Jejum e Oraçao

 

 

Jejuns sem resultados

 

 

Não deixe que seu propósito com Deus se torne algo mecânico
O jejum pode ser utilizado para diversas finalidades. Aumentar a comunhão com o Espírito Santo, alcançar uma benção que aparentemente parece difícil, conseguir uma cura impossível são algumas possibilidades. Mas o que acontece quando o jejum perde seu verdadeiro sentido e se transforma em algo mecânico? Será que vale à pena jejuar apenas para possuir um sentimento de dever cumprido ou mostrar para os seus irmãos em Cristo?Que o jejum foi praticado por vários personagens bíblicos e pelo próprio Jesus Cristo você já sabe, mas talvez o que seja novidade é que existem alguns tipos de abstenção de alimentos que não trazem benefício ou resultado algum.No livro “O Santo Jejum” escrito pelo bispo Célio Lopes, mostra alguns desses jejuns que não surtem afeitos. Veja abaixo alguns desses casos citados na obra:

Jejum religioso:
“Este é o tipo de ‘jejum obrigatório’, sendo realizado sempre nos mesmos dias e horários durante anos. Não traz resultados e funciona apenas como um sentimento de dever cumprido, muitas vezes feito para que outras pessoas vejam.”

Jejum desequilibrado:
“Na intenção de agradar a Deus, muitas pessoas pensam que serão abençoadas pelo muito jejuar. Mas o jejum precisa ter equilíbrio para surtir o efeito desejado. É necessário que se tenha mais qualidade que quantidade, ou seja, é melhor que se jejue pouco e permaneça em espírito que jejuar muito e estar fora do espírito.”

Jejum mal-intencionado:
“Não basta apenas jejuar; é necessário que a pessoa seja sincera quanto às intenções de seu coração. Se o motivo pelo qual ela jejua beneficiará a si mesma ou a terceiros, a intenção não é má; entretanto, há pessoas que jejuam para ver o mal de outras através da perda e do sofrimento.”

Jejum egoísta:
“Esse tipo de jejum egoísta faz com que a pessoa não consiga enxergar o sofrimento de outras que estão ao seu redor. Se preocupam somente com as próprias dificuldades e com seus problemas familiares, mas se esquecem de outros que estão sofrendo e que também necessitam de ajuda espiritual.”
“Na hora do sacrifício da tarde, levantei-me da minha humilhação, com as vestes e o manto já rasgados, me pus de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus.”       Esdras 9.5

 

 

·ESMOLA, ORAÇÃO E JEJUM    MATEUS 6:1,34

 

 

1 GUARDAI-VOS de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.

2 Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

3 Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;

4 Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.

5 E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

6 Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.

7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.

8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.

9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

10 Venha o teu reino, seja feita a tua vont»

ade, assim na terra como no céu;

11 O pão nosso de cada dia nos dá hoje;

12 E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

13 E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;

15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.

16 E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,

18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.

·OS TESOUROS NO CÉU

19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;

20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

22 A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;

23 Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!

24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.

·OS CUIDADOS E INQUIETAÇÕES

25 Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

26 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

28 E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;

29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

32 (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

 

 

O Jejum Cotidiano

 

 

Estudo 1 – Conceitos   Esdras 8:21

Dias virão em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias,  sim hão de jejuar – Lc 5:35

Introdução

O jejum é um hábito comum na vida dos homens desde há muito tempo, mas para muita gente hoje ele não passa de um cuidado requerido pelos médicos para diversos procedimentos clínicos ou cirúrgicos.

Porém longe da terapia que visa a saúde carnal como único objetivo, o jejum bíblico visa, como que ao contrário, pôr a carne a perder em sua disputa diária com o espírito na vida cotidiana cristã.

Nesta oportunidade conceituaremos o jejum bíblico, mas nos concentraremos em seu tipo mais abrangente – o jejum cotidiano.

I – A Motivação do Jejum

O que leva uma pessoa a jejuar? Em Mt 9:15 encontramos Jesus dizendo que quando ele estivesse fisicamente ausente seus discípulos passariam a jejuar. Por quê? Veremos nessa oportunidade que com o mestre ausente, mas com o auxilio do Espírito Santo, o jejum é uma das ferramentas primordiais para nos preservarmos  no caminho de Deus, sendo este o seu principal objetivo.

II – A Disputa Carne x Espírito

A Palavra de Deus revela que em relação à vida que Ele deseja que tenhamos, podemos ocupar duas posições: uma em que os desejos e paixões carnais são prioritários, rotulada como “ na carne” e outra onde as preferências de Deus são desejadas e buscadas, intitulada como “em espírito”.

Estes dois estados se contrapõe de tal modo que o sucesso de um é inversamente proporcional à derrota do outro (E1), como num verdadeiro “cabo de guerra” espiritual (Gl 5:17).

III – A Santificação

Dessa forma é que a base da santificação se firma no fortalecimento do espirito através da humilhação ou quebrantamento da carne, o que implica diretamente na privação, temporária ou permanente, de algum ou alguns dos seus maiores prazeres.

O jejum alimentar, por exemplo, priva a carne de dois dos seus maiores deleites: o comer e o beber bem.

O jejum cotidiano por sua vez priva a carne em sua inclinação diária e natural ao pecado, agindo como uma balança, regulando seus impulsos em todas as esferas da vida humana.

Esse controle traz , na pessoa que o observa, uma espécie de diferenciação frente aqueles que não vivem debaixo do temor a Deus e estão sob o controle de suas paixões e concupiscências.

Essa diferença é a santificação.

IV – O Objetivo do Jejum

O objetivo do jejum é a elevação da sensibilidade espiritual. Se alguém buscar quebrantar a carne, pura e simplesmente e sem este objetivo, acabará com um ofensivo título de masoquista. O jejum portanto tem sua ótica à partir dos valores espirituais e não dos carnais.

V - A Intensidade do Jejum

O jejum e a santificação, tal qual a salvação, são de responsabilidade particular de cada pessoa. Ainda que sejam estimulados e promovidos pela igreja, cada cristão deve assumi-los para si individualmente.

Assim, um dos cuidados individuais quanto ao jejum é a sua intensidade. Cada cristão deve examinar-se e cumprir o caminho da santificação com inteligência, dimensionando seu jejum de acordo com suas características pessoais.

Usando o jejum alimentar como exemplo, podemos dizer que enquanto para alguns três horas de abstinência alimentar possam ser suficientes para subjugar a carne e abrir o caminho da oração até ao altar de Deus, para outros entretanto isso não passaria de uma pequena pausa alimentar.

No jejum cotidiano, que abrange todos os aspectos da nossa vida material, temos igualmente a tarefa de medir nossa fé e nossa incredulidade, bem como nossa santidade frente a nossa iniquidade para podermos dimensionar um jejum que consiga implantar ou manter nossa sensibilidade às coisas de Deus.

Cada um sabe de sua fraqueza pessoal, portanto nunca deve, quanto a este jejum, fazer ou deixar de fazer algo simplesmente porque outra pessoa o faz (Jo 21:19-22). Como já dissemos somos indivíduos com características físicas e espirituais diferentes em seus detalhes, e como acontece na carne, quando um remédio que fez um bem incalculável para alguém pode se transformar num veneno para você, também pode acontecer no espírito, que um tipo de fala, ou de postura, ou de comportamento, ou de uma moda, ou o viver no limite entre a moralidade e a carnalidade - coisas que talvez não tenham derrubado alguém que você conheça AINDA, possam entretanto ser um veneno mortífero e fulminante para você!

Assim, dimensione seus graus de participação ou abstinência, de envolvimento ou afastamento, de aprovação ou reprovação, de recomendação ou repulsa para todos os fatores da vida humana, sempre visando que o resultado final seja sinônimo de uma identidade cristã legítima, lembrando sempre que a diferença entre o sim e o não vem marcando a vida do ser humano desde sua Criação e continuará sendo assim até o fim de todas as coisas, quando também determinará seu ingresso ou sua recusa para o Reino de Deus (Mt 25:46). Jejuar é dizer “não!” à concupiscência da carne.

Cada cristão deve porém, buscar em sua igreja local seus padrões de ensino para essas coisas, pois existem os extremismos da libertinagem e da alienação social, ambos condenáveis pela Palavra, pois enquanto o primeiro coloca o santo e o profano lado a lado, o segundo extirpa o cristão do meio dos homens de modo que, não tendo seus costumes tolerados por eles, não possa pregar-lhes o evangelho.

 

VI – A Época do Jejum

Apesar de termos o dever de jejuar e orar sempre, no jejum alimentar há épocas em que jejuamos e oramos mais que em outras. Quanto ao jejum cotidiano podemos afirmar que sua prática deve ser diária e vitalícia, ou seja, devemos jejuar sempre e por toda a vida.

VII - Jejum e Renúncia

Nenhum cristão deve temer a renúncia - ele teve de renunciar o mundo, o seu deus e a vida de pecado que vinha levando para ingressar na carreira da fé.

 A vida cristã sem renúncia, que não passa de apostasia, é a mais covarde de todas as religiões, pois faz seus seguidores pensarem estar seguindo para o céu mesmo estando em prostituição, lascívia, impureza de coração e lábios, obscenidade bucal e corporal, vícios e autolatria.

