor de impostos, outro carpinteiro e vários outros eram viajantes ou pescadores que exerciam sua profissão nas águas da Galiléia. Quando foram chamados para servir, eles se dedicaram a ser testemunhas para o mundo daquele que os chamara. Abaixo segue o nome dos discípulos principais ou apóstolos escolhidos por Jesus Cristo há cerca de dois milênios:
Simão chamado Pedro, o príncipe dos apóstolos,
André, o primeiro Pescador de Homens, irmão de Pedro
João, o apóstolo bem-amado
Tiago, o Maior, irmão de João
Filipe, o místico helenista
Bartolomeu, o viajante
Tomé, o ascético
Mateus ou Levi, o publicano
Tiago, o Menor
Judas Tadeu, o primo de Jesus
Simão, o Zelota ou o Cananeu
Judas Iscariotes, o traidor
Após a traição de Iscariotes, Matias foi escolhido pelos demais para ocupar seu lugar no colégio apostólico. Mais rigorosamente seria o 13º apóstolo. Outro famoso apóstolo, Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, não foi testemunha ocular de Jesus Cristo, mas convertido através de visões do Jesus ressuscitado, tornou-se um dos mais ardentes apóstolos do cristianismo.

 

Jesus

 

 

  Judeu da Galiléia e fundador do Cristianismo, nascido em Belém, cidade da Judéia meridional, nos últimos anos do reinado de Herodes o Grande, quando Roma dominava a Palestina e Augusto era o imperador, que, independente do ponto de vista religioso, produziu uma das alterações mais profundas na história das civilizações, seja como sua imagem de Filho de Deus ou de moralista sonhador ou de revolucionário.  À época do seu nascimento, a Galiléia era um conhecido foco de permanente resistência contra a presença dos romanos e o povo judaico esperava por um salvador revolucionário e libertador que recuperasse sua independência política perdida desde o exílio da Babilônia (século VI a. C.) e, depois de dominados por outros povos, tinham passado ao poder de Roma (63 a.C). O aparente paradoxo sobre o ano de seu nascimento deve-se a um erro de datação atribuído ao monge Dionísio o Pequeno, encarregado pelo papa, no século V, de organizar um calendário, devidamente corrigido por estudos de astronomia. O dia 25 de dezembro foi fixado no quinto século da nossa era (440) como data do seu nascimento com o fim de cristianizar uma tradicional festa pagã anualmente realizada naquele dia. Por exemplo, o epsódio bíblico da visita dos três Reis Magos, teria ocorrido 8 meses depois de seu nascimento (19/12/04 a. C.), justificando-se inclusive a sinalização da Estrela Divina por uma conjunção planetária teorizada por estudos de astronomia. O principal testemunho sobre sua existência são os quatro evangelhos bíblicos, base da fé cristã, onde estão relatadas suas palavras e obras divinais e as reações de seu povo. Escritos originalmente em grego (60-98), aparentemente o evangelho segundo Marcos foi o primeiro concluído (~ 60) e o do apóstolo João (~ 98) foi o último e há estudos que afirmam que o de Mateus baseou-se em um texto anterior, em aramaico. Esses escritos coincidem entre si e com alguns relatos de historiadores da época, como do judeu Flávio Josefo, historiador da corte romana de Domiciano e do maior dos historiadores romanos, Tácito. Filho de José, carpinteiro de Nazaré, na Galiléia, e sua esposa, Maria, nasceu quando seus pais estavam em Belém, aparentemente por causa de um recenseamento. Como a notícia de que teria nascido aquele que seria o rei dos judeus, e como não sabia do seu paradeiro, Herodes, temeroso de ser destronado, ordenou a eliminação de todas os crianças de Belém e arredores, com menos de dois anos de idade. Porém, antes da tragédia seus pais fugiram para o Egito para proteger o filho, onde permaneceram até a morte de Herodes, alguns meses após. Então José decidiu regressar à Palestina com sua família e estabeleceu-se em Nazaré, onde seguiu seu ofício. Em Nazaré o filho passou a maior parte de sua vida trabalhando com o pai nas tarefas de carpintaria e de pedreiro, concertando ferramentas e até como roceiro. Sua primeira aparição pública, aos 12 anos, segundo Lucas, deu-se quando a família visitava Jerusalém, quando participou de uma reunião com os doutores do Templo, ouvindo-os e interrogando-os. Na adolescência trabalhou com o pai José, na construções de Séforis, cidade planejada e construída para ser a capital do Império Romano na região árabe, mas que depois foi abandonada. Segundo a tradição, após a morte de José, ele conheceu uma mulher natural da cidade de Magdala, e por isso chamada de Maria Madalena, possivelmente uma jovem viúva herdeira de algumas posses, que seria sua inseparável companheira pelo resto de seus dias. Por volta dos seus trinta anos, encontrou-se, na Judéia com seu primo João Batista, filho de Zacarias, famoso na região do Jordão por pregar o batismo com água como sacramento de penitência para o perdão dos pecados. Após ser também batizado por João, entendeu que estava na hora de começar a cumprir sua Divina Missão: de recolocar a humanidade no caminho de Deus Pai. Iniciou a pregação da Boa Nova, o Evangelho para os gregos, ou seja, a realização das profecias sobre o Messias e a instauração do reinado de Deus sobre o mundo a partir de Israel. Seguiu-se então uma frenética sucessão de acontecimentos impressionantes, como o jejum no deserto, durante quarenta dias e quarenta noites, o episódio das bodas de Caná, o primeiro relato da manifestação do seu poder divino, a prisão e morte de João Batista por ordem de Herodes Antipas e o episódio da mulher samaritana, entre muitos outros fatos extraordinários. Saindo de Nazaré, em sua pregação itinerante e a realização dos freqüentes milagres, foi da Samaria à Galiléia e chegou a Cafarnaum, às margens do lago Tiberíades ou mar da Galiléia, onde aconteceu o episódio da pesca milagrosa, e catequizou seus primeiros apóstolos: Simão Pedro, seu irmão André e os filhos de Zebedeu, Tiago e João, mais Filipe e Natanael, ex-discípulos de João Batista. Aos 31 anos completou seus primeiros 12 apóstolos, todos eles galileus e homens de origens extremamente humildes e, portanto, facilmente impressionáveis diante de promessas divinas de melhores dias. Sem nada escrever, pronunciou uma nova filosofia de vida, onde prevalecia o desapego aos bens materiais em troca da prioridade do amor ao próximo, especialmente aos mais humildes, para se alcançar o reino dos céus. De suas pregações surgiram o simbólico e famoso Sermão da montanha e suas notáveis parábolas, com as quais transmitia sua doutrina ao povo e sacerdotes, convertendo mais e mais seguidores. No período de seus 32 anos aconteceram os dois grandes milagres: a multiplicação dos pães e dos peixes e a ressurreição de Lázaro. Também neste período estabeleceu o primado de Simão, a quem chamou Pedro, e em presença dele, de Tiago e de João, realizou o prodígio da transfiguração e partiu para Jerusalém, a sede do governo da região. No entanto a sua pregação, para muitos judeus, estava longe de ser coerente com a profética missão de ser o rei dos judeus. Aos 33 anos, entrou triunfante em Jerusalém e promoveu a ação que selou seu destino: a expulsão dos mercadores do Templo. Na ralidade o Templo e seus arredores haviam se convertido em uma grande área comercial e a mais significativa fonte de arrecadação de fundos para o clero local. Ali se comercializava todo o tipo de mercadoria que servisse como forma de oferenda para os fiés judeus que para lá afluíam em romarias, na busca de proteção divina, compra de objetos de simbologia religiosa ou de agradecer graças alcançadas, entre outras intenções. Por exemplo, era intensa a venda de cordeiros destinados ao sacrifício, em cujos lucros os sacerdotes tinham polpuda participação. Diante desta insensatez para com a casa de Deus, ele revoltou-se e com seus seguidores promoveu a destruição da feira e expulsou os comerciantes. Por causa deste episódio, foi considerado blasfemo e acusado de conspirar contra o César, época em que Tibério era o imperador de Roma. Identificado e aprisionado no horto de Getsâmani, foi levado até ao pontífice Anás e, ante Caifás, o príncipe dos sacerdotes, com quem se haviam reunido os escribas e os anciões, passou a ser submetido a um processo religioso. Em seguida, foi conduzido ao palácio da procuradoria romana da Judéia, Pôncio Pilatos, que estava em Jerusalém por ocasião das festividades da Páscoa, que sem entender a revolta da população, o enviou a Herodes Antipas. Por um gesto político de Herodes, foi devolvido a Pilatos, que não achando delito nenhum naquele homem, mas diante à pressão dos chefes de Israel e de uma multidão incitada por eles, ainda propôs uma permuta de prisioneiros. Porém a maior parte da multidão, movida por uma histreria coletiva, optou pela soltura do prisioneiro político Barrabás quando da opção de troca proposta pelo titular do governo. Então o procurador romano, depois de se declarar inocente de seu sangue, pronunciou a fatal sentença da sua condenação à morte por crucificação. De acordo com as leis romanas, foi flagelado e teve que carregar uma cruz até a colina do Calvário, no monte Gólgota. Ali foi crucificado junto com dois malfeitores comuns, segundo cálculos de alguns estudiosos, historiadores e astrônomos, no dia 7 de abril (30).