A renúncia é justamente a parte do quebrantamento carnal, a qual legitima o viver em Espírito (Gl 5:16; Rm 13:14), e se ela não existir, também não existirá a santificação, e consequentemente também não existirá a salvação: "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" Hb 12:14.

Portanto, não existe jejum nem santificação onde não existe alguma renúncia!

 

VIII - Por quê Jejum Cotidiano?

Chamamos de cotidiano o jejum praticado por todos aqueles que temem ao Senhor em todo o mundo, pelo qual se guardam para o Reino, regulando sua participação nas coisas desse mundo de modo a poder viver entre os homens sem contudo perder sua salvação e eleição em Cristo.

Aqueles que seguem no Caminho sabem que não podem falar tudo como fala o homem ímpio, que não podem fazer tudo como faz o homem ímpio, e que não podem adotar todos os modismos ou tendências dele sem que antes passem pelo fogo da santificação.

Chamamos de jejum porque se trata de uma postura espiritual e porque se atentarmos para nossa tendência carnal verificaremos que por nossa carne esse jejum não é mais que "um exagero que nos priva das coisas mais agradáveis dessa vida", privação essa que, embora não represente uma ameaça real à vida material, traz um efeito de contenção e quebrantamento de nossa carne, o que é altamente proveitoso à saúde de nossa fé.

 

I - A Situação da Raça Humana

Quando Deus criou o homem, o fez limpo, íntegro e senhor de uma inteligência e capacidade mental imensuráveis e de tal maneira formidáveis que o homem atual tem dificuldade em crer.

Com a queda porém, veio-lhe a limitação e a fadiga física e espiritual. Contudo o Senhor prometeu resgatá-lo dessa situação através do Messias filho de mulher.

À partir de então, estabeleceu-se o grande diferencial que dividiu a humanidade em duas partes – a dos que ouvem e a dos que não ouvem a Palavra de Deus (Ml 3:18; 4:1,2; Mt 7:24-27).

Vindo o Messias então, a raça humana recebeu outra promessa - que Ele escolheria entre todos os muitos chamados aqueles que o recebessem e observassem a Palavra de Deus.

 

II - O que diz a Palavra

Aquele que ouve e examina a Palavra desperta e mantém sua fé, pois tem nela a revelação de Deus que desnuda as formosuras do mundo expondo seus bastidores de trevas e maldição.

Por essa revelação os que servem a Deus conseguem ver os resultados diabólicos de perdição e morte espiritual que o estilo de vida mundano frutifica aos seus seguidores.

Dessa forma, os servos de Deus não são seduzidos pelas fachadas e propagandas de alta tecnologia, enfeitadas com mulheres e homens bonitos, cores e músicas sedutoras cuja tarefa não é outra senão a de promover a autolatria pela sensualidade ou pela emoção carnal.

 

III - De Olho nos Bastidores

O mundo é, em certo aspecto, como um grande teatro em cujo palco só se expõe os encantos da raça humana, seja mostrando suas habilidades, seja protestando pela "injustiça" das limitações impostas a uma "raça tão bela". Mas a maior semelhança está mesmo nos bastidores, onde se argumenta o que está sendo apresentado, e onde invariavelmente está o diretor.

O diretor é o homem que conhece "a moral da estória" do que está sendo apresentado, ele conhece o que está além da música de fundo, da capacidade dos atores, do requinte e da ornamentação do palco - ele conhece a verdadeira intenção da peça! Não importa qual seja a estória.

Quem é o diretor desse grande teatro chamado mundo, onde a maioria finge ser feliz e a outra parte finge que acredita? Onde todo mundo elogia e dá sua nota de aprovação às fantasias, às músicas, às coreografias e artistas, como ocorre com o carnaval, e finge não saber da verdadeira intenção de provocar birrenta e arrogantemente o cumprimento de Mt 7:23, Rm 1:21-32, 1Tm 4:1-3, 2Tm 3:1-9, e Ap 22:15?

O cristão verdadeiro é uma pessoa que se propôs a vencer e não permitirá que nada o desvirtue dessa empreitada. Para tanto, está de olho, não no palco dos encantos mas no diretor, na moral das estórias e no que acontece nos bastidores do grande teatro.

O cristão sabe que como se atribuiu a grandes diretores de cinema os títulos de mestre, como o do mestre do suspense e o do mestre dos efeitos especiais, o diretor do "grande teatro" acumula os títulos de mestre da rebelião (Is 14:13-15), mestre da mentira (Jo 8:44) e mestre da acusação (Ap 12:10) dentre outros

 

IV - A Repulsa

Diante de um quadro tão sinistro, como um cristão autêntico poderia ser um "consumidor comum" dentre os homens? Como poderia se entregar à malícia, à sensualidade desregrada (incontinência) e aos negócios ilícitos, como se nada estivesse acontecendo?

Como poderia conviver com colegas de trabalho, de colégio ou de vizinhança, ou ainda com seus parentes, na mais completa igualdade, sabendo pela revelação da Palavra que todos os que praticam ou consentem com a iniquidade estão condenados?

Como não sentir nojo de uma etiqueta ou de uma grife patrocinada ou produzida por um homossexual ou uma ninfeta sexual, sabendo da intenção que eles têm de alastrar suas "preferências sexuais"? Como não sentir nojo de piadas e palavras de baixo calão?

É impossível para um cristão que ame a Deus e que se compadeça da situação da humanidade se associar, promover, consumir ou patrocinar coisas que ele sabe que serão argumentos da condenação de amigos e parentes ímpios, dentre os quais talvez estejam até seus pais.

 

V - A Lista dos Condenados

Estamos usando uma palavra forte, porém objetiva aqui. Apenas a lista de passagens mencionadas no item 3 acima (dentre muitas outras) totalizam 63 acusações contra a raça humana caída, as quais denunciam com precisão o caráter daqueles que não temem a Deus e vivem ao sabor dos caprichos de sua inclinação carnal, os quais por fim enfrentarão Seu juízo. Seria interessante a leitura dessas passagens agora, para se comprovar o que estamos declarando aqui.

 

VI - Isso é Jejum?

Chamamos de jejum a postura de abstinência social dos cristãos justamente porque sabemos que o mundo está entregue a seus próprios sentimentos e às determinações e inclinações do corpo (Fp 3:19; Rm 1:24), o que é exatamente a "contra mão" para o Reino de Deus: "Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne" Gl 5:16. Além disso todos sabemos, e temos de confessar, que dentro de nós ainda está a natureza humana, sob controle e subjugada pelo nosso desejo de buscar agradar a Deus, a qual se tivéssemos permissão d'Ele, não se pouparia de nenhum dos deleites que o mundo oferece.  Por essa razão é que concluímos estarmos em jejum quando dizemos não aos manjares mundanos, nos santificando para Deus ao mesmo tempo que passamos uma mensagem de repulsa e protesto.

 

VII – Esse Jejum é Mesmo Necessário?

Todo jejum é necessário, tanto quanto o é a santificação. Mas o jejum cotidiano pode esbarrar na concepção de alguns cristãos, especialmente aqueles que pregam um evangelho de portas largas e de grandes multidões, numa “teologia” que tem feito parecer a quem observa que a distância entre o santo e o profano não é tão grande, ou mesmo que não existe. Nestes termos, o intento de facilitar o caminho para os que estão de fora pode ter um efeito contrário – qualquer ímpio que meditar um pouco acabará concluindo que se aqueles que se dizem salvos por Cristo são pessoas semelhantes a ele, inclusive nos costumes, hábitos, comportamento e até na linguagem, então ele é tão salvo quanto eles, e ir à igreja não seria mais que uma simples opção. Desse modo, sabendo que o ser humano sempre escolhe o caminho mais fácil de trilhar, concluímos que muitos ímpios escolherão ficar onde estão, e ainda que outros tantos venham a alguma igreja, especialmente as que possuem aquele perfil de trabalho, não passarão de frequentadores itinerantes, ou seja, inconstantes e sem rocha em suas bases – namorando o evangelho mas permanecendo casados com o mundo. Por isso cremos que nossa posição deve ser como a de Ló (2Pe 2:6-8), pois habitando numa cidade que causava náuseas em Deus, contudo guardou sua fé n´Ele ao ponto de ter merecido Sua atenção e conquistado sua salvação.

Introdução

Outro aspecto importante que estudaremos quanto ao jejum cotidiano revela que o Senhor tem grande expectativa em que todos os seus servos o pratiquem.  Em meio a uma sociedade sem Deus e cujo fim não será bom, Ele espera que os seus tenham um viver que exponha de forma perceptível ao perdidos um sinal que lhes indique o único caminho.

 

 

 

I – Desde os Primórdios

Desde muito cedo, de fato imediatamente após a queda do homem, Deus já lhe expunha a promessa daquele que o libertaria de suas amarras. Desde aquela época, conforme o registro bíblico, vemos que o Senhor deixou claro que tem suas preferências estritamente ligadas a seu caráter e à sua palavra, como quando rejeitou o sacrifício de Caim e lhe expôs os seus motivos (Gn 4:6-7 a).

Além desse episódio, em incontáveis passagens do VT e do NT vemos o Senhor insistindo com o homem para que busque compreender Sua vontade.

 

II – A Intensidade da Expectativa de Deus

A profundidade da expectativa de Deus não é algo que necessite ser buscado nas entrelinhas do texto sagrado para ser percebido, ela se manifesta claramente em passagens como: “Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.” (Lv 20:7;11:44), a qual, se tomarmos dentre tantas para examinar, veremos que como as outras, seu cumprimento em nossas vidas só é possível mediante uma grande intervenção divina.

Perceba como chegamos a um ponto importante aqui. A expectativa de Deus não é simplesmente a de conceder-nos algo que possamos chamar de “nosso lado bom”, Ele não quer simplesmente acrescentar mais uma “peça à nossa cristaleira”, mas anseia muito que cada um de nós chegue ao ponto em que possamos dizer verdadeiramente: “não mais vivo, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

 

III – Barreira do Dia a Dia

Contudo hoje em dia, época em que o progresso da ciência nos trouxe uma longa série de confortos e regalias domésticas, temos visto uma espécie de “efeito colateral” que tem empalidecido a vida cristã real na vida de muitos. Tais benefícios somados às recentes quedas das ditaduras mundiais ante a expansão da democracia tem feito com que a sociedade, incluindo muitos cristãos modernos, instintivamente  remeta qualquer comportamento restritivo à classe das coisas do passado, que os homens devem esquecer.

Desse modo é que algo tão legitimamente material como o avanço da democracia, que parece tão irrestritamente benéfico pode conter uma cilada espiritual para a humanidade, pois sua filosofia, que prega o caminho da maioria, encontra nas coisas espirituais uma amarga realidade: foi o próprio Cristo quem afirmou que a democracia, quanto às coisas espirituais, aponta para a porta larga (Mt 7:13). Isso não indica que somos contra a democracia, mas que sua euforia consumista pode nos fazer errar no reconhecimento e na atribuição das “coisas de César” ante as coisas de Deus e vice versa, é um fato.

O que queremos demonstrar aqui é como o jejum cotidiano pode ser “naturalmente” enquadrado por alguns como uma espécie de comportamento restritivo praticado por “fanáticos religiosos que protestam contra os sistemas humanos”. É evidente que estamos realçando a realidade com palavras mais fortes aqui, mas na verdade, na vida real o ofuscamento da necessidade de santificação existe e é mesmo ameaçador, mas ocorre de forma mais “doce”, porém sutil e sorrateiramente.

Como já meditamos, a falta do jejum cotidiano embota os sentidos, levando muitos cristãos a não conseguirem mais discernir com clareza o santo do profano, de modo que se não vigiarem poderão muito  facilmente chegar ao estado do rei Saul, o qual já atordoado pela leviandade de seu coração não apenas deixou de aniquilar completamente a iniquidade, mas poupando-a intentou usar de suas sobras para sacrificar a Deus (1 Sm 15).

Mas se o caminho da maioria não agrada a Deus (Jr 10:2 a), como compreender sua vontade? Em certo aspecto a resposta pode ser a de fazer o que a maioria não faz! Quantas pessoas aparecem nos jornais, revistas e televisão testemunhando uma vida de consagração e santidade e consequentes vitórias? São a maioria?

 

IV – O Vaso antes do Oleiro

Outro desafio à santificação está em Romanos 1:25 onde temos a profecia de que ao final dos tempos os homens adorariam a criatura antes do Criador. Essa passagem reforça o que acabamos de meditar acima. Uma sociedade amante de si mesma cultiva no cotidiano de seus cidadãos um forte sentimento de auto exaltação, ao ponto de beirar ou atingir a autolatria.

Hoje em dia o excesso de valorização da espécie humana degenerada tem ocultado sua decadência com tanta perfeição que muitos já não conseguem crer nela e ao ponto de “reconhecerem” as prostitutas como classe laboriosa, os homossexuais como simples optantes e o sexo desregrado como uma necessidade fisiológica!

 Esse quadro nefasto comprova os efeitos destrutivos de quem se afasta de Deus e esquece os Seus caminhos, se entregando às paixões infames.

Mas como a escuridão realça a luz, tal situação realça a necessidade da abstinência cristã ao desvario mundano, conseguida pela guarda do que chamamos de jejum cotidiano.

 

V – Quem pratica esse jejum tem força para resistir ao mundo?

A resposta é um estrondoso "Sim!". De fato, apenas quem o pratica tem força para discernir e resistir ao mundanismo.

O jejum cotidiano não é uma reação ou atitude que temos em situações que enfrentamos de vez em quando, a palavra cotidiano significa do dia a dia ou, de todo dia. Enquanto o mundo continua se apartando das coisas de Deus, o cristão está procurando dia após dia preservar seu compromisso com Ele, evitando se contaminar e consequentemente ter as portas da graça fechadas às suas orações.

As palavras de Tiago em sua epístola aos cristãos diz : "Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós". (Tg 4:7), deixando claro que a capacitação do crente resulta de sua sujeição a Deus.

 

VI – Sujeição a Deus

A palavra sujeição significa submissão. Quando alguém se sujeita a outro, com certeza é porque reconheceu nele sua superioridade ou alguma dependência de algo que ele possua.

Quando observamos a complexidade da Criação, a qual desafia os mais modernos conceitos científicos (E1), não temos dúvida sobre a quem devemos nos sujeitar, pois vemos que mesmo na ciência moderna os pontos críticos são explicados com teorias que deixam clara a rebeldia humana.

Sujeitar-se então a Deus é resultado da conclusão de que Ele é o mais poderoso e de compreender porque os homens se embaraçam tanto para tentar explicar cientificamente aquilo que Ele criou. Ora, quem entenderia mais de um relógio – uma pessoa que o tenha usado por muitos anos, ou o relojoeiro que o construiu?

E além de tudo o que já expomos, caberá aqui outra pergunta, dessa vez extraída diretamente do texto sagrado:  “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Mq 6:8). Este verso testemunha contra a indisposição humana, pois comprova que as expectativas de Deus para com seus servos se baseiam em deveres que estão dentro de suas possibilidades, não havendo motivos reais para que não busquem satisfazê-las. Guardar o jejum cotidiano não é nenhuma tortura ou crueldade, mas uma continência branda (Mt 11:29), acessível e necessária (E2).

 

Conclusão

Poderíamos ocupar muitas páginas argumentando ansiosamente sobre as expectativas de Deus, mas o que meditamos até aqui é suficiente para compreendermos a grande necessidade de vivermos entre os homens sem perdermos nossa identidade, a qual classifica e une o povo de Deus, ao mesmo tempo em que sinaliza aos perdidos a direção para o único Caminho.

 

 

Jejum é abstinência de alimento durante algum tempo.

 

 

Há diferença entre:

JEJUM RITUAL: praticado regularmente, com objetivos ritualísticos, característica da lei e prática judaica e de outras religiões: Lv 16.29-31.

JEJUM ESPONTÂNEO: sempre acompanhado de orações, tendo somente objetivos especiais. É sempre secreto: Mt 6.18. Na Bíblia, o jejum espontâneo tem os seguintes objetivos:

1) honrar a Deus: Is 58.3-7, Mt 6.18

2) humilhar-se perante os juízos divinos: Sl 35.13, 2 Sm 12.16, Ne 9.1-3, Jl 2.12

3) como período de preparação para as batalhas espirituais: Mt 4.1-3, 17.21.



CARACTERÍSTICAS DO JEJUM BÍBLICO ESPONTÂNEO:

1) Quebrantamento: Sl 69.10, Ne 9.1

2) Reservado e secreto: Mt 6.18

3) Com um (ou mais) dos 3 objetivos: honrar a Deus, humilhar-se e preparar-se

4) Sempre acompanhado de orações: Sl 35.13, At 13.3



QUAL O PERÍODO DO JEJUM ?

Indeterminado, podendo ser por um pequeno período. O que importa não é sua extensão, mas suas características bíblicas. Exemplo: Dn 9.3-19.

 



PORQUE O JEJUM É SECRETO ?

 

 

Para evitar qualquer orgulho e hipocrisia. O fariseu deu mau exemplo, ao declara em público seu jejum: Lc 18.9-14.



PODE-SE BEBER DURANTE O JEJUM ?

 

 

É necessário, para evitar desidratação. A maioria dos jejuns bíblicos era somente de alimento. O jejum de Jesus no deserto foi somente de alimento: Mt 4.2 (“teve fome”, não se menciona a sede).



O JEJUM É SÓ DE ALIMENTO ?

 

 

Não. Recomenda se abster-se de televisão, relações conjugais e outras distrações.

É preferível um pequeno período de jejum completo do que um grande período cheio de “atividades”, sem alimentação.

 

 

TODO CRISTÃO DEVE FAZER JEJUM ?

 



Não. Somente aqueles que tiverem condições físicas para isto. Jejuar não é obrigação, mas um recurso espiritual. Observe que Jesus não jejuava sempre: Mt 9.14-15, Lc 5.33-35.