OBSERVAÇÕES (*):

A paixão de Jesus, desde a última ceia até a crucificação e morte, é minuciosamente relatada pelos quatro evangelistas, porém não se pode afirmar com certeza absoluta o lugar exato em que se cumpriu a sentença, pois a destruição de Jerusalém (70) arrasou todo possível vestígio, restando apenas os relatos populares e a tradição. Cinqüenta dias após sua morte, durante a festa de Pentecostes, seus apóstolos André, Bartolomeu,Filipe, João, Judas Tadeu, Mateus, Simão Cananeu, Simão Pedro, Tiago (filho de Alfeu), Tiago (filho de Zebedeu), Tomé e Matias (substituto de Judas Iscariotes), que haviam sido escolhidos pelo próprio Jesus entre todos os seus discípulos para divulgar o evangelho pelo mundo, anunciaram sua ressurreição e que os enviara a pregar por todo o mundo a Boa Nova da salvação e do perdão dos pecados. Nas orações dos cristãos, Jesus Cristo é o filho de Deus e a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que veio ao mundo para pregar o Evangelho, palavra de origem grega que significa boa-nova, foi condenado à morte na cruz pelo governador romano Pôncio Pilatos, ressuscitou no terceiro dia e ascendeu aos céus, depois de haver deixado a seus discípulos a missão de difundir sua doutrina por todo o mundo, até a consumação dos séculos. O nome Jesus Cristo é composto da versão grega de dois nomes hebraicos: Jesus, de Joshua, que significa salvador; e Khristós, de Masiah, isto é, Messias.

 

 

Pedro, o príncipe dos apóstolos  (Simao)

 

( ~ 10 a. C. - 67 )

 

Discípulo de Jesus nascido em Betsaida, Galiléia, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa. As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19). Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. Após a Ascensão, presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antióquia e Síria, as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos, que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem do imperador, no mesmo ano de Paulo e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores. É festejado no dia 29 de junho, um dia de importantes manifestações folclóricas, principalmente no Nordeste brasileiro.

 

 

André apóstolo, o "pescador de Homens"

 

(~ 5 a. C. - 100)

 

  Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, também conhecido como o Afável foi escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro mais importantess, junto com Pedro, João e Tiago, sendo seu nome mencionado explicitamente três vezes: por ocasião do discurso sobre a consumação dos tempos de Jesus, na primeira multiplicação dos pães e dos peixes e quando, juntamente com Filipe, apresentou ao mestre alguns gentios. Também pescador em Cafarnaum, foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens e, portanto, o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre. Filho de Jonas tornou-se discípulo do João Batista, cujo testemunho o levou juntamente com João Evangelista a seguirem Jesus e convencer seu irmão mais velho, Simão Pedro a seguí-los. Desde aquele momento os dois irmãos tornaram-se discípulos do Senhor e deixaram tudo para seguí-lo. No começo da vida pública de Jesus ocuparam a mesma casa em Cafarnaum. Segundo as Escrituras esteve sempre próximo ao mestre durante sua vida pública. Estava presente na Última Ceia, viu o Senhor Ressuscitado, testemunhou a Ascensão, recebeu graças e dons no primeiro Pentecostes e ajudou, entre grandes ameaças e perseguições, a estabelecer a Fé na Palestina, passando provavelmente por Cítia, Épiro, Acaia e Hélade. Para Nicéforo ele pregou na Capadócia, Galácia e Bitínia, e esteve em Bizâncio, onde determinou a fundação da Igreja local e apontou São Eustáquio como primeiro bispo. Finalmente esteve na Trácia, Macedônia, Tessália e Acaia. Foi na Grécia, segundo a tradição, durante o reinado de Trajano, que foi crucificado em Patros da Acaia, cidade na qual havia sido eleito bispo, por ordem do procônsul romano Egéias. Atado, não pregado, a uma cruz em forma de X, que ficou conhecida como a cruz de Santo André, embora que a evidência generalizada deste tipo de martírio não seja anterior ao século catorze. Suas relíquias foram transferidas de Patros para Constantinopla (356) e depositadas na igreja dos Apóstolos (357), tornando-se padroeiro desta cidade. Quando Constantinopla foi invadida pelos franceses no início do século treze, o Cardeal Pedro de Cápua trouxe as relíquias à Itália e as colocou na catedral de Amalfi. Anos mais tarde, decidiram levar seus restos mortais para a Escócia, onde fora escolhido padroeiro, mas o navio que os transportava naufragou em uma baía que, por esta ocorrência, passou a ser denominada de Baía de Santo André. É honrado como padroeiro da Rússia e Escócia e no calendário católico é comemorado no dia 30 de novembro, data de seu martírio.

 

João Evangelista, o apóstolo "bem-amado"

 

(~ 8 - 99)

 

Um dos 12 e o mais jovem das apóstolos de Cristo e nascido em Batsaida, na Galiléia, autor do quarto evangelho e conhecido como o discípulo que Jesus amava, o único apóstolo que acompanhou Cristo até a morte na cruz, ao lado de Nossa Senhora, ocasião em que lhe foi confiada a tarefa de cuidar de Maria, a mãe de Jesus. Filho do também pescador Zebedeu e de Salomé, uma das mulheres que auxiliavam os discípulos de Jesus, juntamente com o irmão mais velho, Tiago o Maior, tabalhava também como pescador no lago de Genezaré, quando foi convidado a seguir Jesus, logo depois de Pedro e André. Com seu irmão, juntamente com Pedro e André, foram os discípulos privilegiados e participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus. Presenciaram a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus na montanha e sua angústia no Getsêmani. Os dois foram os únicos apóstolos que ousaram pedir a Cristo que lhes fosse dado sentar um à direita, outro à esquerda. Da resposta de Jesus "do cálice que eu beber, vós bebereis" deriva a suposição de que os dois se distinguiriam dos demais pelo martírio. Viveu ainda mais de 70 anos depois da morte de Jesus Cristo. Esteve em Jerusalém (37) e depois por ocasião do Concílio dos Apóstolos, que se realizou em Antióquia. Após as perseguições sofridas em Jerusalém, transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma intensa evangelização. Mudou-se para Éfeso (67), onde viveu o resto de sua vida, morreu e foi sepultado. A partir dessa cidade, dirigiu muitas Igrejas da província da Ásia e foi ali escreveu o Quarto Evangelho, o último dos Evangelhos canônicos, e as Epístolas, três cartas aos cristãos em geral. De acordo com os Atos dos Apóstolos, quando acompanhou Pedro na catequese dos Samaritanos, com ele foi convencido por Paulo a desistir da imposição de práticas judaicas aos neófitos cristãos. Durante o governo de Domiciano (81-96), foi exilado (93-97) na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse ou Revelação, que é o derradeiro livro da Bíblia, e narrou as suas visões e descreveu mistérios, predizendo as atribulações da Igreja e o seu triunfo final. O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, pois a sua narrativa enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre com base no mistério da encarnação: o verbo feito carne e veio dar a vida aos homens. Foi o apóstolo da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. De acordo com Clemente de Alexandria, ordenou bispos em Éfesos e outras províncias da Ásia Menor. Ireneu afirmou que os bispos Policarpo e Papias foram seus discípulos. Os primeiros fragmentos dos escritos Joanitas foram encontrados em papiros no Egito datando de princípios do segundo século, e muitas escolas acreditam que ele tenha visitado estas áreas. Aparece representado por Michelângelo na cúpula da Basílica São Pedro, em Roma, pela imagem da águia. Santo na Igreja Católica, sua festa votiva é no dia 27 de dezembro.