 

 

JEJUM

 

 

O jejum é abstinência voluntaria de alimentos por um certo período. Na Bíblia há exemplo de jejuns que duraram horas, até jejuns que dururam 40 dias.  Na igreja primitiva, na época dos apósotolos, os jejuns eram comuns como prática espiritual por parte dos cristãos, era uma consagração do corpo a Deus, onde durante o tempo que se está jejuando, renuncia-se até o que é essencial ao corpo para apresentá-lo a Deus como sacrifício vivo.  O livro do DIDAQUÊ, uma espécie de manual dos cristãos do primeiro século da era cristã, os seguidores de Jesus eram orientados para jejuarem as terças e sextas (didaquê, capítulo 8 versiculo 1).


(ASSIM NÃO VALE....)
Em duas ocasião especial Jesus falou sobre o jejum: Mateus 6.16-18
E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,
Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente

Quando Jesus disse que o jejum feito discretamente seria melhor aceito por Deus, do que a forma escandalosa dos judeus jejuarem na época de Jesus que procuravam atrair aatenção dos outros, como um espetáculo de religiosidade. Marcos 2.18-20.
" Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos?
E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar;
Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias."

O Nosso Salvador também disse que após a sua partida deste mundo, os seus seguidores iriam sentir a necessidade espiritual de jejuar como faziam os discípulos de João Batista.

 

 

O Diabo tentando Jesus após 40 dias que o Mestre ficou em jejum

 


Mesmo sendo um hábito tão comum aos judeus, cristãos e muçulmanos parece que alguns escribas tentaram por conta própria inserir a palavra "jejum" em alguns manuscritos para poder enfatizar mais a necessidade de Jejuar, pois os manuscritos mais antigos da qual a Bíblia foi traduzido não consta a palavra jejuar nos seguintes versículos:judeus jejuando em uma sinagogaMARCOS 9.29
E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração (e jejum).ATOS 10.30
E disse Cornélio: Há quatro dias estava (eu em jejum )até esta hora, orando em minha casa à hora nonaI CORINTIOS 7.5.  Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes (ao jejum e) à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.MATEUS 17.21.  Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração (e pelo jejum).  O rabino Henri Sobel faz a última refeição antes do início da cerimônia do Yom Kippur, o Dia do Perdão (Foto: Carolina Iskandarian/G1).  Nos dias de Jesus os judeus que serviam a Deus como Ana, servia a Deus com Jejum, Lucas 2.37.


E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia.
Lucas 18.12 mostra que os judeus tinham o hábito de jejuar duas vezes por semana que era as segundas e quintas.


Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo
Através do profeta Isaías Deus advertiu o povo que jejuar, sem a prática do bem, não iria agradá-lo. Além do jejum, a prática da justiça e da caridade chega a ser mais importante como diz o texto em Isaias 58.3-7.


Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho.   Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto.  Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao SENHOR?   Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?   Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?  Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.  O jejum deve ser acompanhado da caridade.

 


EFEITOS FISIOLÓGICOS DO JEJUM

 


Quando se pratica o jejum por longos períodos o organismo reclama alimento até o terceiro dia, após este período de aproximadamente 72 horas, a sensação de fome passa e o organismo começa a consumir reservas de gordura do corpo. Esta é a razão porque Jesus após jejuar 40 dias, só então após este período é que teve fome.MATEUS 4.2.


E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome
jejum de um dia ou dois é até aconselhável, porque serve como descanso do sistema digestivo, dando um descanso fisiológico e até serve para restaurar a saúde. É comum quando estamos doente perdermos o apetite, porque é uma maneira instintiva do organismo concentrar as forças e anticorpos para agirem contra os invasores do nosso corpo ( vírus, fungos e bactérias)
Sem ter que ficar concentrado no sistema digestivo, os anticorpos do nosso organismo, que são uma espécie de exército que defende o corpo, vão "matar" os inimigos que tentam debilitar nossa saúde.

O jejum é uma prática milenar, porém em desuso na igreja cristã contemporânea. O jejum está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, Jesus e muitos homens de Deus ao longo da história experimentaram os benefícios espirituais por intermédio do jejum. Os santos de Deus em todos os tempos e em todos os lugares não somente creram no jejum, como também o praticaram. Hoje, porém, são poucos os crentes que jejuam com regularidade e ainda há muitas dúvidas acerca da sua necessidade e de seu funcionamento.

O que é jejum? É a abstenção de alimento por um período definido para um propósito definido. O jejum não é apenas abstinência de alimento. Não é um regime para emagrecer. Ele deve ter propósitos espirituais claros. Jejum é fome de Deus, é saudade do céu. A Bíblia diz que comemos e bebemos para a glória de Deus e também jejuamos para a glória de Deus (1Co 10.31). Se comemos para a glória de Deus e jejuamos para a glória de Deus, qual é a diferença entre comer e jejuar? Quando jejuamos nos alimentamos do pão da terra, símbolo do Pão do céu; mas quando jejuamos não nos alimentamos do símbolo, mas da essência, ou seja, nos alimentamos do próprio Pão do céu. Jejuar é amar a realidade acima do emblema. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4; Jo 4.32). A comunhão com Deus deve ser a nossa mais urgente e apetitosa refeição. Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima dos seus dons.

O maior obstáculo para o jejum não são as coisas más, mas as coisas boas. Nem sempre nos afastamos de Deus por coisas pecaminosas em si mesmas. Os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos simples prazeres da terra, os deleites da vida (Lc 8.14; Mc 4.19). "Os prazeres desta vida" e "os desejos por outras coisas" não são um mal em si mesmos. Não são vícios. São dons de Deus. No entanto, todas elas podem tornar-se substitutos mortíferos do próprio Deus em nossa vida. Jesus disse que antes de sua volta as pessoas estarão vivendo desatentas como a geração que pereceu no dilúvio. E o que elas estavam fazendo? Comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento (Mt 24.37-39). Que mal há em comer e beber, casar e dar-se em casamento? Nenhum! Mas, quando nos deleitamos nas coisas boas e substituímos Deus pelas dádivas de Deus estamos em grande perigo. O jejum não é fome de coisas boas; o jejum é fome de Deus. O jejum não é fome de coisas que Deus dá; o jejum é fome do Deus doador. Nossa geração corre atrás das bênçãos de Deus em vez de buscar o Deus das bênçãos. Deus é melhor do que suas dádivas. O abençoador é melhor do que a bênção.

O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar a sua vontade (Is 58.1-12). Tampouco impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 6.16-18). Nem é para proclamar a nossa própria espiritualidade diante dos homens. Jejum significa amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é ter uma motivação errada. Jejum é fome do próprio Deus e não por aplausos humanos (Lc 18.12). É para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10.1-12), para suplicarmos a sua ajuda (2Cr 20.3; Ed 4.16) e para voltarmo-nos para Deus com todo o nosso coração (Jl 2.12,13). É para reconhecermos a nossa total dependência divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com poder divino, em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).

É tempo da igreja jejuar! É tempo da igreja voltar-se para Deus de todo o seu coração, com jejuns e com pranto. É tempo de buscar um reavivamento verdadeiro que traga fome de Deus em nossas entranhas, que traga anseio por um profundo despertamento da realidade de Deus em nossa igreja, em nossa cidade, em nossa nação!

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Quando vocês jejuarem, não tomem um ar triste como os hipócritas, que desfiguram o semblante para que os homens vejam que eles estão jejuando. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Vocês, porém, quando jejuarem, ungi a cabeça e lavai o rosto, afim de não mostrarem aos homens que estão jejuando, mas somente ao vosso Pai, que está em secreto; e vosso Pai, que vê em oculto, vos recompensará.” (Mateus, 6: 16 à 18).

Jejum não se trata da mera abstenção de alimentos. Algumas horas ou todo um dia ingerindo apenas líquidos é prática saudável que desintoxica o organismo, se bem orientada, mas não tem nada a ver com nossa edificação espiritual. Se fosse assim, multidões que estão abaixo da linha da pobreza, submetidas a um jejum permanente, não por opção, mas por carência, seriam criaturas santas. Pelo contrário, fome e agressividade, geralmente, dão-se as mãos. O jejum a que se refere Jesus é de ordem moral. Se quisermos nos renovar, é necessário combater nossas mazelas, cultivando a Virtude e o Bem.

Então, nos períodos de jejum é preciso seguir a recomendação de Jesus: erguer a cabeça, mantendo expressão serena, calando a própria dor, confiantes em Deus. E Ele, que tudo vê, encontrará em nós a posição ideal para que nos possa ajudar.

 

 

O jejum

 

O jejum é uma abstinência parcial ou total de alimentos e tem por finalidade afligir o corpo físico, a fim de se alcançar mais força para o corpo espiritual.Não é que o corpo físico precise ser castigado pura e simplesmente,mas quando há um jejum, o corpo espiritual fica mais desprendido e consequentemente , mais apto para buscar um contato íntimo e profundo com Deus, que é Espírito.

O jejum parcial é aquele em que a pessoa apenas faz abstinência de alimentos naturais . Foi o caso do próprio Jesus que, no deserto,durante quarenta dias e quarenta noites,não comeu absolutamente nada(Lucas 4.2).Muito embora a Bíblia não faça referência quanto a beber, consideramos que Ele tenha bebido água; caso contrário, certamente os evangelistas teriam feito referência. Esse jejum é parcial porque, apesar de se deixar de comer qualquer coisa, ingere-se água. O jejum é considerado parcial quando se satisfaz a carne o mínimo possível.