 

 

Tiago apóstolo, o maior, Irmao de Joao

 

(~ 5 a. C. - 44)

 

Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Aportuguesado para Santiago, significando a junção dos termos São + Tiago, também é conhecido como o Apóstolo Ambicioso. Também pescador e filho de Zebedeu e de Salomé, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5,37), a transfiguração (Mc 9,2-13) e a agonia de Jesus no horto do Getsêmani (Mc 14,32). De acordo com Isidoro de Sevilha, em De vita et obitu Sanctorum (71, Vida e morte dos Santos), após a ascensão de Jesus, teria evangelizado a Espanha, tornando-se seu primeiro evangelizador e depois seu patrono. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro, da cidade de Iria, afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade que depois mudaria o nome para Santiago de Compostela, tornou-se importante meta de peregrinações, especialmente durante a Idade Média. Conta-se também que após a morte de Jesus, permaneceu em Jerusalém com Pedro. Foi preso juntamente com Pedro, e decapitado por ordem do rei Herodes Agripa (At 12,2), depois da execução de Estêvão (35), diácono grego e exaltado pregador cristão e personagem de grande importância na história de Paulo de Tarso. Foi, portanto, o primeiro mártir entre os apóstolos de Cristo, o primeiro a dar a vida pela Fé. Sua festa votiva é em 25 de julho.

 

 

Filipe, o apóstolo místico

 

( 8  -  95 )

 

Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo e nascido em Betsaida, na Galiléia, segundo os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Perdeu o pai exatamente na ocasião em que conheceu o Divino Mestre e tornou-se o quinto apóstolo na hierarquia de Cristo. Esteve presente na multiplicação dos pães e na última ceia (Jo 1,43-45; 6,5-7; 12,20-22; 14,8). Após a morte de Jesus viajou ao Egito, Etiópia (África) e ao Norte, e depois rumou para a Grécia onde viveu em Hierápolis com suas quatro filhas, que eram profetizas. Duas delas tornaram-se muito respeitadas por suas previsões. Era um judeu helenístico e, antes de mais nada, um evangelista para as sinagogas judaicas de língua grega da Cítia, Frígia e dos arredores da Grécia e Macedônia. No Evangelho de João aparece como grande amigo do apóstolo Bartolomeu e cita que ele ficou profundamente impressionado sobre o mistério da Trindade relatado por Jesus, durante a última ceia. O resto de sua vida não consta em nenhum relato, assim como a sua morte. Consta que em sua mensagem preservava um belo misticismo baseado na santidade do casamento. Ordenou vários bispos entre os gregos e as suas igrejas desenvolviam sete sacramentos cuja mais alta iniciação era o Mistério da Câmara Nupcial, na qual a imagem ou Yetzer de Deus, que habitava no coração do discípulo, era reunido ao anjo ou alma ressuscitada. Portanto, ao contrário da pregação de outros apóstolos, em seu evangelho não havia ênfase na abstinência sexual ou abstenção do casamento. Conta uma tradição que ele morreu crucificado de cabeça para baixo, aos 87 anos, em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano. As suas relíquias teriam sido transportadas a Roma e colocadas juntas com as de São Tiago Menor, na igreja dos santos Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia. Sua festa votiva é em primeiro de maio.

 

 

Bartolomeu, o apóstolo viajante

 

( Século I )

 

  Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo e nascido em Caná, a 14 quilômetros de Nazaré, na Galiléia, e que foi apresentado a Jesus pelo apóstolo e seu maior amigo Filipe, sob uma figueira. Filho de Tholmai e também conhecido como Natanael, assim como Tomé, era um viajante e atuou em áreas como Índia, Armênia, Irã, Síria e por algum tempo na Grécia, com Filipe, especialmente na Frígia.

Além dos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, os Atos referem-se a ele como um dos Doze. Porém de suas atividades apostólicas não há notícias certas. Uma tradição diz que ele trazia consigo o Evangelho Herético de Matias, escrito em hebraico, e o perdeu.

 As poucas anotações que restaram da era sub-apostólica e patrística indicam que este evangelho judeu era bastante diferente dos evangelhos gregos gentis de Mateus, Marcos, Lucas e João, assim como eram os tão chamados evangelhos judaico-cristãos heréticos dos Nazarenos, Ebionitas e Hebreus, dos quais só restaram fragmentos. Diferentemente dos evangelhos gentis, estas tradições consideravam o Espírito Santo como a Divina Mãe de Cristo e não adoravam Jesus como uma divindade, mas como um irmão mais velho e líder da comunidade dos santos de Deus  Muitas de suas obras são conhecidas através de traduções como O Evangelho de Bartolomeu, Pregação de São Bartolomeu no Oásis e a Pregação de Santo André e São Bartolomeu. Uma antiga tradição armênia afirma que ele foi para a Índia e lá pregou àquele povo a verdade do Senhor segundo o Evangelho de São Mateus. Depois que naquela região converteu muitos a Cristo, superando extremas dificuldades, passou para a Armênia Maior, onde converteu o rei Polímio, a sua esposa e muitos outros homens, em mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram uma enorme inveja dos sacerdotes locais, que, por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram a ordem de tirar a sua pele e depois decapitá-lo. Sua festa votiva é em 24 de agosto.

 

 

São Tomé, também chamado Dídimo, o apóstolo do ascetismo

 

(~ 3 - 53)

 

  Um dos doze apóstolos de Jesus e israelita de nascimento e mais um pertencia a uma família de pescadores, que ausente no momento em que o Cristo reapareceu aos discípulos, exigiu destes provas materiais da ressurreição do Mestre e, por isso, Jesus ressurgiu e pediu-lhe que tocasse suas chagas. Carpinteiro de origem e freqüentemente citado em passagens do Novo Testamento, nos quatro evangelhos.

O Evangelho de João dá-lhe grande destaque. Em  11,16, cita que ele incitou os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia dizendo então aos discípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele!

Foi ele que perguntou a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? Diz-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Ninguém vem ao Pai a não ser por mim (João 14,5-6). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor.

Ausente na primeira aparição duvidou dos colegas que Jesus tinha voltado. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e o ascetista estava com eles.

 Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!.

E lhe disse depois: Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!