O jejum total é aquele em que a pessoa faz abstinência de tudo o que diz respeito ao seu corpo físico. É o caso de Moisés , que : “...esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.” ( Êxodo 34.28)

Para nós, ambos são eficazes quando são realizados com propósito, segundo a vontade de Deus.O jejum não tem valor algum se, durante a sua prática , a pessoa não estiver em espírito de oração e humilhação diante de Deus.O jejum deve ser feito com o objetivo de se chegar mais perto de Deus e , por isso mesmo, deve-se procurar ignorar o máximo possível as coisas terrenas.

O tempo e as ocasiões de observância ao jejum_ o tempo de jejum nunca deve se iniciar após qualquer refeição, mas no mínimo três horas após a última refeição.Por exemplo, se a pessoa quer fazer jejum de seis horas, deve considerar três horas depois da última refeição e, então, iniciar o jejum, ou fazer abstinência durante 9 horas seguidas, logo após a última refeição.

Este trecho do livro fala muito sobre os tipos de jejum e a atenção que devemos ter com alguns detalhes como o tempo e o espírito de oração que devemos manter durante o mesmo. O jejum é algo importante na vida dos cristãos, jejuamos para nos santificar, para vencermos um problema, para nos unir espiritualmente, enfim, a Bíblia nos apresenta várias ocasiões em que as pessoas jejuaram.Gosto muito de lembrar de Estér, que jejuou antes de ir ter com o rei Assuero e crendo, foi e deu tudo certo.

Propósito de hoje: Faça um jejum, escolha o horário melhor para você e jejue para sua santificação.Creia que ao fim desta semana você estará mais forte espiritualmente e abençoado por Deus.

 

 

Tu És Santo

 

 

Apesar de que a conexão entre oração e jejum não é descrita especificamente na Bíblia – nem é um comando – aparenta existir uma ligação entre os dois em todos os exemplos de oração e jejum que nos são registrados. No Velho Testamento, aparenta ser o caso que jejum e oração têm a ver com uma necessidade e dependência e / ou desamparo abjecto à face de calamidade atual ou antecipada. Oração e jejum são praticados juntos no Velho Testamento em tempos de luto, arrependimento e / ou grande necessidade espiritual.

A oração e jejum de Neemias como descrito no primeiro capítulo de seu livro originaram-se do seu grande sofrimento ao ouvir que Jerusalém tinha sido desolada. Seus muitos dias de oração foram caracterizados por lágrimas, jejum, confissão a favor de seu povo, e súplicas a Deus por misericórdia que ele sabia que o povo não merecia. Suas orações diante de Deus foram tão intensas e sinceras que era quase inconcebível que ele podia “tirar um intervalo” no meio de tais orações para comer e beber. A devastação que caiu sobre Jerusalém também levou Daniel a agir semelhantemente: “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (Daniel 9:3). Como Neemias, Daniel jejuou e orou para que Deus tivesse misericórdia sobre seu povo ao dizer: “temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos” (v.5).
Em vários casos, jejum era relacionado à oração suplicatória e intercessória. Davi orou e jejuou por causa de seu filho doente (2 Samuel 12:16), em prantos diante de Deus em intercessão ardente (v. 21-22). Ester pediu a Mordecai e aos judeus que jejuassem por ela enquanto se preparava para aparecer diante de seu marido e rei (Ester 4:16). Claramente, jejum e petição são, pelo menos nesse exemplo, a mesma coisa.
Há exemplos de oração e jejum no Novo Testamento que não estão ligados à arrependimento e confissão. A profetiza Ana “não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações” (Lucas 2:37). À idade de 84, sua oração e jejum faziam parte de seu serviço ao Senhor em Seu Templo enquanto aguardava o Salvador prometido de Israel. Também no Novo Testamento, a igreja de Antioquia estava jejuando como parte de seu louvor quando o Espírito Santo falou com eles sobre enviar Saulo e Barnabé ao trabalho do Senhor. Naquele momento, eles oraram e jejuavam, colocaram suas mãos sobre os dois homens e os enviou.

Então podemos ver que esses exemplos de oração e jejum são componentes de louvar ao Senhor e pedir por Seu favor.

Em nenhum lugar, no entanto, há uma indicação de que o Senhor vai ser mais inclininado a responder orações se forem acompanhadas de jejum. Na verdade, jejuar e orar aparentam indicar a sinceridade daqueles que estão orando e a natureza crítica das situações nas quais se encontram.

Uma coisa é clara: a teologia de jejum é uma teologia de prioridades na qual os crentes têm a oportunidade de se expressar em uma devoção intensa e por completo ao Senhor e às preocupações da vida espiritual.

Os seguidores de Cristo vão poder expressar essa devoção quando escolhem abster-se por um curto período de tempo das coisas boas e normais, tais como comida e bebida, para que possam então gozar de um tempo de comunhão com o Senhor sem nenhum interrompimento. “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus” (Hebreus 10:19), quer seja jejuando ou não, é uma das coisas maravilhosas que podemos experimentar em nossa caminhada espiritual e que é nossa em Cristo.

Oração e jejum não devem ser um fardo ou um tarefa, mas sim uma celebração consagrada da bondade de Deus e de Sua misericórdia para com Seus filhos.

 

 

O Jejum Bíblico

 

 

Por conta de tantas loucuras que tenho ouvido sobre Jejum (inclusive o "jejum em nome de Jesus"), separei este artigo que li e achei pertinente, vale a pena conferir. Eu o separei em 3 partes, para que não fique cansativo devido sua extensão.

 

 

ADVERTÊNCIAS SOBRE O JEJUM

 


Jejuar não salva.

 E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este [publicano] desceu justificado para sua casa, e não aquele [fariseu]; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” (Lc 18:9-14 ACF)

Nesta parábola, o Senhor Jesus Cristo ensina que a salvação não pode ser alcançada por obras religiosas e boas intenções. O auto-elogiado fariseu deixou o templo numa condição não salva diante de Deus. O publicano arrependido foi salvo por se humilhar e buscar a misericórdia de Deus. Cristo não está trazendo luz aqui sobre a importância de jejuar, mais do que Ele traz luz sobre a importância de dizimar. Mas nem jejuar, nem dizimar, nem outro dever religioso podem justificar um homem diante de um Deus santo.

Depois voltou e encontrou os três discípulos dormindo. Então disse a Pedro: – Será que vocês não podem vigiar comigo nem uma hora? - Mt 26.40

Quantas vezes você tirou uma hora somente para estar diante de Deus em oração? Para falar com Ele e ouvir sua voz? Quando Jesus tirou um tempo para orar com seus discípulos, ficou desapontado pois eles não conseguiram estar com Ele em oração nem por uma hora sequer. Jesus estava sempre em sintonia perfeita com o Pai, fazia somente o que Deus lhe falava. Todavia, mesmo estando nesta conexão 24h por dia, separava um tempo apenas para orar (Mc 1.35). Ele deixou claro para seus discípulos que eles não conseguiram fazer o mínimo. Era apenas uma hora! Sei que muitos têm dificuldade até de se concentrar apenas em uma oração, e pensando nisso, comecei a escrever hoje um roteiro do que você pode fazer em uma hora com Deus a sós ou com um grupo de discípulos como Jesus o fez. Espero que estas orientações te ajudem a ter um tempo de qualidade com Deus.

 

Declare a Palavra de Deus

 

 

Escolha um texto bíblico e ore declarando as verdades da Palavra de Deus. Orar a Palavra de Deus é gerar fé e vida no nosso interior. Precisamos orientar nossa oração com a Palavra de Deus (Jo 15.7). Se a Palavra de Deus diz que em Cristo somos mais que vencedores (Rm 8.37), declare isto com fé, traga as situações à mente e declare sobre elas: “eu sou mais que vencedor”. Declare com a sua boca, com intensidade, em alta voz! Você vai perceber que algo vai mudar em seu interior (Lc 21.33). As palavras de Jesus são Espírito e Vida (Jo 6.63).

Sugestões de alguns textos para orar: Sl 18; Sl 34; Sl 37; Sl 2; Sl 15; Sl 24; Sl 15; Sl 89; Rm 8; Ef 1, Is 43; Is 61; Is 60 (ore também as verdades de textos que Deus já falou com você).

 

 

Adore a Deus

 

 

Tire um tempo apenas para exaltar e reconhecer a Deus pelo que Ele é. Adoração é reconhecer a pessoa de Deus, reconhecer o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Experimente falar os nomes de Deus, tais como o Deus que cura (Ex 15.26; Sl 147.3), Deus que salva (Sl 18.2), Deus da sua provisão (Gn 22.14), a sua bandeira (Ex 17.15), a sua rocha (Sl 18.2), o justo juiz. Reconheça o Filho, o Salvador, o seu Advogado (1 Jo 2.1), o enviado de Deus (Lc 1.19), a Estrela da Manhã (Ap 22.16). Reconheça o Espírito Santo, o Consolador (Jo 15.26), o Conselheiro, o que intercede por nós diante do Pai com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26), o que convence do pecado da justiça e do juízo (Jo 16.8), nosso companheiro.