O apóstolo incrédulo respondeu Meu Senhor e meu Deus! (João 20,26-28), tornando-se o primeiro dos apóstolos a se dirigir a Jesus nestes termos.

Ninguém até aquele momento, nem mesmo Pedro e João, havia pronunciado a palavra Deus dirigindo-se a Jesus.

Também chamado Dídimo ou Gêmeo (seu nome, tanto em aramaico Te'oma como em grego Didymos significa gêmeo) era o terceiro apóstolo em idade depois de Pedro, mas ao contrário deste não era casado, assim como Bartolomeu, André, Simão, Judas e o próprio Jesus.

Segundo as escrituras foi em resposta a ele que Jesus introduziu o mistério trinitário: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.

Se vocês me conhecem, conhecerão também meu Pai...". Segundo o bispo Eusébio de Cesaréia, do século IV, depois da morte de Jesus, o discípulo evangelizou a Pártia e, pela a tradição cristã posterior, estendeu seu apostolado à Pérsia e à Índia, onde é reconhecido como fundador da Igreja dos Cristãos Sírios Malabares ou Igreja dos Cristãos de São Tomé.

Consta que foi martirizado e morto (53) pelo rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde ficam o monte São Tomé e a catedral de mesmo nome, supostamente local de seu sepultamento.

Historiadores acreditam que o apóstolo foi morto alvejado por lanças, quando orava.

Sucumbiu como líder e mártir, como o crente fiel que Jesus lhe pediu. Suas relíquias seriam venerados na Síria e, depois, levadas para o Ocidente e preservadas em Ortona, na Itália. É festejado pelos católicos em 3 de julho.

 

 

Levi Mateus, o primeiro evangelista

 

(~0 - ~50)

 

Um dos doze apóstolo de Cristo e escritor do primeiro dos três evangelhos sinóticos, que tem sido o mais utilizado pela igreja.

Em hebraico o mesmo que Matias ou Matatias, significando presente (mathath) de Javé (Iah) ou dom de Deus, de acordo com o seu próprio Evangelho, seu nome original era Levi, filho de Alfeu, e foi chamado por Jesus junto ao mar da Galiléia, em Cafarnaum, quando trabalhava como publicano a serviço de Herodes Antipas.

Era fariseu e publicano, ou seja, cobrador de impostos, justamente a classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem encargos dos judeus para serem entregues às autoridades romanas. 

A sua presença no grupo de apóstolos indicava que Jesus buscava salvação de todos, independente de origem, trajetória, família etc.

E ele aproveitou a oportunidade e transformou-se em um discípulo fiel, preocupado em demonstrar os judeus que seu Mestre, descendente da tribo de Davi, era o Messias esperado.

Apesar de sua profissão anterior de coletor de impostos, foi Judas Iscariotes, porém, que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica.

Embora conste da relação dos apóstolos, geralmente ao lado de Tomé, o Novo Testamento oferece informação escassa e incerta sobre ele.

Da sua atividade após o Pentecostes, conhece-se somente as admiráveis páginas do seu evangelho, primitivamente redigido em aramaico.

Denominado de primeiro evangelho, nele há mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus.

Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesaréiaem sua Historia ecclesiae, a História da igreja, a única referência histórica a seu respeito é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II.

Também não se conhecem versões conclusivas sobre sua morte, embora fontes menos críveis, referenciam narrações dos sofrimentos e do seu martírio, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas para Paestum.

Depois, essas relíquias foram levadas para a cidade italiana de Salerno (1080), onde até hoje se encontram e sejam consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo.

Apóstolo e evangelista, pela tradição ele pregou pela Judéia, Etiópia e Pérsia e a igreja romana celebra sua festa em 21 de setembro, e a grega em 16 de novembro e seu símbolo como evangelista é um anjo.

OBS.: Os outros evangelhos sinóticos são os de Marcos e o de Lucas. Os três Evangelhos são assim chamados porque permitem uma vista de conjunto, dada a semelhança de suas versões e apresentam Jesus como uma personagem humana destacando-se dos comuns pelas suas ações milagrosas.

O Quarto Evangelho, o de João, , o de João, descreve um Jesus como um Messias com um carácter divino, que traz a redenção absoluta ao mundo, relatando a história de Jesus de um modo substancialmente diferente, pelo que não se enquadra nos sinópticos.

Em bom português sinóptico vem do grego synoptikós, que significa de um só golpe de vista entender várias coisas.

Relativo a sinopse; que tem forma de sinopse; resumido.

 

 

São Tiago apóstolo, o menor

 

(~ 0  - 62)

 

Apóstolo de Cristo nascido em Nazaré, primo de Jesus e irmão de Judas Tadeu, também conhecido como o Desconhecido, que o evangelista Marcos chamou de o Menor para distinguí-lo de Tiago, irmão de João, entra em cena como bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago, o Maior (42), e após o afastamento de Pedro de Jerusalém. Agricultor, era filho de Alfeu, um irmão de São José, e de Maria Cleófas, prima-irmã de Maria Santíssima. Tornou-se um membro altamente respeitado da recém-nascida comunidade cristã em Jerusalém e é considerado o primeiro bispo de Jerusalém, cuja igreja dirigiu por cerca de vinte anos (42-62). Também chamado de o Justo pelos primeiros cristãos devido à sua grande piedade, sua imagem austera sobressai pela Epístola que dirigiu, como uma encíclica, a todas as comunidades cristãs. Pertencem a ele as tradições Judáico-Cristã preservadas no Evangelho dos Ebionitas, Evangelho dos Hebreus, Elevações de Tiago, na última Epístola Canônica de Tiago e possivelmente em outras obras associadas a seu nome como o Protevangelium, embora haja dúvidas sobre isso. A sua epístola (carta dos Apóstolos e comunidades cristãs primitivas) apresenta autênticos ensinamentos preservados na tradição apostólica oral, com fortes expressões de admoestações e cujo texto continua atualíssimo. Foi um observador da normas judaicas, defendendo que estas normas deveriam fazer parte do Cristianismo. Com isso, tornou-se adversário de Paulo de Tarso nesta questão, mas também foi conciliador e um pregador fervoroso do ensino de Jesus. Seus ensinamentos deram origem à sucessão apostólica Cristã-Judáica de Jerusalém, que contribuiu para a sucessão Síria, Jacobita, Armênia e Georgiana. A sua Liturgia, que se assemelha àquela do Bispo Cyril de Jerusalém (386), parece ser um desenvolvimento de 5 séculos através das tradições apostólicas de Jerusalém e é ainda usada por certos ramos da ortodoxia. Durante a perseguição dos cristãos na Palestina, segundo o historiadores Hegesipo, Clemente de Alexandria e o hebreu Flavius Josephus, o apóstolo teria sido condenado por se recusar a denunciar os cristãos, sendo apedrejado até a morte, por ordem do corpo religioso do Templo, dirigido pelo sumo sacerdote Ananias. Tem sua festa votiva em primeiro de maio.

 

 

Judas Tadeu, o apóstolo dos angustiados

 

( ~ 10 a. C. - 70 )

 

  Apóstolo de Cristo nascido em Caná de Galiléia, na Palestina, era primo-irmão de Jesus e irmão de Tiago o Menor, que na última ceia, perguntou ao seu mestre: Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo? Agricultor, era filho de Alfeu ou Cleofas, um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição e irmão de São José, e de Maria Cleófas, prima-irmã de Maria Santíssima, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima. Tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago o Maior e João Evangelista. Também chamado Lebeu Tadeu, é um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Conforme os textos apócrifos, teria sido o esposo nas bodas de Caná, e isto explica a presença de Maria e de Jesus naquela realização. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo (1), no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém (50) e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Parece claro que destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia (43-66), sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa. Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado (70), desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, "irmão" de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto. É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70.

  1. Pentecostes: o Espírito Santo desce sobre os discípulos em Jerusalém. Os Atos dos Apóstolos relatam que, cinqüenta dias após a páscoa da ressurreição, no dia de Pentecostes, os discípulos estão reunidos em uma sala em Jerusalém e ali recebem o Espírito Santo, que os impeliu a pregar aos judeus provenientes de muitas nações. Para grande admiração, os discípulos são compreendidos nas várias línguas maternas dos presentes. Vários povos são citados: partos, medos, elamitas e habitantes da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, da Líbia, de Roma, Creta e da Arábia. A partir desse momento, a Igreja primitiva começa a sua obra missionária de evangelização do mundo.

 

Simão apóstolo, o zelota ou o cananeu

 

( ~13 a. C. - 107)

 

 Apóstolo de Jesus Cristo nascido na Galiléia, escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento, é o mais desconhecido dos apóstolos. Nas listas dos 12 apóstolos, seu nome aparece em décimo primeiro lugar e, a seu respeito, a Sagrada Escritura conserva somente o nome, derivado de Simeão e significa Ouvido de Deus. Para distingui-lo de Pedro, que também se chamava Simão, os evangelistas Mateus e Marcos lhe deram o sobrenome de Zelote (Lc 6:15) ou Cananeu. Os zelotes eram os patriotas de Israel, lutadores pela pátria, que desejavam a imediata libertação política e religiosa de Israel. Alguns estudiosos acreditam que Cananeu deriva de Canaã, a terra de Israel. Esse apelido pode significar tanto a cidade de origem, como a sua participação na seita ultra-nacionalista e não religiosa chamada de Os Zelotes, ou zeladores, conservadores das tradições hebraicas que lutavam para a libertação de Israel dos Romanos. Como os outros apóstolos, também percorreu os caminhos da Palestina pregando o Evangelho. Da mesma forma que Felipe, parece ter ido primeiro ao Egito, seguindo a tradição sinóptica de que Jesus enviava seus discípulos aos pares. No entanto, parece ter voltado através da África do Norte, Espanha e Bretanha, chegando à Ásia Menor. Deste ponto pode ter viajado com Judas pela Mesopotâmia e Síria, juntado-se à outros Apóstolos orientais na Pérsia. Segundo uma notícia de Egésipo, o apóstolo teria sofrido o  martírio durante o império de Trajano, contando já com a avançada idade de 120 anos. Sua festa votiva é celebrada juntamente com a de Judas Tadeu em 28 de outubro.

 

Judas Iscariotes, o apóstolo da traição

 

(~ 0 - 30 d. C.)

 