 

 

Louve a Deus

 

Agradeça a Deus pelo que Ele tem feito na sua vida. Agradeça pelo dia, pelo sol que chegou todos os dias em sua vida, pela salvação, pelo perdão dos pecados, por ser aceito por Deus. Agradeça pelas bençãos recebidas, pelas suas conquistas, reconheça que tudo veio de Deus: sua a saúde, a paz, a capacitação, a força. Reconheça pelo cuidado na sua vida e família. Agradeça.

 

Arrependimento

Ore pedindo que o Espírito Santo traga luz ao seu coração e lhe mostre o que está dentro dele que não coopera para a obra de Deus em você, aquilo que não tem unidade com sua vida em Jesus (Sl 139.23-24). Ore se arrependendo por cada pecado, individualmente (1 Jo 1.9). Peça perdão por ter agido independente de Deus e reconheça sua necessidade Dele. Se Deus te mostrar que você precisa procurar alguém para reconciliação ou restituição, faça isso (Mt 5.23-25). O rio de Deus flui de um coração limpo e quebrantado. Em Ez 47, o rio fluia do templo, que somos nós, e fluía do altar, ou seja, do lugar de consagração no nosso coração.

Em tempos de oração em unidade, peça perdão pelos pecados do seu Pequeno Grupo, da sua família, da juventude, da sua igreja, da sua cidade, de regiões específicas e também do seu país.

 

Intercessão

Coloque-se diante de Deus em favor de alguém ou de alguma causa. Coloque seus próprios pedidos a Deus: sua vida espiritual, seu ministério, sua vida profissional, financeira, emocional, saúde, família, etc. Coloque o Reação e apresente cada área: LOGÍSTICA (transporte, celebrações, oficinas), SERVIÇO (voluntários), EVANGELISMO (bloco, impactos). Ore pelos líderes da igreja: Pr. Carlito Paes e sua família, Pr. Fabiano Ribeiro e sua família, líder da juventude Mn. Marcos Madaleno e sua esposa Mariana. Ore pelos líderes do Reação e do Conexão Livre.

Ore para que neste tempo de jejum, Deus desperte fome e sede por Ele mesmo em toda a juventude. Ore pedindo pelo mover de Deus em cada jovem. Clame por mais de Deus em sua vida, peça para que Ele venha com poder e com o peso de sua glória sobre você (Jl 2.28).

 

Batalha Espiritual

Revista-se da armadura espiritual com fé, de acordo com Efésios 6.11-18. Confronte diretamente as forças das trevas que se levantam contra os propósitos de Deus para sua vida (Mt 4.10). Jesus nos ensinou a orar pedindo o livramento do mal e da tentação. Peça a Deus pela sua libertação. Desligue a ação de satanás em sua vida, família, ministério, igreja e do Reação (Lc 10.19). Creia que o que você desligar na Terra, será desligado nos céus (Mt 16.19). Ordene, com autoridade, que satanás e seus demônios saiam da sua vida, dos propósitos de Deus para você e que ele saia do Reação e de todos os projetos de Deus para estes dias (Mt 8.32).

 

Tempo livre

Deixe Deus fluir como Ele quiser. Ore por aquilo que Ele trouxer à sua mente. Se não souber mais pelo que orar, experimente ficar em silêncio por um tempo. Se você ora em línguas, faça-o por um tempo, livremente (1 Co 14.15). Cante uma canção a Deus. Se você gosta de dançar, pular, faça isso com intensidade diante Dele (Sl 98.1-4). Experimente declarar palavras de amor, sorrindo a Deus. Deixe o Espírito de Deus fluir, se jogue na presença de Deus e deixe o rio fluir sobre você.

 

Antes de sair

Revista-se novamente da armadura de Deus. Você guerreou, portanto, entregue os despojos desta guerra ao Senhor e creia na vitória de Cristo Jesus. Creia que Deus recebeu o seu tempo de oração como um sacrifício vivo e agradável a Ele.

Não precisa estabelecer uma ordem exata. Não se prenda a religiosidade ou regras fixas para este momento. Alguns dias você vai querer começar pelo arrependimento, outros com guerra espiritual. Não há nenhum problema, esteja diante de Deus com liberdade.

Oro para que Deus te surpreenda, para que você viva experiências completamente novas com o Pai. Que você cresça em intimidade e no conhecimento de Deus. Oro para que você se sinta completamente à vontade com o Pai, partilhando da mesa que Ele preparou para você!

 

 

Por que Jejum?

 

Por que ficar sem comer parcial ou totalmente por um período? Por que tirar a TV e/ou a internet ou algo que gostamos somente para  buscarmos a Deus durante aquele tempo?

Vivemos em um mundo em que o rei é o desejo. As pessoas buscam simplesmente fazer aquilo que dá vontade, aquilo que as façam felizes ou as façam se sentirem confortáveis. Logo, a resistência ao jejum espiritual é muito comum. É importante verificar por que somos , afinal de contas, resistentes a algo. Mike Wells, um autor cristão que escreve sobre discipulado e formação espiritual, diz no seu livro “Discipulado Celestial” que se Deus tiver que escolher entre o seu conforto e o seu crescimento, ele vai optar pelo seu crescimento. O jejum  é simplesmente uma opção pessoal pelo crescimento. Deve partir de uma decisão particular de conhecer mais a Deus, mortificar a carne e reservar um tempo especial para o agir dEle.

 

Por que o Conexão Livre convoca você para jejuar nos próximos dias?

1 – Deus chama seu povo para o jejum

Se você quer se voltar completamente a Deus, o jejum sincero, feito com fé e com a motivação correta é uma prática que vai te conduzir ao que Deus tem para você e para mais perto Dele. Pois o próprio Deus chama o seu povo para o jejum:

Agora, porém”, declara o Senhor, “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.” – Jl 2.12

 

2 - O Jejum é para quem quer intensidade espiritual

…em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, (…) nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus. – 2 Co 6.4b-8

O jejum não é uma exigência divina. É apenas uma opção para quem deseja buscar mais a Deus e mortificar a sua carne. Neste texto do apóstolo Paulo, vemos que ele fez uma escolha de viver intensamente com Deus, em tudo, sem reservas. Ele queria a Palavra, o amor e o poder de Deus, isso o levou a uma vida de privação, jejum, vigília e oração.

Muitos afirmam que a prática do jejum era apenas do Velho Testamento, mas, na verdade, querem justificar uma atitude cômoda e confortável espiritualmente. Se queremos viver intensamente com Deus, com certeza, não veremos nada demais no jejum, é um caminho natural daquele que busca viver o melhor de Deus.

 

3 – O jejum deve ser uma prática de fé

Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor.Hb 11.6

Abel ofereceu um sacrifício a Deus e foi recebido, enquanto que o de Caim não foi recebido. Hebreus 11.4 diz que o sacrifício de Abel foi uma prática de fé e não uma prática religiosa.Portanto, se o seu sacrifício nascer da fé, será aceito por Deus.

Eu não posso fazer um jejum achando que Deus tem que me dar algo pelo fato de eu estar passando fome, pois jejum não é greve de fome. Eu não posso fazer jejum achando que Deus precisa do meu jejum. Pelo contrário, eu é que preciso crer que Ele vai me mudar e que está recebendo esta oferta de jejum. Preciso crer que estou crescendo espiritualmente e me aproximando de Deus. Preciso crer que Deus existe, que estou me aproximando dEle e que ele recompensa aqueles que o buscam com fé. Preciso crer que Ele é Deus, que Ele age no tempo Dele, de acordo com o seu bom propósito para minha vida.

Um voto não muda Deus, mas um voto muda você.- Pr. Márcio Valadão

 

4 – Jejum parte de uma percepção da urgência que há no coração de Deus

“Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembléia solene”
Jl 1:14

Quando o povo de Deus estava em situação emergencial e precisava de uma rápida intervenção divina, os profetas e reis convocaram o povo ao jejum para um clamor intenso a Deus. Eles estavam dizendo: “nós precisamos urgentemente do nosso de Deus”.

Quando o reino de Judá foi invadido, o rei Josafá convocou a nação para jejuar e Deus livrou o seu povo (2 Cr. 20: 1-4). Em resposta a pregação de Jonas de

Por que ficar sem comer parcial ou totalmente por um período? Por que tirar a TV e/ou a internet ou algo que gostamos somente para  buscarmos a Deus durante aquele tempo?

Vivemos em um mundo em que o rei é o desejo. As pessoas buscam simplesmente fazer aquilo que dá vontade, aquilo que as façam felizes ou as façam se sentirem confortáveis. Logo, a resistência ao jejum espiritual é muito comum. É importante verificar por que somos , afinal de contas, resistentes a algo. Mike Wells, um autor cristão que escreve sobre discipulado e formação espiritual, diz no seu livro “Discipulado Celestial” que se Deus tiver que escolher entre o seu conforto e o seu crescimento, ele vai optar pelo seu crescimento. O jejum  é simplesmente uma opção pessoal pelo crescimento. Deve partir de uma decisão particular de conhecer mais a Deus, mortificar a carne e reservar um tempo especial para o agir dEle.

 

5 – O jejum é uma atitude de quebrantamento e arrependimento

Agora, porém”, declara o Senhor, “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.” – Jl 2.12

No dia da expiação, dia de sacrifício pelos pecados do povo, o povo de Israel sempre fazia isso em jejum, como um lamento por terem pecado e por exigência divina (Lv 23:27-28). Hoje já temos o perdão dos nossos pecados em Cristo e o jejum para isso é desnecessário, porém o arrependimento é necessário para alcançarmos o favor de Deus. Deus rejeita o orgulhoso, mas um espírito quebrantado atrai o coração de Deus.