Um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, nascido em Kerioth, localidade da Judéia, foi o que traiu Cristo e cuja traição deu origem a expressão beijo de Judas que passou a significar a traição. Único que não era galileu, era filho de Simão de Queriote (Jo 6, 71; 13, 26), sendo seu nome uma helenização do nome hebraico Judá. Por isso alguns estudiosos entendem que o nome Judas foi diabolizado no Novo Testamento, com a intenção de agredir o povo judeu, como sendo responsáveis morais pela morte de Cristo. Durante muito tempo, a Igreja Católica associou a sua figura ao povo judeu por não terem aceitado Cristo como o prometido Messias e esta convicção tornou-se uma das justificativas antissemitistas. Segundo as tradições foi um dos primeiros a juntar-se a Cristo e provavelmente por isso e por ser um dos poucos instruídos, tomou-se o tesoureiro dos Apóstolos, ou seja, foi designado para cuidar do dinheiro comum. Por causa de seu amor ao dinheiro, também foi enganado pelos sacerdotes que o induziram a mostrar onde estava Jesus a troco de 30 moedas de prata, que naquele tempo correspondia ao preço de um escravo, prometendo que só o prenderiam durante as festividades da Páscoa Judaica. Depois da última ceia, Jesus foi orar com os apóstolos no jardim de Getsêmani. Aproximava-se da meia-noite, quando por entre os arvoredos do Getsêmani, ele chegou acompanhado por um destacamento da guarda romana e grande multidão de pessoas, com espadas, paus, lanternas e archotes, vindos por ordem do Sumo Sacerdote José Ben Caifás, para prender Jesus. O traidor conhecia muito bem os lugares onde O Salvador gostava de ficar e foi fácil localizá-lo. Conforme o combinado, em troca de trinta moedas de prata, identificou-o para os soldados romanos, beijando-o e chamando-o de mestre. Imediatamente preso os soldados levaram Jesus para a casa de Caifás, onde também se encontrava Anás, seu sogro e diversos outros sacerdotes. Lá mesmo, improvisaram uma sessão extraordinária do Conselho, o que habitualmente era realizado pela manhã no Templo, com a presença de todos os membros. Conta Mateus (27:3-10), que ele se arrependeu amargamente depois que viu a crucificação de Jesus, jogou as 30 moedas aos pés dos sacerdotes e em seguida, dominado pelo remorso, suicidou-se enforcando-se numa figueira. Também segundo a tradição, os sacerdotes pegaram o dinheiro e compraram um terreno para servir de cemitério aos estrangeiros, sendo posteriormente chamado de Campo do Sangue. No folclore brasileiro é tradição a malhação de Judas no sábado de aleluia: um boneco de palha, é enforcado em um poste ou galhos de árvores e depois de derrubado a tiros é estraçalhado ou queimado pelo povo.

Obs:

Após a traição de Iscariotes, Matias foi escolhido pelos demais para ocupar seu lugar no colégio apostólico. Mais rigorosamente seria o 13º apóstolo. Outro famoso apóstolo, Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, não foi testemunha ocular de Jesus Cristo, mas convertido através de visões do Jesus ressuscitado, tornou-se um dos mais ardentes apóstolos do cristianismo.

 

 

Matias, o apóstolo substituto

 

( ~5 - 45)

 

  Apóstolo de Cristo de quem menos se sabe entre todos os apóstolos e escolhido por eles, entre os numerosos discípulos que seguiam Jesus desde o começo de sua vida pública, para preencher a vaga no colégio apostólico deixada por Judas Iscariotes após seu suicídio. Testemunha de todo o drama da paixão, morte e ressurrreição de Jesus, de acordo com os evangelhos, teria sido, então, um dos cerca de 70 discípulos enviados pelo Mestre a diversas cidades após a ressurreição, para difundir o Evangelho. Sua escolha foi descrita nos Atos dos Apóstolos disputando a posição com José Barsabás. Sua eleição significou, na hierarquia cristã, ter sido o primeiro bispo ou recipiente da sucessão apostólica. Estabeleceu o fundamento para o Cristianismo Egípcio e de acordo com seus ensinamentos, os filósofos esotéricos cristãos do segundo século, Alexandria e os alexandrianos, Basilides e seu filho Isadore, estabeleceram a forma gnóstica de misticismo que é característica dessa interpretação. Foi um dos cinco Apóstolos na Armênia sendo mais provável que ele, e não Mateus, quem tenha sido condenado e martirizado pelo Sanhedrin judaico na Pérsia. Poucos relatos existem sobre sua vida, mas a tradição diz que ele morreu martirizado e decapitado em Colchis, perto do Mar Negro e, muitas vezes, teve seu nome confundido com o de Mateus. Ele está ligado também à Etiópia, que pode ter sido uma parte da Macedônia ou Armênia, e teve fortes ligações com Felipe, Tomé e outros evangelistas da Etiópia. Contudo, as estórias que o conectam ao Norte da África e a visitas aos canibais podem apontar para a Etiópia Africana, citada por Felipe através das sobreviventes tradições dos Cristãos Cóptas. O dia de sua festa votiva é 14 do maio.

 

 

Paulo [ou Saulo para os hebreus] de Tarso, o apóstolo dos gentios

 

(~ 10 -  67)

 

  Apóstolo do ceistianismo nascido em Tarso, cidade principal da Cilícia, o mais importante nome para a perduração dos ensinamentos de Cristo. Descendia de uma família hebreus da tribo de Benjamin, que haviam obtido a cidadania romana, de grandes posses e prestígio político. Seus pais, sendo como eram, fiéis à lei mosaica, o mandaram logo para Jerusalém para ser educado lá. Fariseu fervoroso, recebeu na circuncisão o nome de Saulo e teve como preceptor um dos mais sábios e notáveis rabinos daquele tempo, o grande Gamaliel, neto do ainda mais famoso Hilel, de quem recebeu as lições sobre os ensinos do Antigo Testamento. Foi este Gamaliel, cujo discurso se contém nos Atos dos Apóstolos 5. 34-39, que aconselhou o Sanedrim a não tentar contra a vida dos apóstolos. Ele possuía alguma coisa estranha ao espírito farisaico, a qual se avizinhava da cultura grega. Em seu discurso demonstrava um espírito tolerante e conciliador, característico da seita dos fariseus. Celebrizou-se por seus vastos conhecimentos rabínicos. Aprendeu o ofício de fazedor de tendas, das que se usavam nas viagens. Recebeu uma educação subordinada às tradições e às doutrinas da fé hebraica e, embora fosse filho de um fariseu, At 23, tornou-se um cidadão romano. Pelos seus dizeres na epístola aos filipenses 3. 4-7, aparentemente ocupava posição de grande influência que lhe dava margem para conseguir lucros e grandes honras. Tornou-se membro do concílio, At 26. 10, e logo depois recebeu a comissão do sumo sacerdote para perseguir os cristãos, 9. 1, 2; 22. 5. Apareceu no cenário da história cristã, como presidente da execução do diácono Estêvão (¹)o protomártir do Cristianismo, a cujos pés as testemunhas depuseram suas vestimentas At 7. 58. Na Bíblia aparece então no 7º capítulo do livro Atos dos Apóstolos, guardando as vestes do diácono, que foi apedrejado, concordando, portanto, com a condenação. Depois disso, empreendeu forte perseguição aos cristãos. Na sua posição odiava a nova seita, não só desprezando o crucificado Messias, como considerava os seus discípulos um elemento perigoso, tanto para a religião como para o Estado. Este seu ódio mortal contra os discípulos de Jesus durou até ao momento da sua conversão, que aparece no 9º capítulo. Foi no caminho de Damasco que se deu a sua repentina conversão (30). Ele e seus companheiros viajavam pelos desertos da Galiléia e quando, ao meio-dia, o sol ardente estava no seu zênite, At 26. 13, repentinamente uma luz vinda do céu, mais brilhante que a luz do sol caiu sobre eles, derrubando-os. Todos se ergueram, mas ele continuou prostrado por terra. Ouviu-se então uma voz que dizia em língua hebraica: "Saulo, Saulo, porque me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra o aguilhão (²)". Respondeu ele então: "Quem és tu Senhor?" E veio a resposta: "Eu sou Jesus a quem tu persegues. Levanta-te e vai à cidade e aí se te dirá o que te convém fazer". Os companheiros que o seguiam ouviam a voz sem nada ver, nem entender. Ofuscado pelo intenso clarão da luz, foi conduzido pela mão dos companheiros. Entrou em Damasco e hospedou-se na casa de Judas, onde permaneceu três dias sem ver, sem comer e nem beber, orando e meditando sobre a revelação divina. Guiado pelo Senhor, o judeu convertido Ananias, foi visitar-lhe e ao se encontrar com o grande perseguidor, recebeu a confissão da sua nova fé. Certo de sua conversão Ananias impôs-lhe as mãos, fê-lo recobrar a visão e o batizou. Batizado, foi para o deserto da Arábia, onde orou e fez penitência por três anos. A partir de então, com a juventude e a energia que o caracterizava, e para grande espanto dos judeus, começou a pregar nas sinagogas que Jesus era o Cristo, Filho de Deus vivo, 9 10-22.  Regressou à Jerusalém, onde sofreu a desconfiança dos que não acreditavam na sua repentina conversão e instalou-se em Antióquia, na Síria, de onde fez três grandes viagens missionárias, ao longo de 25 anos. Pregou na Ásia Menor, Grécia e Jerusalém, até ser preso em Cesaréia (61). Levado para Roma, permaneceu dois anos sob custódia militar, gozando de relativa liberdade, suficiente para receber os cristãos e converter os pagãos. Durante esse período escreveu as cartas aos Filipenses, aos Colossenses, aos Efésios e a Filêmon. Inocentado (63) passou pela Espanha, visitou suas comunidades no Oriente, onde foi preso e novamente levado para Roma (67) sob a acusação de seguir uma religião ilegal. São desse último período as duas cartas a Timóteo e a carta a Tito. Por ordem de Nero desta vez não teve perdão e foi condenado à morte, mas por ser um cidadão romano não deve ter sido crucificado e, sim, decapitado. Além de alguns discursos a ele atribuídos, mencionados nos Atos dos Apóstolos, deixou 14 cartas dirigidas a várias comunidades convertidas e a amigos. Nas cartas que escreveu às comunidades que fundou, mostrou-se o grande teólogo empenhado em elaborar uma síntese do mistério cristão que atravessasse os tempos. esses documentos caracterizam-se por conterem valiosas regras de vida completamente atemporais, que jamais perderão seu significado se praticados para garantirem a harmonia em qualquer sociedade, em qualquer época. Também em seus ensinamentos observa-se o esclarecimento da distinção entre judaísmo e cristianismo e a difusão deste último no mundo grego. É celebrado nos dias 25 de janeiro, tradicionalmente o dia da sua conversão, e 29 de junho, o dia de sua morte. Não era apóstolo oficialmente, mas foi considerado o apóstolo do gentios por causa da sua grande obra missionário nos países gentílicos. Ele dizia de si mesmo: "Eu trabalhei mais que todos os apóstolos... e ai de mim se não evangelizar!", mas também dizia: "Eu sou o menor dos apóstolos... não sou digno de ser assim chamado". (¹) Santo Estêvão, considerado o protomártir, nascido e morto em Jerusalém (35), judeu convertido, foi um dos sete diáconos eleitos pela comunidade cristã de Jerusalém para presidir ao serviço das mesas (At 6,5-11; 7,54-60). Despertando a antipatia dos judeus helenistas, enciumados do sucesso com que exercia o seu ministério, foi acusado de ter blasfemado contra Deus, a religião e o Templo. Conduzido ao Sinédrio, foi condenado à lapidação. Saulo, o futuro apóstolo Paulo, presenciou o martírio. As relíquias de Estêvão, descobertas em Constantinopla  (415), foram transportadas para Veneza (1110). (²) A frase "Dura coisa é recalcitrares contra o aguilhão", não quer dizer que ele agia contra a sua vontade, ou que já reconhecia a verdade do Cristianismo, e sim, quer dizer antes que era insensatez resistir aos propósitos divinos.

 

 

Santa Ceia

 

 

Última Ceia, reprodução da tela de por Leonardo da Vinci exposta no
refeitório do Mosteiro da Nossa Senhora da Graça, em Milão, Itália.
Da esquerda para a direita, segundo o autor, tem-se:
Bartolomeu, Tiago e André;
Judas (mais a frente), Pedro e João;
Cristo, ao Centro;
Tomé, Tiago (o Jovem) e Filipe;
Mateus, Tadeu e Simão

 

 

 

Estudo realizado por Pr.Rogério Costa

Caxias do Sul – 07/10/13

 

 

 

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Projeto Plantar

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