A verdade é que nossa carne é orgulhosa, presunçosa e arrogante. Uma forma de quebrantar o nosso coração e estarmos contritos diante de Deus é através do Jejum e oração, pois durante o jejum e oração, reconhecemos a nossa dependência de Deus.

 

6 – A prática do jejum pode levar à libertação e crescente autoridade espiritual

Esta casta de demônios não sai senão por meio de jejum e oração. – Mt 17.21

destruição da cidade de Nínive, toda cidade jejuou. Antes de retornar a Jerusalém, Esdras convocou todos os exilados a orarem por segurança na estrada infestada de salteadores (Ed 8:21-23).

No dia da expiação, dia de sacrifício pelos pecados do povo, o povo de Israel sempre fazia isso em jejum, como um lamento por terem pecado e por exigência divina (Lv 23:27-28). Hoje já temos o perdão dos nossos pecados em Cristo e o jejum para isso é desnecessário, porém o arrependimento é necessário para alcançarmos o favor de Deus. Deus rejeita o orgulhoso, mas um espírito quebrantado atrai o coração de Deus.

A verdade é que nossa carne é orgulhosa, presunçosa e arrogante. Uma forma de quebrantar o nosso coração e estarmos contritos diante de Deus é através do Jejum e oração, pois durante o jejum e oração, reconhecemos a nossa dependência de Deus.

 

 

Orientações para quem deseja começar o seu jejum:

 

 

Estabeleça seus objetivos

Por que você está jejuando?

• Liste seus alvos. Direção de Deus, quebrantamento, solução de algum problema, propósito coletivo (junto com a igreja, família…);
• Ore buscando mais de Deus, por conhecimento, revelação e intimidade com Ele;
• Ore pelo Reação 2011. Ore pela igreja e pelo mover do Espírito em nosso meio;
• Ore pelos seus líderes e pastores.

Defina um tipo de jejum

• A duração do jejum – 1 dia, 1 semana, 21 dias, 40 dias, etc;
• O tipo de jejum – somente com água, com líquidos, Daniel (tirar tudo que é de origem animal), uma refeição por dia, etc;
• Quais atividades irá suprimir;
• Quanto tempo você vai separar para oração.

 

Prepare-se espiritualmente

• Peça ajuda ao Espírito para sondar seu coração;
• Confesse cada pecado que o Espírito mostrar e creia no perdão do Senhor;
• Perdoe a qualquer um que o tenha ofendido;
• Faça restituição a quem tenha causado dano;
• Busque o enchimento com o Espírito;
• Reconheça a Jesus como Senhor e recuse-se a fazer sua própria vontade;
• Coloque uma expectativa no seu coração pelo mover de Deus;
• Esteja ciente da guerra espiritual que você vai enfrentar.

 

Prepare-se fisicamente

• Se você possui alguma doença crônica procure o seu médico.
• Não se precipite em seu jejum.
• Um jejum prolongado deve ser iniciado aos poucos.
• Evite comidas gordurosas e açucaradas antes de iniciar o jejum.
• Prepare-se comendo frutas e vegetais.

 

Enquanto estiver jejuando

• Evite ingerir qualquer medicamento;
• Limite sua atividade física de acordo com as suas possibilidades;
• Faça somente exercícios moderados;

• Espere algum desconforto físico como tonturas, dores rápidas de fome, mau hálito, dores de cabeça, fraqueza, sonolência, cansaço e algumas vezes enjôos;
• Dentro de suas possibilidades descanse mais durante este período.

 

Sintomas espirituais

• Haverá muito maior sensibilidade ao mundo espiritual e ao Espírito Santo.
• Um nível diferente de fé será liberado sobre sua vida;
• Muitos irmãos têm visões, sonhos e outras manifestações espirituais.
• Espere por muita resistência espiritual principalmente no início do Jejum.
• Durante o jejum coisas ocultas do coração poderão aflorar para serem tratadas, como lascívia, sensualidade, impaciência e ansiedade.

 

Faça um programa diário

• Se for possível comece o dia orando todos os tipos de oração (adoração, intercessão, confissão da Palavra, batalha espiritual, etc) por pelo menos 40 minutos.
• Separe o tempo das refeições suprimidas para ler e meditar na Palavra de Deus. Caso não consiga durante todo o dia, separe o período da noite.
• Escreva os seus alvos pessoais e os da igreja para o seu jejum.
• Corte a TV durante o jejum.

 

Jejum de dieta líquida

• Entre 6h e 8h – Sucos de frutas não ácidas como maçã, pêra, melão, uvas, mamão. Se quiser tomar sucos de frutas ácidas dilua-os em 50% de água.
• Entre 10h e 12h – Sucos de vegetais feitos com alface, aipo e cenoura em partes iguais.
• Entre 14h e 16h – Chá de ervas com um pouco de mel.
• Entre 18h e 20h – Caldos feitos de batata, aipo, cenoura e sal.

 

O que evitar

• Não tome café nem chá preto. A cafeína dá dor de cabeça.
• Não masque chicletes nem chupe balinhas, pois estimula a o suco gástrico no estômago.
• Se tomar suco de laranja dilua em 50% de água.
• Jamais deixe de tomar bastante água.

 

Como quebrar o jejuns intensos e prolongados

• Quebre o jejum gradualmente.
• Comece a comer comida sólida gradualmente.
• Depois de um jejum completo prolongado, comece com saladas cruas e, depois de algumas horas, batatas cozidas e comida com pouca gordura.
• É melhor comer um pouco várias vezes, em vez de quebrar o jejum com muita comida.

Nestes dias estarei orando por você, para que neste tempo Deus marque e transforme sua vida para sempre. Eu sei que Deus tem grandes coisas reservadas para sua vida nos próximos dias!

 

 

 “O Jejum é a oração do corpo.”

 

 

Se houve um tempo em que a nossa juventude deve depender completamente de Deus, esse tempo é agora, esse tempo já chegou e com o mesmo os seus tremendos desafios. Satanás nunca esteve tão ativo assediando os nossos jovens como nesses últimos dez anos. Pois, ele sabe ‘que pouco tempo lhe resta’. O Inimigo tem apresentado inúmeras opções maliciosas de entretenimentos e diversões para desencaminhar os nossos jovens dos caminhos de Deus. É imperioso vigiar e orar como nunca antes.

 

O Desafio Jovem da década

Diante desses desafios, creio que os nossos jovens nunca precisaram tanto ser seletivos em relação aquilo que lêem, ouvem e especialmente ao que vêem. Eu estou seguro de que o nosso maior desafio para os próximos dez anos, como igreja adventista; seja como líderes de jovens de um continente ou de uma igreja local, chama-se: Internet e suas múltiplas opções de diversões. Diante desse quadro nos perguntamos: Como podemos ajudar a nossa juventude a ser seletiva no uso das mais diversas mídias?

 

Jovens de Jejum e Oração

Somente levando os nossos jovens a terem uma sistemática e profunda comunhão diária com Jesus. Se partirmos do princípio de que religião é relacionamento, então, a Internet é a mais bem sucedida religião de todos os tempos; pois, o jovem brasileiro passa em média de uma a cinco horas por dia na frente do computador, e a média de idade entre a maioria dos internautas está entre 16 e 24 anos de idade, e o grande tema buscado: Entretenimento ou diversão.

Evidentemente que a saída inteligente para os nossos jovens é o princípio bíblico da seletividade (1 Cor 10:31); então podemos nos perguntar: De onde vêem os critérios para a minha seletividade? Ou ainda, como os nossos jovens poderão ser seletivos em todos os aspectos da vida, e de forma especial no uso das mídias?

 

A Bíblia – A Paixão da Geração Esperança

Somente estudando e aplicando de forma prática na vida os princípios da Bíblia sagrada. Eu estou certo de que, somente mantendo comunhão diária com Jesus é que os nossos jovens poderão prepara-se para enfrentar qualquer tipo de desafio real ou virtual; exercitando assim, a sua seletividade cristã.  Pois, não há como proibir os jovens de usar as mídias, até porque há muitas coisas boas no mundo cibernético, e sim, vamos orientá-los. E sim, a que sejam seletivos, essa é a voz de comando. O nosso slogan para os jovens na América do Sul é: ‘É a Bíblia na mão e Jesus no coração’. Onde estão os nossos princípios de seletividade?

 

Oito Princípios Para O Sábio Uso das Mídias

O jovem cristão tem que ser seletivo em tudo nessa vida, por sua vez, em Filipenses 4:8, Paulo apresenta oito princípios de seletividade para o jovem cristão de todos os tempos e de todos os lugares: “… É verdadeiro, é respeitável, é justo, é puro, é amável, é de boa fama, se há alguma virtude, e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento [mente].”

Separemos tempo para Deus, isto é; tempo com Jesus; isso dará ao jovem cristão uma visão criteriosa e crítica do que pode ser ‘degustado’ no cardápio de um jovem adventista cada dia. Na expectativa de termos uma juventude mais próxima de Jesus e mais comprometida com a missão da nossa igreja no continente, estamos desafiando os nossos jovens a que tenham um programa pessoal de oração e jejum.

 

Os Jovens adventistas tem algo Mais

O momento em que vivemos exige da nossa juventude algo mais, exige uma parcela muito maior de entrega e de sacrifício a Deus. A hora é agora; e se não for conosco, com quem vai ser? E se não for agora, quando será? Vamos esperar ‘morrer’ essa geração no deserto? Claro que não! A nossa juventude tem que ser mais ousada espiritualmente falando. É como diz a música do DVD jovem de 2010; é com jejum e oração.

A palavra jejum aparece vinte e sete vezes em toda a Bíblia, e em sua grande maioria, está sempre direcionada ou acompanhada com motivos e desafios especiais. Por exemplo, em Ester 4:16 quando é usada a expressão ‘jejuai’, no hebraico a palavra é tsuwm, que quer dizer ‘abster-se de alimento e jejuar’. Já em Mateus 17:21, apalavra para jejum no grego é nesteia, que significa: ‘jejum e abstinência voluntária, ou jejum como exercício religioso’.

 

Sugestões Para Um Dia de Jejum Jovem

Apartir de agora passo a enumerar algumas sugestões práticas de como poderemos ter um jejum super abençoado; seja num dia da semana, seja num dia do mês, ou até num dia do ano, buscando assim intensificar a vida espiritual dos nossos jovens, e levando-os a serem mais seletivos e criteriosos no uso das mídias e a serem mais comprometidos com a missão da igreja:

 

1º – Estabeleça um motivo especial  para o jejum.

Quando olhamos para a literatura bíblica, sempre encontramos motivos especiais para acontecerem os jejuns, eis alguns exemplos:

A- Davi esteve jejuando pela sobrevivência do seu filho com Bate-Seba (2 Sam 12:16);

B – Ester pediu para o seu povo jejuar por ela, pois o mesmo corria risco de vida e também de extermínio (Ester 4:14-17); o jejum uniu Israel por um motivo muito especial – a preservação da nação Israelita.

“Ester e as mulheres associadas a ela, por meio de jejum, oração e ação imediata, enfrentaram a questão, trazendo salvação a seu povo.” Recebereis Poder – MM, 1999, Pág. 270

C – Daniel quando descobriu que o seu povo passaria setenta anos no cativeiro babilônico, fez dessa descoberta motivos especiais de jejum e de oração (Dan 9:1-4).

De acordo com esses três fatos históricos, envolvendo três ilustres personagens do Antigo Testamento, me parece que as crises tendem a nos aproximar mais de Deus. Alguém disse que é nas crises que nós revelamos o nosso caráter. Eu diria também que é nas crises que nós descobrimos as nossas limitações em todos os sentidos. Os nossos desafios sejam eles materiais ou espirituais, sempre nos dão uma oportunidade para estreitarmos o nosso relacionamento com Deus.

 

2º – Faça o seu calendário de jejuns.

Como o jejum bíblico é basicamente a abstinência de alimento sólido e as vezes liquido também, é aconselhável, que você se programe para tal realização, pois, o seu corpo vai ser privado de uma rotina diária de alimentação sólida e liquida. Procure se ‘programar’ mentalmente, afinal de contas serão algumas horas sem alimento. Nesse dia o seu ‘alimento’ será a busca por Deus. Para os países e regiões muito quentes, não é aconselhável excluir o liquido do jejum.

Há pelos menos três longos jejuns na Bíblia, que eu os chamaria de jejuns excepcionais. Moisés fez um jejum de quarenta dias e quarenta noites, quando esteve no monte Sinai para receber as tábuas da santa lei de Deus, (Deut 9:9). Outro exemplo de um jejum extraordinário foi feito por Elias, também nas imediações do monte Horebe, e olha que nesse período Elias estava vivendo uma verdadeira crise, a ponto de pedir a própria morte (1 Reis 19:4-8). O fato é, que os jejuns irão marcar a sua vida para sempre.

Todavia, o exemplo clássico de um jejum extraordinário foi o de Jesus, no deserto da tentação, quando também jejuou quarenta dias e quarenta noites (Mat 4:1). Creio que o jejum de Jesus foi o divisor de águas em seu ministério terrestre, veja o que diz Ellen White, acerca desse jejum: “Foi para vencer o poder do apetite que, nos quarenta dias de jejum no deserto, Ele sofreu em nosso favor a mais rigorosa prova que a humanidade podia suportar.” Ciência do Bom Viver. Pág.333

 

3º – O Jejum deve estar sempre acompanhado de ação.

É visível em toda a Bíblia que o jejum por si só não alcançará todos os resultados que você almeja alcançar, é imperioso que uma ação efetiva seja realizada paralelamente ao seu programa de jejum, afim de que você possa alcançar os seus objetivos propostos.

O jejum é uma proposta espiritual da nossa completa entrega a Deus, e é exatamente isso que Deus quer de cada jovem sul-americano, veja qual é o objetivo do jejum: “O espírito do verdadeiro jejum e oração é o espírito que rende a Deus mente, coração e vontade.” Conselhos Sobre Regime Alimentar pág. 189. Assim sendo, o alvo de jejum é uma entrega total a Deus. Aproveite a oportunidade para planejar mudanças de hábitos que lhe enfraquecem espiritualmente.

A frase que o ‘jejum é a oração do corpo’ me parece perfeita. O jejum reflete as nossas limitações físicas, mentais e espirituais, e em contrapartida o jejum nos remete a Deus como tendo todo o poder. Poder esse em especial contra as forças de Satanás (Mat 17:14-21). O jejum permite que o nosso cérebro esteja mais oxigenado por mais tempo e a nossa mente mais sensível a ouvir a voz de Deus.

 

4º – Leia uma literatura especial no dia do seu jejum.

Aproveite o dia do seu jejum para ler uma literatura notadamente espiritual e com um propósito muito bem definido, para isso, separe antecipadamente os livros ou revistas que você irá ler. Claro que a leitura da Palavra de Deus, deve vir em primeiro lugar, eu particularmente gosto de ler os Salmos, ou então eu separo um assunto em especial para estudar naquele dia. O jejum deve ser um dia de reflexão e exame da própria alma diante de Deus.

“Necessitamos humilhar-nos perante o Senhor, com jejum e oração, e meditar muito em Sua Palavra, especialmente nas cenas do juízo.” Grande Conflito Pág.601. O jejum nos move da nossa insuficiência espiritual para a total providência de Deus.

Se você jovem ou ancião ao ler este artigo ainda não fez nenhum jejum, experimente, eu creio que você vai se sentir muito bem ao final. Dê uma oportunidade mais intensa e maior para que  Deus possa lhe alcançar e lhe impressionar espiritualmente. O jejum nos ensina a depender menos do nosso corpo e a depender mais de Deus. O jejum também nos ensina a vivermos mais pela fé em Jesus.

 

5º – Faça o seu programa de jejum sem alardes.

Não saia por aí trombeteando que você agora tem um extraordinário programa de jejum e oração. Entretanto, se lhe perguntarem, não se omita, compartilhe as razões do seu crescimento espiritual. O nosso jejum precisa ser mais do que uma mera formalidade, precisa sim, ser momentos de profunda reflexão e absoluta dependência de Deus.

“O jejum recomendado pela Palavra de Deus é alguma coisa mais que uma forma. Não consiste meramente em nos privarmos da comida, em usarmos saco, em lançarmos cinza sobre a cabeça. Aquele que jejua com verdadeira tristeza pelo pecado, jamais buscará exibir-se.” Maior Discurso de Cristo Pág.87.

Que o grande Deus, criador dos céus e da terra, possa habilitar a nossa linda juventude, a ser mais seletiva ao usar as mídias, e em especial a Internet. E que a nossa juventude tenha mais compromisso com a missão da igreja. E doravante através da comunhão diária com Jesus o céu seja glorificado, e se essa comunhão puder se intensificar e se aprofundar com jejum e oração, excelente e glórias a Deus. O Jejum é a oração do corpo, portanto, coloque o seu corpo para orar.

 

 

  Estudo realizado por:  Pr. Rogério Costa

Caxias do Sul - Junho de 2008

 

 

 

Ministério Igualdade Independente

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Projeto Plantar

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   Convite:

 

 

            Convido a quem possa interessar, a fazer parte do Jejum semanal do Ministério Igualdade Independente, sempre as quartas feiras e sábados, Jejum oficil para pedidos especiais e pelo ministério pessoal de cada um. Assim incluindo algo excepcional.

Se alguém tiver interesse em fazer parte deste propósito com Jesus, por favor faça o comunicado pelo link "Pedido de Oração", dando seus dados, se não quiser não será necessário divulgar o seu propósito, apenas seus dados para sabermos quem está conosco, Muito obrgado, Deus abençõe.

Ou você poderá, se quiser, fazer seu pedido de oração, seguindo o mesmo raciocínio, você entra no Link Pedido de Oraçao, neste mesmo site. Se for da sua preferência não ser identificado, seremos bem sigilosos, estaremos orando também aqueles que preferirão não se identificar. Mas não deixe de fazer seu pedido. Muito

obrigado.      Pr.Rogério Costa.

 

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